domingo, 7 de fevereiro de 2016

A Commedia dell’Arte e o Teatro de Bonecos Mané Beiçudo

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A Commedia dell’Arte e o Teatro de Bonecos Mané Beiçudo
A idade média caracterizava-se pela reverência ao divino, ao sobrenatural, pelo absoluto domínio da Igreja e da nobreza.

Um conjunto de fatores eclodindo aqui e acolá, foi – paulatinamente - gerando um movimento intenso, vigoroso, originando o que se denominaria renascimento. A difusão dos novos valores contou com a providencial alavanca da modernização da imprensa. Até então, as grandes obras eram manuseadas pelos monges copistas - nas abadias e mosteiros - restritas à pouquíssimos privilegiados. Com o aperfeiçoamento da imprensa, as grandes obras da literatura universal, sobretudo os clássicos greco-romanos, passaram a ser disponibilizados para um número maior de pessoas. Mas também as novas invenções, as grandes descobertas e os novos paradigmas passaram a correr o mundo com maior celeridade.

Com a derrocada final de Constantinopla, no ano de 1453, vários artistas e intelectuais, fugindo do antigo Império Bizantino, migram para a Europa Ocidental, auxiliando na criação de um caldo cultural propício às novas correntes de pensamento.

Mas o novo domínio muçulmano impedia que os comerciantes cristãos acessassem a Índia e a China. Surge a imperiosa necessidade de estabelecer novas rotas comerciais, passagens alternativas que acabaram levando às grandes navegações e ao novo mundo colonial.

É neste contexto – de ebulição política e acúmulo e concentração de riquezas - que príncipes, papas e a nova categoria dos ricos burgueses assumem os papéis de mecenas, estimulando através de apoio e financiamento a renascença, o movimento humanista que impactou as artes, a filosofia, a política e as ciências.

A nova escola européia tem seus marcos estabelecidos pela racionalidade, pelo rigor científico e pelos ideais humanistas; retirando Deus do centro das referências para substituí-lo pelo ser humano.

Em Hamlet, Shakespeare dá mostras do antropocentrismo, em contraposição ao teocentrismo:

“Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio; tão vário na capacidade; em forma e movimento, tão preciso e admirável, na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais.”

A Itália foi o berço do renascimento, mas o movimento logo ganhou os demais países europeus como a Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Países Baixos.

Dentre inúmeros outros ícones do renascimento destacam-se Dante Alighieri, Nicolau Maquiavel, Giovanni Boccacio, Miguel de Cervantes, Luís de Camões, William Shakespeare, Thomas Morus, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Nicolau Copérnico e Galileu Galilei.

Anteriormente, no feudalismo, o homem se via na impossibilidade de acumular riqueza e fortuna, aspecto que a nova ordem passa a estimular.


Na ciência, contrapondo-se ao princípio aristotélico medieval da autoridade - o magister dixit - surge a experimentação empírica, o espírito crítico, a comprovação dos fatos e descobertas em laboratório: doravante, a verdade deveria ser comprovada, na prática. É o que determina os conflitos com a Igreja e sua Santa Inquisição.

A burguesia ascendente vai buscar em Martinho Lutero e João Calvino as referências para uma nova ordem religiosa, consentânea com o novo stabilisment, a reforma protestante.

É neste contexto, de plena efervescência política e econômica que se origina, também na Itália, a Commedia dell’Arte, uma das mais revolucionárias escolas teatrais.

A corte italiana priorizava os investimentos financeiros na criação de um novo modelo de teatro, adotando um formato e um arranjo cenográfico que culminaria no fortalecimento da ópera e do balé.

Desprovidos deste suporte e dos recursos financeiros, os artistas da Commedia dell'Arte se viram na contingência de investir no que se apresentava ao alcance das mãos: a performance do ator.

Deste novo ator é exigido habilidades especiais ou um exaustivo treinamento que o qualifique para o canto, a dança, a representação, a execução de malabarismos e contorcionismos de modo a aprisionar de maneira definitiva a atenção do público presente aos espetáculos.

Este ator deve ter pleno domínio do corpo e da mente. Deve deter as técnicas de expressão corporal e vocal, ao mesmo tempo em que deve se especializar nas técnicas da improvisação. Aqui a pantomina, a mímica e a linguagem gestual assumem importâncias estruturais: as nacionalidades estavam em formação no velho continente, de modo que a unidade lingüística ainda se encontrava em construção. Daí a prevalência da expressão corporal sobre o texto, fato que obrigou o ator a buscar a excelência na manifestação e expressão gestual.

Geralmente o ator representava os mesmos papéis por toda a vida. Eram papéis caricatos, alguns ainda hoje presentes no imaginário popular, como Arlequim, o servo atrapalhado e Brighella, o servo astuto e bom de briga.

A improvisação é outra característica latente na Commedia dell’Arte, um mandamento levado ao extremo. Por isto o texto apenas sinalizava um caminho; se prestava mais como um simples enredo a guiar os passos dos atores, sobretudo nas marcações como as que sinalizam as entradas e saídas.

Quanto à temática, caracterizava-se pela abordagem simplista e pelo viés popular, explorando o humor das cenas de traição explícita, dos episódios burlescos, dos desencontros amorosos, das paixões impossíveis ou mal resolvidas, da avareza e da exploração das diferenças, das anormalidades físicas, ...


Sobre as críticas políticas é curioso constatar que sempre as fizeram, obtendo certa liberdade e condescendência das elites religiosas e da nobreza. Desde que a crítica se apresentasse acobertada pelo humor, a prática era tolerada. As elites imaginavam que o humor retirava da crítica a reflexão, reduzindo-a à efemeridade, sem força, por conseqüência, para comprometer as estruturas vigentes.

Munidos deste “passaporte”, os artistas da Commedia dell’Arte não se faziam de rogados. Dentre piruetas, saltos mortais e contorcionismos, os atores improvisavam explorando a música e a dança, fazendo pilhéria das fragilidades humanas, provocando de maneira ferina e mordaz a platéia, questionando os costumes, obtendo como resposta da assistência não a agressão, mas a plena satisfação, o riso fácil, o encantamento, a diversão.

Cada grupo constituía-se de cerca de dez atores, que percorriam povoados e cidades, levando seus espetáculos magistrais continente adentro. É neste instante que ocorre a profissionalização do ator.

A alegria sem limites, os trajes carnavalescos, o centro do processo na plástica corporal e na improvisação dos atores, o compromisso com o imaginário popular encantaram todos os encenadores modernos, de Artaud a Meyerhold. E, nos dias que correm, ancoram as bases do teatro popular de bonecos como o Mamulengo, o Casimiro Coco e o Mané Beiçudo. Portanto, ao se divertir com uma apresentação do teatro popular de bonecos aprenda a observar nas traquinagens e peripécias de Mané Beiçudo, a pujança que apagou as fogueiras do Santo Ofício e fez eclodir o vigor cultural do renascimento, a efervescência do movimento que rompeu a noite de mil anos.

Artigo de Antônio Carlos dos Santos publicado no Jornal Opção/Goiânia

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Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

Não por acaso, ambos se originaram na região geográfica tida como o berço da civilização ocidental: a Grécia antiga; a Grécia de Sófocles, Ésquilo, Aristóteles, Platão... 

É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

Nesta Coleção, se reverencia o teatro e a democracia com quatro peças teatrais completas. Todas elas conduzem o leitor a este universo político em que latejam nossos direitos e nossos deveres. 

Os conteúdos apropriados no formato de peças teatrais possibilitam, também, que pais & filhos, alunos & professores, a comunidade de forma geral, incorpore os fundamentais conceitos e assuntos aqui enfocados. 
O autor 
Antônio Carlos dos Santos atua no teatro desde 1970. 

Escreveu e dirigiu centenas de espetáculos, tendo ministrado cursos e oficinas de teatro em diversas unidades da federação. 

Criador da metodologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo e da tecnologia de planejamento estratégico Quasar K+. 


Mantém três blogs atualizados semanalmente. Clique para acessar: 


sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Teatro Pobre de Jerzy Grotowski

“O ator deve decifrar todos os problemas de seu próprio organismo que lhe sejam acessíveis. Deve saber qual o meio de dirigir o ar, conduzindo o som para determinada parte de seu corpo, produzindo sonoridades que parecerão ter sido ampliadas por diferentes tipos de ressoadores.”


Polônia foi o país em que Jerzy Grotowski escolheu para nascer. Estudou na escola dramática estatal de Cracóvia e no Instituto de Artes Dramáticas Lunacharsky, em Moscou. Em 1959 passou a compor o Teatro Laboratório, fundado nesse mesmo ano, em Opole. Criou uma nova metodologia teatral por ele denominado de Teatro Pobre, defendendo uma maior participação do público no espetáculo. Em 1965 fundou em Varsóvia o Teatro Laboratório Polonês. Foi professor da Escola Superior de Arte Dramática de Marseille e fundou a American Institution for Research and Studies into the Oeuvre of Jerzy Grotowski, para popularizar sua escola teatral nos Estados Unidos. No ano de 1982 mudou-se para os Estados Unidos lecionando na Universidade de Columbia e depois na universidade da Califórnia. No ano de 1985 transfere-se para a Itália, país aonde veio a falecer em 1999.

Muitos querem acreditar que Grotowski, Artaud e o Living Theatre integram uma só escola. Ledo engano.

Artaud e o Living Theatre consagram a anarquia e a intensidade, a explosão total. Já na obra de Grotowski o que vemos é a experimentação do trabalho meticuloso, o artesanato, o completo domínio sobre todas as etapas da produção dramática.

Os primeiros encenadores – Antonin e J. Malina - incidem diretamente sobre a platéia, provocando-a, instigando-a. Já Grotowski utiliza de artifícios sutis, importunando-a de forma indireta, através da inquietude do espetáculo.

Grotowski só conheceu Artaud e sua mais completa obra - O Teatro e seu Duplo - quando já tinha desenvolvido as premissas do Teatro Pobre. Apesar das diferenças entre as metodologias de um e de outro, impressiona o número de pontos de convergência. É como se o diretor polonês tivesse se encarregado de dar materialidade aos sonhos do encenador francês.

Em ambos percebe-se uma obstinada busca pela superação do texto enquanto trampolim, priorizando sua utilização “como material para a construção do som”. Marca também a obra de ambos a investigação sobre uma linguagem corporal que conduza ao transe; o inconformismo com o palco tradicional; a procura por alternativas que alterem a relação palco-platéia e o resgate do aspecto sagrado da representação teatral.

Mas o encenador polonês empresta a estes componentes comuns características que tornam seu movimento único, singular, sem paralelo, diferenciando-se tanto do Teatro da crueldade como do Happening.

Do ator exige entrega total em sua busca pela expressividade corporal: “o ator ao desempenhar deve fazer uma doação total de si mesmo”, afirma Grotowski (“Em busca de um teatro pobre”).

Os antigos mitos – “arquétipos” para Grotowski – são ressuscitados de forma exasperada, num embate brutal a afligir nossas superstições, numa batalha sem tréguas contra nossas referências existenciais, nossos tabus e paradigmas.

Uma diferença marcante do Teatro Pobre é a limitação da ação: preferência pelos pequenos públicos, pelas platéias diminutas, procurando assim estabelecer uma interação mais profunda entre os atores e a assistência.

A idéia básica é envolver o espectador num clímax perturbador que o levaria a se conhecer melhor. Decorre daí a preocupação com um espetáculo que se caracterize pela intensidade e perfeição.

Os componentes estruturados para enriquecer o jogo teatral - como a iluminação, a cenografia, a música e a maquilagem - são descartados para, na visão de Grotowski, fazer emergir e dar lugar à verdadeira teatralidade. Dessa forma, ao contrário de criar e estruturar uma personagem, o ator passa a se incumbir de descobrir-se através dele. O ator é o centro de tudo. E tudo passa pelo físico, pelo corpo submetido a rigoroso treinamento, pela expressão corporal. Para um corpo plástico e multi-presente, qual a razão de adereços e acessórios como jogos de luz, maquilagem e música? Para chegar a este ator, Grotowski submete seu grupo a seções diárias de hata-ioga e a psicanálise.

Neste ponto as diferenças com Artaud chegam ao extremo, porque o criador do Teatro da Crueldade preconizava o “espetáculo integral”, com todos os seus elementos.
O encenador polonês descartou os componentes do teatro e mais tarde, já no final de sua existência, chegou a descartar o próprio espectador – agora denominado testemunha –ao ponto de alguns questionarem se o quê Grotowski exercitava ao final da vida seria mesmo teatro.

Artigo de Antônio Carlos dos Santos, criador da metodologia de produção do teatro popular de bonecos Mané Beiçudo.

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Coleção Educação, Teatro & Democracia 
Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

Não por acaso, ambos se originaram na região geográfica tida como o berço da civilização ocidental: a Grécia antiga; a Grécia de Sófocles, Ésquilo, Aristóteles, Platão... 

É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

Nesta Coleção, se reverencia o teatro e a democracia com quatro peças teatrais completas. Todas elas conduzem o leitor a este universo político em que latejam nossos direitos e nossos deveres. 

Os conteúdos apropriados no formato de peças teatrais possibilitam, também, que pais & filhos, alunos & professores, a comunidade de forma geral, incorpore os fundamentais conceitos e assuntos aqui enfocados. 
Quatro livros compõem a Coleção: 
Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 

O autor 
Antônio Carlos dos Santos atua no teatro desde 1970. 

Escreveu e dirigiu centenas de espetáculos, tendo ministrado cursos e oficinas de teatro em diversas unidades da federação. 

Criador da metodologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo e da tecnologia de planejamento estratégico Quasar K+. 


Mantém três blogs atualizados semanalmente. Clique para acessar: 


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O livro "O dia em que o mundo apagou"


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Indignados com a poluição, o grande lixão que está se tornando o planeta, o astro rei e a lua protagonizam uma visceral e estranha disputa.

Um índio, um coelho, e uma margarida encontram-se no epicentro dessa trama infantil que aborda questões fundamentais para a democracia e a cidadania:

•        o consumismo incontrolável;
•        o materialismo exacerbado;
•        o dinheiro substituindo a divindade;
•        os homens e o planeta - feridos de morte - agonizam;
•        a necessidade de resgatar a espiritualidade das pessoas e do terra.

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Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

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É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

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Quatro livros compõem a Coleção: 
Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 


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Antônio Carlos dos Santos atua no teatro desde 1970. 

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O livro "Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém"

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O terceiro livro desta Coleção discorre sobre a demagogia, uma das facetas mais perversas do sistema democrático. 

O dono de um burro resolve vendê-lo para fazer dinheiro e, a partir daí, a estória infantil toma corpo para discutir valores e princípios como a: 

• verdade e a honestidade; 
• sinceridade e a integridade; 
• moral, a ética e a virtude. 

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É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

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Quatro livros compõem a Coleção: 
Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O livro "Carrossél azul"


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O livro 
Em torno da montagem e do desaparecimento de um carrossel azul gira a trama envolta em muita ação, mistério, humor, discussões e debates sobre importantes valores e princípios que conformam a condição humana: 

• Solidariedade e fraternidade; 
• A necessidade do compartilhamento para viver em sociedade; 
• A sustentabilidade ambiental; 
• As relações de trabalho; 
• O contraditório e a ampla defesa; 
• Liberdade e democracia; a consciência crítica e a organização: instrumentos contra o autoritarismo e o despotismo. 

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Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O livro "A bruxa chegou... peguem a bruxa"

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O livro 
Uma floresta – bem parecida com os países que integram a porção latina do continente americano - presencia uma bruxa malvada usurpando o trono do rei Leão. 

Em torno deste conflito central se desenvolve a trama, repleta de muito humor e brincadeiras, esteios que conduzem o leitor ao universo da política e da democracia. 

Enquanto as traquinagens e travessuras são engendradas e encenadas pelas divertidas personagens, importantes princípios e valores da cultura ocidental são identificados e debatidos: 

• Liberdade e democracia; 
• Direitos e deveres; 
• O contraditório e a ampla defesa; 
• A consciência crítica e a organização: instrumentos contra o autoritarismo e o despotismo. 

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É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

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Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

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