sexta-feira, 20 de abril de 2018

Exposição exibe pinturas da arquitetura de São Paulo, no Estação Cultura



Uma mostra para valorizar a história da cidade de São Paulo é a proposta da exposição Memória Paulistana, que segue em cartaz até o dia 4 de maio no Estação Cultura. O espaço fica na sede da Secretaria Estadual de Cultura, na região central da cidade. São exibidas 40 pinturas, em óleo sobre tela, da arquitetura da metrópole, da artista plástica Cristiane Carbone.
“O interesse surgiu porque eu andava pela cidade de São Paulo e via a carência de registros. As fachadas dos prédios mudando constantemente, e eu não encontrava registro dessas pinturas”, explicou Cristiane. A primeira obra, que retrata o Museu do Ipiranga, foi pintada em 1996, mas a proposta de tornar essa iniciativa um projeto de preservação da memória urbana veio em 2004.
“Na sequência, eu verifiquei a necessidade também de fazer um resgate, ou seja, um comparativo, porque a medida que eu fui pintando, eu fui me interessando pela história da cidade. Catedral da Sé, Pátio do Colégio, Estação da Luz, Faculdade de Direito, me interessei pela história e vi a importância de encontrar essa identidade e de deixar registrado para o futuro”, disse.
Entre suas obras, ela destaca, por exemplo, o Pátio do Colégio, marco da fundação da cidade. “Ele passou por várias transformações e eu tenho registro de 1862; 1896, quando estava em ruínas; de 1914, quando era a arquitetura do Ramos de Azevedo; e o atual, que é de 1979. Então por meio da imagem é possível contar uma história. Essa é a intenção principal dessa exposição”.
A artista desenvolve obras sobre o patrimônio arquitetônico de São Paulo há 15 anos. Em 2004, por ocasião dos 450 anos da cidade, ela apresentou uma exposição na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Neste ano, durante o carnaval, suas telas ficaram expostas no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
A exposição no Estação Cultural tem apoio da Secretaria Estadual de Educação e receberá alunos de escolas públicas da região para visitas guiadas, além de rodas de conversa com a artista. A ideia é que possam ter contato com a história da cidade por meio das obras.
A mostra Memória Paulistana é gratuita.
Agência Brasil
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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Biblioteca e teatro são atividades culturais menos frequentadas por paulistanos



Pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência mostra que as bibliotecas e os teatros figuram como as atividades ou equipamentos culturais menos frequentados pelos paulistanos. O levantamento levou em consideração também a frequência a museus, shows, cinema e centros culturais.
A pesquisa indica que, dentre as seis atividades culturais pesquisadas, apenas o cinema é frequentado por mais de 50% dos moradores da cidade. De acordo com os resultados, 65% dos entrevistados não frequentam bibliotecas; 59% disseram não ir ao teatro; 58% não vão a museus; 53% não frequentam shows; e 52% disseram não ir a centros culturais. Já 68% responderam que vão a cinemas.
Segundo o levantamento, 24% dos paulistanos, ou 2,4 milhões de pessoas, não frequenta nenhuma das atividades culturais avaliadas. Os segmentos predominantes nesse resultado estão os menos escolarizados, com renda familiar de até dois salários mínimos, pretos e pardos.
De acordo com a pesquisa, apenas 17% dos paulistanos frequentam (pelo menos, uma vez ao ano) todas as seis atividades e espaços mencionados no levantamento. Os setores predominantes no resultado são os mais escolarizados, os com renda familiar acima de cinco salários mínimos e brancos.
“As mulheres negras moradoras da periferia, de menor renda e escolaridade, são aquelas que, em geral, não frequentam nenhuma atividade cultural”, destacou o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.
A pesquisa entrevistou 800 paulistanos de 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.
EBC

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Afastados por suspeita de fraude que somam R$ 200 milhões, prefeitos do sul voltam ao cargo após liberação da Justiça



Gestores de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália foram afastados do cargo há cerca de cinco meses.
A prefeita de Porto Seguro, Cláudia Silva Santos Oliveira (PSD), e o prefeito de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos (PSD), voltaram aos cargos após serem afastados há cerca de cinco meses, por suspeita de fraude em contratos dos municípios.

Robério, Cláudia e Agnelo são suspeitos de fraudar contratos de 33 licitações que somam R$ 200 milhões.

A retomada foi autorizada pela Justiça no último dia 4. De acordo com a prefeitura de Cabrália, Agnelo Santos reassumiu o cargo na segunda-feira (9).

A cerimônia de posse dele foi feita na noite de sexta-feira (6), na câmara de vereadores da cidade, conforme a assessoria.

A prefeitura de Porto Seguro havia informado, preliminarmente, que a gestora retomou o cargo "automaticamente", logo após a autorização judicial, na quarta.

O prefeito de Eunápolis, Robério Batista de Oliveira (PSD), que também havia sido afastado, voltou ao cargo na tarde de sábado (7).

A decisão de retomada foi do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que ainda determinou que cada um deles pague dez salários mínimos (R$ 9.540) para reassumir a gestão das cidades.

O prefeito de Eunápolis, José Robério Batista de Oliveira (PSD), a esposa dele e prefeita de Porto Seguro, Cláudia Silva Santos Oliveira (PSD), e o prefeito de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos (PSD) - irmão da prefeita de Porto Seguro - foram alvos da Operação Fraternos em novembro de 2017, que investigou os gestores por eles usarem empresas de familiares para simular licitações e desviar dinheiro de contratos públicos.

Após os investigados deixarem as prefeituras, os vice-prefeitos assumiram os cargos. Robério, Cláudia e Agnelo são suspeitos de fraudar contratos de 33 licitações que somam R$ 200 milhões.

Os policiais afirmaram que foi organizada uma "ciranda da propina" nos três municípios baianos, em razão do rodízio que era feito entre as empresas envolvidas no esquema de corrupção para vencer as licitações e tentar "camuflar" as irregularidades.

A
Polícia Federal destacou que, em muitos casos, os suspeitos "chegavam ao extremo" de repassar a totalidade do valor contratado a outras empresas do grupo familiar na mesma data em que as prefeituras liberavam o dinheiro.

Por conta do envolvimento de familiares dos prefeitos na fraudes, a operação da PF foi batizada de Fraternos.
G1.Globo
 
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terça-feira, 17 de abril de 2018

Projeto prevê mudança em lei ambiental


Texto que será levado ao Congresso restringe demarcação de terra indígena, muda compensações e atribuições de Estados e municípios
O processo de licenciamento ambiental do País está em vias de passar por mudanças profundas, com o avanço no Congresso de um projeto de lei encampado pela Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). A nova versão do texto, que deve ser levada à votação no plenário da Câmara nos próximos dias, carrega pelo menos três propostas polêmicas: impõe restrições a demarcações de terras indígenas, abre espaço para que o empreendedor questione ações de compensação ambiental e libera Estados e municípios para criarem as próprias regras de licenciamento.

O Estado teve acesso à versão mais recente do projeto da Lei Geral do Licenciamento, texto que passa por ajustes finais e deverá ir à votação. A proposta prevê que a Fundação Nacional do índio (Funai) seja acionada em processos de licenciamento ambiental apenas em casos em que a terra indígena já tenha sido efetivamente homologada, ou seja, ficam de fora todos os demais casos em que os processos de demarcação estejam em andamento. Na prática, o projeto determina que, se a terra indígena não foi homologada, ela não existe e, portanto, qualquer obra pode ser executada no local. Hoje isso é proibido.

A proposta permite ainda que um empreendedor, após obter a licença de operação de seu projeto - autorização que libera o início efetivo do empreendimento -, terá prazo de até 15 dias para questionar condicionantes socioambientais que os órgãos do licenciamento tenham incluído no processo. Pelas regras atuais, as licenças de operação são liberadas quando o empreendedor assume 100% dessas ações compensatórias.

O terceiro ponto é o repasse, a Estados e municípios, da atribuição de definir normas regionais. Caberia a cada ente federativo do País, e não mais ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), determinar se um projeto pode ter uma licença simplificada e em fase única, ou se precisa de estudos mais aprofundados e licenciamento em três etapas: licença prévia, de instalação e de operação.

Outro ponto estabelece que o licenciamento ambiental independe da emissão de documentos prévios pelos municípios,como certidão de uso do solo. Uma obra como Belo Monte, por exemplo, podería ser licenciada sem o posicionamento prévio da cidade de Altamira, onde fica.

Busca por consenso. Um dos principais articuladores da proposta, o deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), ex-presidente da FPA e atual líder tucano na Câmara, confirmou a intenção de levar o texto a plenário nos próximos dias. “Nossa proposta é chegar a um texto de consenso e votá-lo o mais rápido possível. Não dá mais para ficar como está. Nosso objetivo não é acabar com o licenciamento, mas com a burocracia. Estamos dando método e prazo para que o processo seja feito, em vez de ficar sendo protelado por anos”, disse Leitão. “Em relação ao que não tivermos acordo, retiramos do texto e votamos depois como destaques ao projeto. Veremos como fica. Quem pode mais chora menos.”

O deputado Ricardo Trípoli (PSDB/SP), da bancada ambientalista, afirmou que não haverá acordo enquanto o projeto “flexibilizar” o licenciamento. “É isso que esse texto faz, e não vamos aceitar. O que queremos é uma modernização para que haja celeridade nos procedimentos”, disse. Trípoli também questionou o capítulo que passa para os Estados o poder de decidir sobre o licenciamento. “Vamos ter uma guerra fiscal de licenciamento ambiental. O empreendedor vai pensar se no seu Estado não pode isso e no outro pode, então vou fazer a obra nele”, afirmou. “Querem que flexibilize porque nos Estados seria mais fácil convencer.” Procurados, Ibama, Funai e FPA não se pronunciaram.
André Borges / Giovana Girardi, em O Estado de S. Paulo


 
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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Novo currículo do ensino médio exigirá mudança na formação do professor


O sucesso da implementação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio passará por mudanças na formação de professores e adaptações nas escolas, apontam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O documento, que vai orientar os currículos dessa etapa e estabelecer as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do ensino médio em cada uma das áreas, foi entregue pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
A BNCC do ensino médio é organizada por áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Apenas as disciplinas de língua portuguesa e matemática aparecem como componentes curriculares, ou seja, disciplinas obrigatórias para os três anos do ensino médio. Os alunos deverão cobrir toda a BNCC em, no máximo, 1,8 mil horas. O tempo restante deve ser dedicado ao aprofundamento no itinerário formativo de escolha do estudante.
Para o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, essas mudanças vão exigir muito investimento na formação de professores e um “repensar da formação de professores no Brasil” para que haja uma integração entre as disciplinas.
“Quando você faz um trabalho por área de conhecimento que reforça o caráter da interdisciplinariedade, você tem que investir muito na formação de professores. Hoje, como o professor de química é formado sem ter um diálogo direto com o professor de física ou biologia, que fazem parte da mesma área de conhecimento, por exemplo, agora para dar conta desse novo ensino médio, eles terão que se integrar já dentro da universidade”, diz.
Segundo ele, a mudança vai ter impacto nos currículos das licenciaturas. “As coordenações dessas áreas vão ter que sentar e repensar. Não é que não vai mais ter professor de química, física e biologia, mas vai ter que haver um esforço para integrar esses conhecimentos”, diz.
A formação dos professores deve ser priorizada também na visão da pedagoga Anna Helena Altenfelder. “Não só os professores, mas toda a estrutura da escola que hoje é pensada por disciplina e não por área de conhecimento. Então, temos um desafio grande”, diz a presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Ela também aponta um possível acirramento das desigualdades na educação como um dos riscos da nova base para o ensino médio. “Sabemos que os estados têm condições diferentes tanto técnicas como financeiras para construir seus próprios currículos. Então, a questão dos itinerários deve ser melhor definida em um apoio maior para os estados”, diz. O MEC se comprometeu a elaborar um guia de orientações para ajudar os estados na elaboração dos itinerários formativos.
Aperfeiçoamentos
A BNCC do ensino médio deverá ser analisada e aprovada pelo CNE e homologada pelo MEC antes de o documento começar a valer. O conselho irá fazer uma consulta pública em plataforma digital e audiências para colher sugestões da sociedade antes de submeter o texto à avaliação dos conselheiros.
A presidente executiva do movimento Todos pela Educação, Priscilla Cruz, considera que o CNE deve especificar melhor a forma como as redes vão se organizar, além de estabelecer o que é obrigatório ou não e deixar mais clara e objetiva a redação das habilidades previstas para serem alcançadas pelos alunos.
“Há uma impressão que o ensino médio está 'menor' pela falta de objetividade nas habilidades, é muito dependente da implementação pelos estados, não há um plano de implementação progressiva que ajude as redes a se ajustarem”, diz. No entanto, ela considera positivo fato de o texto prever a formação mais integrada, “direcionando para mais profundidade, recomendando outros espaços de aprendizagem e formatos de aula, dando características juvenis ao ensino médio”.
O conselheiro do CNE Cesar Callegari, presidente da comissão que vai analisar a BNCC, também considera que o colegiado terá que complementar o texto entregue pelo MEC. “A base está incompleta, está um documento bastante genérico e, no meu modo de entender, não atende às expectativas e necessidades do ensino médio no Brasil”, diz.
O Ministério da Educação já instituiu o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular para apoiar os estados no processo de revisão ou elaboração e implementação de seus currículos alinhados à BNCC. Segundo o MEC, no primeiro ano de execução, serão repassados às secretarias estaduais cerca de R$ 100 milhões para a implementação da base.

Agência Brasil




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domingo, 15 de abril de 2018

Estudo mostra que música pode potencializar tratamento contra hipertensão



Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que a música pode intensificar os efeitos de medicamentos contra a hipertensão arterial. O estudo, desenvolvido em parceria com a Faculdade de Juazeiro do Norte, a Faculdade de Medicina do ABC e a Oxford Brookes University (Inglaterra), identificou os benefícios da associação em 37 pacientes.
Os participantes da pesquisa foram avaliados durante dois dias. No primeiro, logo após ingerir a medicação, eles escutaram música durante uma hora. No segundo, os remédios eram administrados, mas eles apenas usavam os fones sem nenhuma melodia. “Nós concluímos que a música intensificou, em curto prazo, os efeitos benéficos do medicamento anti-hipertensivo sobre o coração”, disse o coordenador do estudo, o professor do Departamento de Fonoaudiologia da Unesp Vitor Engrácia Valenti.
Para verificar os efeitos da música, foi usado o método da variabilidade da frequência cardíaca, que tem mais precisão e sensibilidade para avaliar as alterações no coração. Entre os efeitos observados estão a desaceleração dos batimentos e a redução da pressão arterial.
Música pop
Os pacientes foram estimulados com músicas instrumentais das cantoras pop Adele e Enya. “Nós pensamos nessas músicas porque são mais popularmente aceitas”, comentou Valenti sobre a escolha. O grupo tem pesquisado desde 2012 os efeitos da música sobre o coração. Nos experimentos anteriores havia sido usada música erudita.
A partir de estudos feitos em animais, a hipótese dos pesquisadores para os resultados da associação entre o medicamento anti-hipertensão e a música é que a combinação aumenta a absorção dos remédios pelo organismo. “[A música age sobre] um nervo que estimula o sistema gastrointestinal, causa uma vasodilatação, aumenta a absorção do intestino nos animais. Uma hipótese é que a música acelerou a absorção do medicamento pelo intestino”, explicou o coordenador do trabalho.
Além de potencializar o tratamento em pacientes cardíacos ou hipertensos, Valenti acredita que a música pode se tornar um método auxiliar para prevenir o desenvolvimento da doença em pessoas com essa propensão. “A música pode ser associada com o medicamento para melhorar ainda mais a saúde dos pacientes, até preventivamente, quando a pessoa tem risco de desenvolver uma doença cardiorrespiratória”, acrescentou.
EBC


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sábado, 14 de abril de 2018

Festival Internacional de Circo reúne artistas em São Paulo



Arte, cultura, expressão, cores, acrobacias, malabarismos e muita palhaçada estão animando São Paulo desde esta quarta-feira (11). Até o dia 15 de abril, domingo, o público da capital vivenciará o universo e a magia circense do 1º Festival Internacional de Circo (FIC), promovido pela Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
"A realização do FIC é possível graças a um novo edital público lançado em 2017 e que já apresenta resultado concreto. Estamos muito felizes com o FIC e esperamos que este seja o primeiro de vários outros festivais de artes na cidade de São Paulo", ressalta o secretário municipal de Cultura, André Sturm.
O festival contará com mais de 40 atrações vindas de diversas cidades brasileiras e também com artistas da Bélgica, Espanha, Itália, Argentina, Chile, Equador e Uruguai. Os espetáculos reúnem o encanto do circo mundial, enriquecidos pelo teatro, dança e cinema.
Grandes nomes estão confirmados, como o artista Tato Villanueva, da Argentina, e o Circo Pitanga, da Bélgica. A maioria das atividades acontece na Cidade do Circo, um espaço montado no Centro Esportivo Tietê, que contará com três lonas, palco e estrutura para apresentação de números aéreos. Uma praça de alimentação também será montada para receber os presentes, com a oferta também de alimentos veganos e vegetarianos.
A abertura acontece às 20h desta quarta-feira (11) e traz um atrativo especial: a Mostra Competitiva, em que números circenses disputarão prêmios. Foram mais de 600 inscritos e apenas 12 finalistas selecionados para concorrerem a dois prêmios de R$5 mil, que serão entregues para o Melhor Número de Pista e Melhor Número de Aéreo. Também serão premiados com o valor de R$1 mil os três números que receberem Menções Honrosas. O público também poderá participar votando nos melhores da Mostra Competitiva.
Programação
Além da Cidade do Circo, o FIC terá programação em outras regiões de São Paulo, levando espetáculos aos bairros da periferia. A programação dos palcos volantes pode ser acessada no site da prefeitura.
A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos duas horas antes das apresentações. A Cidade do Cirso fica no Centro Esportivo Tietê – Avenida Santos Dumont, 843 – Armênia (Metro Armênia). 
EBC

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Festival Internacional de Arte de SP



A 14ª edição do Festival Internacional de Arte de São Paulo (SP-Arte), que ocupa o Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, entre os dias 11 e 15 de abril, reúne galerias de arte e design expoentes no mercado de 16 países. O evento conta com performances de longa duração e uma seção dedicada a designers independentes, além de galerias nacionais e estrangeiras que participam do evento pela primeira vez, chegando a um total de 140 expositores.
“Em um cenário de instabilidade econômica do país, a solidez e relevância conquistadas junto ao mercado garante que a SP-Arte continue sendo um destino para galeristas do mundo inteiro. Para 2018, queremos reforçar nossas atenções nas novidades produzidas no setor. Além da permanência de galerias já consagradas, a feira também reserva espaço para novos expositores, que trazem olhares inéditos sobre a produção artística”, disse Fernanda Feitosa, diretora e fundadora da SP-Arte.
Assim como no ano passado, a feira terá visitas guiadas. Ao todo, mais de mil pessoas participaram dessas visitas em 2017. “Neste ano, insistiremos nesta aposta, que vem ao encontro de um de nossos principais objetivos: trabalhar pela formação de público, tanto de novos apreciadores como de colecionadores de arte. Queremos proporcionar a nossos visitantes uma imersão neste universo”, disse Fernanda. Haverá também lançamento de livros e debates com especialistas, artistas e colecionadores.
Expositores
Entre os nomes de destaque das galerias de arte do mundo que retornam à SP-Arte estão David Zwirner e Marian Goodman (Nova York), White Cube (Londres), Neugerriemschneider (Berlim) e Kurimanzutto (Cidade do México). Já as galerias Blank (Cidade do Cabo), Fragment (Moscou) e Cayón (Madri) são destaques entre as novatas internacionais do evento.
Das galerias nacionais, participam não só as tradicionais como Dan, Bergamin & Gomide, Vermelho, A Gentil Carioca, Casa Triângulo, Fortes D’Aloia & Gabriel, Luisa Strina e Millan, mas chegam também 15 novatas, entre elas Adelina, Verve, Base e Mapa, todas paulistanas, e as cariocas Cassia Bomeny e Gaby Indio da Costa.
A programação completa está no site da SP-Arte. O evento estará aberta ao público de quinta a sábado, das 13h às 21h, e no domingo, das 11h às 19h. 
Agência Brasil


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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Justiça decide verificar cumprimento do ensino da história afro-brasileira


Pela primeira vez a Justiça foi favorável à verificação do cumprimento da Lei 10.639/2003, que incluiu no currículo oficial da rede de ensino e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira. Em decisão unânime, a Quarta Câmara Cível do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro deu provimento ao recurso impetrado pelo Instituo de Pesquisa e Estudos Afro-brasileiros (Ipeafro) e ao Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara).
O caso específico se refere ao município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e engloba escolas das redes municipal, estadual e particular. No pedido, os autores pleitearam “juntada dos currículos, grades curriculares e conteúdos das escolas requeridas e orientações das autoridades apontadas no polo passivo, para que, em perícia judicial, seja aferido o cumprimento ou descumprimento da lei 10.639/03”. Também são citadas a lei 11.645/2008, que inclui a obrigatoriedade do ensino da história indígena, e a lei 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial.
Na decisão, relatada pelo desembargador Antônio Iloízio Barros Bastos, é ressaltado que não há provas quanto ao cumprimento da lei em nenhuma escola. “Até mesmo o acesso ao inquérito resta prejudicado, pois, em que pese a atuação diligente do ilustre Promotor de Justiça signatário do parecer de fls. 546, olvidou-se de mencionar o número do inquérito civil. Dessa forma, a ausência de documentos inviabiliza o direito dos autores de fiscalizar a aplicação da norma, o que evidencia a presença do interesse de agir”.
A decisão aponta também que há apenas alegação por parte dos apelados do cumprimento da referida lei. “Diferente do que afirma o Estado do Rio de Janeiro, de rigor não existe prova, mas sim, quando muito, mera alegação de cumprimento da lei, que não retira dos autores o interesse de agir. Nessa toada, não há falar em inexistência de resultado útil na reforma da sentença, pois persiste o interesse dos autores, no âmbito da legitimação disjuntiva, em tirar suas próprias conclusões a respeito da efetiva observância da lei modo a atender aos interesses coletivos”.
Batalha judicial
O advogado do Iara Humberto Adami explicou que já faz mais de uma década que o movimento negro pede na Justiça que a lei 10.639/2003 seja cumprida. “Eu tinha feito, em 2005, representações ao Ministério Público Federal com 15 entidades do movimento negro. Essas denúncias foram espalhadas pelo Brasil, umas 5 mil ações multiplicadas pelos municípios. Daí abriram-se inquéritos civis públicos, com cada promotor ou procurador fazendo o inquérito e intimando as secretarias de educação e as diretoras de escola para saber porque não estava cumprindo a lei. Isso serviu como motivador para as pessoas conhecerem o problema”.
Adami lembrou que na época que integrou os quadros da extinta Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), foram enviados 1.200 ofícios cobrando as universidades públicas e privadas para oferecer formação sobre cultura e história afro-brasileiras. Porém, segundo ele, a maioria dos processos foi arquivado, muitos sem chegar a ser analisados.
“Nessa decisão de [Duque de] Caxias, o promotor arquivou a denúncia do inquérito civil público, dizendo que estava em funcionamento. Mas não estava, como ainda não está em lugar nenhum. Alguns promotores disseram isso, promotores que não gostavam do tema, promotores evangélicos, que achavam que tudo que se fala em cultura da África é religiosa, aí vão lá e arquivam o inquérito dizendo que a lei está funcionando. Ou por falta de conhecimento, ou por comodidade. Outra promotora, em Itaperuna, arquivou dez inquéritos civis públicos dizendo que a lei era ilegal, inconstitucional e desnecessária”.
Ele disse que 15 anos após a aprovação da lei, os avanços que ocorreram na implementação foram por iniciativas próprias e isoladas de profissionais. “Quando a gente começou as denúncias, tinha quatro nãos: não tem professor, não tem livro, não tem dinheiro e não tem currículo. Hoje, depois desse tempo todo, as professoras de história da África vêm construindo isso, mas não pode dizer que está numa situação confortável. Em muitos lugares que você vai, e eu tenho andado pelo Brasil inteiro, vejo professoras fantásticas de história da África, mas isso não pode ser visto como política pública, sempre depende do esforço pontual e individual. E sem contar com orçamento público”.
Agora, com essa decisão favorável, Adami espera que a Justiça siga o modelo em outras ações e pede união do movimento negro para fazer a inspeção nas escolas.
“Não tem ninguém fiscalizando nada. A escola faz uma capoeira no 13 de maio e um samba no 20 de novembro e diz que está fazendo e tudo bem. Ninguém verifica. O movimento negro vem denunciando há um tempão o descumprimento da lei. Tem coisas boas que estão sendo feitas, mas como iniciativas individuais. Como política não se verifica isso”.
Ainda cabe recurso da decisão de permitir a verificação da aplicação da lei 10.639/2003 no município de Duque de Caxias. A prefeitura informou que, para cumprir a lei, tem promovido capacitações para os docentes por meio da Secretaria Municipal de Educação, "além de grupos de estudos nas unidades escolares para subsidiar discussões com os professores e alunos sobre a temática, de forma ampla e transversal para toda a Rede Municipal de Ensino".
EBC

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