quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Todo dia é dia de consciência negra

    
     Na peça teatral “Todo dia é dia de consciência negra” a discussão é sobre a escravidão e o processo abolicionista brasileiro. 

     De maneira contundente, o texto registra fatos históricos como os reproduzidos num anúncio publicado no Jornal da Bahia, edição do dia 09 de abril de 1858: 

“Em Gravatá, número 44, se vendem dois negrinhos muito bonitos e sem defeitos, a fêmea com 10 anos e o macho com 9” 

Do Brasil colônia, a narrativa teatral chega aos dias atuais, não sem antes passar por: 
- Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e José do Patrocínio; 
- pelo exército brasileiro que, após a guerra do Paraguai, entregou a carta de alforria para os escravos que tinham se alistado para a guerra; 
- a lei Euzébio de Queiroz, a lei dos Sexagenários, a lei Áurea; 
- a mobilização da população. 


     O livro está disponível para venda aqui.

Coleção Educação, Teatro & História 

     A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea.

     São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

     Integram a coleção: 
• Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
• Livro 2 – Todo o dia é dia de índio 
• Livro 3 – Todo o dia é dia de consciência negra 
• Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente 


     A Coleção Educação, teatro & História está disponível para venda aqui.

Coleção Educação, Teatro & Democracia 
     Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

     Não por acaso, ambos se originaram na região geográfica tida como o berço da civilização ocidental: a Grécia antiga; a Grécia de Sófocles, Ésquilo, Aristóteles, Platão... 

     É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

     Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

     Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

     Nesta Coleção, se reverencia o teatro e a democracia com quatro peças teatrais completas. Todas elas conduzem o leitor a este universo político em que latejam nossos direitos e nossos deveres. 

     Os conteúdos apropriados no formato de peças teatrais possibilitam, também, que pais e filhos, alunos e professores, a comunidade de forma geral, incorpore os fundamentais conceitos e assuntos aqui enfocados.

     Quatro livros compõem a Coleção: 
Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 

     A Coleção Educação, Teatro & Democracia está disponível para venda aqui.


Para saber mais, clique aqui.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Todo o dia é dia de índio


     A peça teatral “Todo dia é dia de índio” discorre – na forma de jogral - sobre a saga indígena desde os primórdios do descobrimento do país, em 1.500, até os dias atuais. 

     Mineiros, madeireiros e grileiros são alguns dos personagens retratados na peça, presentes desde sempre no cenário brasileiro e que, ainda hoje, têm grande parte da responsabilidade pela inaceitável situação - de abandono e miséria - que martiriza o povo indígena.

     Promovendo a discussão sobre esta grande questão da nacionalidade, os atores compartilham com a plateia a compreensão de que o assunto deve galvanizar a opinião pública, condição necessária para sua cabal solução. 


     O livro está disponível para venda aqui.


Coleção Educação, Teatro & História 

     A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea.

     São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

     Integram a coleção: 
• Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
• Livro 2 – Todo o dia é dia de índio 
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• Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente 


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     Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

     Não por acaso, ambos se originaram na região geográfica tida como o berço da civilização ocidental: a Grécia antiga; a Grécia de Sófocles, Ésquilo, Aristóteles, Platão... 

     É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

     Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

     Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

     Nesta Coleção, se reverencia o teatro e a democracia com quatro peças teatrais completas. Todas elas conduzem o leitor a este universo político em que latejam nossos direitos e nossos deveres. 

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     Quatro livros compõem a Coleção: 
Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Carrossel azul


O livro Carrossel azul 

     Em torno da montagem e do desaparecimento de um carrossel azul gira a trama envolta em muita ação, mistério, humor, discussões e debates sobre importantes valores e princípios que conformam a condição humana: 

• Solidariedade e fraternidade; 
• A necessidade do compartilhamento para viver em sociedade; 
• A sustentabilidade ambiental; 
• As relações de trabalho; 
• O contraditório e a ampla defesa; 
• Liberdade e democracia; a consciência crítica e a organização: instrumentos contra o autoritarismo e o despotismo. 


     O livro está disponível para venda aqui.

Coleção Educação, Teatro & Democracia 

     Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

     Não por acaso, ambos se originaram na região geográfica tida como o berço da civilização ocidental: a Grécia antiga; a Grécia de Sófocles, Ésquilo, Aristóteles, Platão... 

     É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

     Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

     Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

     Nesta Coleção, se reverencia o teatro e a democracia com quatro peças teatrais completas. Todas elas conduzem o leitor a este universo político em que latejam nossos direitos e nossos deveres. 

     Os conteúdos apropriados no formato de peças teatrais possibilitam, também, que pais e filhos, alunos e professores, a comunidade de forma geral, incorpore os fundamentais conceitos e assuntos aqui enfocados.

     Quatro livros compõem a Coleção: 
Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 

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Coleção Educação, Teatro & História 

     A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea.

     São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

     Integram a coleção: 
• Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
• Livro 2 – Todo o dia é dia de índio 
• Livro 3 – Todo o dia é dia de consciência negra 
• Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente 


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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Dialogando com Camões, Shakespeare e Vianinha


Pirandello

Por que não aprender com os melhores professores, sorver o que de melhor a humanidade conseguiu produzir, se deleitar com os mais expressivos escritores da dramaturgia universal?

Chegar à fonte e saciar a sede com água límpida e cristalina é uma possibilidade real e plenamente possível. Está ao alcance de todos que queiram.

E o caminho não passa por uma floresta fechada e indevassável. Ao contrário. A estrada já está desbravada, é larga, plana e arejada. Para começar, para dar os primeiros passos, nada melhor que se familiarizar com os escritores mais recentes. Mas no caminhar, o natural é adentrar no tempo, mergulhando no passado para desbravar a genuína história.

Nossa jornada se dará dentre compêndios e coleções de livros. Sim, em uma boa biblioteca estão disponíveis os grandes gênios da dramaturgia universal. Estão todos lá, ávidos, ansiosos para nos conhecer, trocar idéias, nos inspirar... Basta acomodar em uma cadeira para gozar os prazeres de uma boa conversa, uma deliciosa prosa com Ibsen, Pirandello, Moliére, Ionesco, Beckett, Shakespeare. E também com os clássicos gregos como Ésquilo, Sófocles, Aristófanes. Acredite, não há quem não se surpreenda com os romanos Plauto e Terêncio. Um caminho conduz a uma descoberta que remete a outra, e mais outra, numa sucessão infindável, de modo que parar, interromper o processo, é decisão impossível de adotar. Resta então uma só alternativa, a única possível: caminhar, continuar, aprofundar a investigação, dar vazão à sede de conhecimento. Num remanso do mar, logo desperta a possibilidade de navegar com os grandes da literatura de língua portuguesa: Gil Vicente, Luís Vaz de Camões, padre José de Anchieta, Antônio José da Silva - o Judeu, Martins Pena, José de Alencar, Artur de Azevedo, Joracy Camargo, Oduvaldo Vianna, Nelson Rodrigues, Guarnieri.

Shakespeare

Mas atenção, alto lá! Agora não basta ler, não tão somente, não simplesmente. É uma fase que ficou para trás. Mais que a leitura precursora e superficial, o estudo é a nova palavra de ordem, o ente capaz de assegurar profundidade: esquadrinhar cada texto, cada peça teatral, desbravando suas entranhas, compreendendo suas minúcias. Com redobrada atenção e a perspicácia de um exímio cirurgião trata-se de verificar a estrutura das tramas, a forma como as idéias são enlaçadas, como o perfil psicológico de cada personagem é elaborado e de que modo se relaciona com os demais, que mecanismos o autor utiliza para fazer com que as cenas, quadros e atos interajam entre si, assegurando continuidade à estória, como trabalha a relação tempo-espaço cênico,...

Lidaremos com os escritores de peças teatrais, mas também com os grandes teóricos, os magistrais encenadores, precursores, desbravadores dos caminhos trilhados pelo teatro e pela dramaturgia. Nosso universo se ampliará, ganhará nova dimensão. Conhecendo as técnicas desenvolvidas por Aristóteles, pela Commedia dell’Arte, por Artaud, Stanislavski, Brecht, Meyerhold, Grotowski e outros exímios encenadores, estaremos mergulhando no que de mais profundo existe no teatro, estaremos aprimorando as habilidades do dramaturgo.

Para acessar os textos é necessário adquirir este novo hábito, o de freqüentar as bibliotecas, livrarias, clubes de livros,... sem descartar os sebos. Certa dose de paciência para procurar e a recompensa torna-se inevitável. Não é raro se deparar com preciosidades no comércio de livros usados. Outro bom costume é recorrer aos amigos, conhecidos, professores, pesquisadores, escritores, estruturando uma rede de fornecedores de conteúdos, sem dar espaço para que a vergonha e a inibição impeçam de solicitar emprestado. E devolver – sempre, inexoravelmente – no estado e prazo anteriormente acordado, condicionantes que devem ser assumidas como cláusulas pétreas, compromissos inquebrantáveis.

Nelson Rodrigues
Também a rede mundial de computadores é excelente alternativa. Na internet encontramos enorme variedade de dados e informações. E são tantos que, às vezes, a dificuldade é separar joio do trigo, lixo do que efetivamente importa e nos interessa. Alternativas não faltam. O fundamental é que este novo hábito seja incorporado à nossa rotina: o hábito de ler, estudar e aprender com os clássicos da dramaturgia universal.

Antônio Carlos dos Santos, criador da metodologia Quasar K+ de Planejamento Estratégico e da tecnologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo. acs@ueg.br









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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

A bruxa chegou... peguem a bruxa


O livro 1: A bruxa chegou... peguem a bruxa 

     Uma floresta – bem parecida com os países que integram a porção latina do continente americano - presencia uma bruxa malvada usurpando o trono do rei Leão.
     
Em torno deste conflito central se desenvolve a trama, repleta de muito humor e brincadeiras, esteios que conduzem o leitor ao universo da política e da democracia.
   
  Enquanto as traquinagens e travessuras são engendradas e encenadas pelas divertidas personagens, importantes princípios e valores da cultura ocidental são identificados e debatidos:
 
• Liberdade e democracia; 
• Direitos e deveres; 
• O contraditório e a ampla defesa; 
• A consciência crítica e a organização: instrumentos contra o autoritarismo e o despotismo.
     

     O livro está disponível para a venda, aqui.


Coleção Educação, Teatro & Democracia 
     Teatro e democracia são dois valores cultuados pelas civilizações modernas e desenvolvidas. 

     Não por acaso, ambos se originaram na região geográfica tida como o berço da civilização ocidental: a Grécia antiga; a Grécia de Sófocles, Ésquilo, Aristóteles, Platão... 

     É bem verdade que a história registra a existência, tanto de um como de outro, permeando outras civilizações da antiguidade como a Índia, Egito e povos do continente asiático. 

     Mas no formato como teatro e democracia se apresentam hoje, dentre nós, esta herança - sem dúvidas - devemos aos helenos. 

     Portanto, ambos nasceram na Grécia antiga, oriundos de movimentos genuinamente populares, sorvendo das praças e logradouros públicos, colocando a grande arte e a grande política num patamar substancialmente superior. 

     Nesta Coleção, se reverencia o teatro e a democracia com quatro peças teatrais completas. Todas elas conduzem o leitor a este universo político em que latejam nossos direitos e nossos deveres. 

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Livro 1 – A bruxa chegou... peguem a bruxa 
Livro 2 – Carrossel azul 
Livro 3 – Quem tenta agradar todo mundo, não agrada ninguém 
Livro 4 – O dia em que o mundo apagou 

     A Coleção Educação, teatro & Democracia está disponível para venda aqui.

Coleção Educação, Teatro & História 

     A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea.

     São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

     Integram a coleção: 
• Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Criatividade, Dramaturgia & Teatro de bonecos


“E por essa razão Deus arrebata o espírito desses homens (poetas) e usa-os como seus ministros, da mesma forma que com os adivinhos e videntes, a fim de que os que os ouvem saibam que não são eles que proferem as palavras de tanto valor quando se encontram fora de si, mas que é o próprio Deus que fala e se dirige por meio deles”.Platão

Na antiguidade grega, a criatividade tinha origem na divindade.
Tempos depois, a sociedade passou a vincular criatividade à loucura e à genialidade.

Nas ciências contemporâneas, a criatividade está associada à capacidade de solucionar problemas complexos, ou problemas não triviais.

Nas artes, a criatividade se vincula à capacidade de engendrar o belo, o plástico, o lúdico, o inusitado, o provocante e surpreendente, a solução inteligente e instigante, o que encanta a alma e o espírito.

Escrever um texto exige boa dose de criatividade.

É necessário desbloquear a mente, soltar as amarras, dar asas à imaginação.

Há que se ter pré-disposição para dar guarida às boas idéias que, às vezes, de forma inesperada, rompem intempestivamente em nossa mente. As boas idéias não têm hora e nem lugar para chegar. Geralmente elas não se anunciam. É prudente ter sempre ao alcance da mão, caneta e papel. Ocorrendo a idéia, não podemos permitir que escape como areia esvaindo dentre os dedos. O procedimento adequado é anotá-la resumidamente num bloco de notas, para depois – quando oportuno e possível – desenvolvê-la convenientemente.

Não raro, a idéia irrompe no meio do sono, ou durante uma reunião importante, um jantar,... Sendo assim, não hesite em registrá-la para posterior análise e tratamento.

A criatividade está vinculada ao surgimento de uma idéia.

O termo idéia provém do grego “idein”, e significa “ver”.

Eis aí então o caminho das pedras. Para termos criatividade, para desenvolver boas idéias, devemos aprimorar nossa capacidade de ver, de enxergar o que – muitas vezes – está bem à frente, mas que por um motivo ou outro, não conseguimos perceber.

Quantas vezes, ao deparar com uma brilhante solução dada por uma outra pessoa, nos surpreendemos indagando: “como é que eu não vi isto antes?”; “Como não fui ter esta idéia?”; “É tão simples, tão óbvio, como fui obtuso!”.

Neste contexto, mudar a forma como observamos as pessoas e a realidade é fundamental.

O primeiro desafio é saber o que escrever. Definir um tema candente, instigante, interessante, depende de sensibilidade, observação e experiência. Aqui, tratamos dos conteúdos, da comunicação de nossas idéias. Superada esta fase, tratamos do desafio seguinte: como escrever, como elaborar um texto da forma mais adequada para que a idéia ganhe em clareza e expressividade.
A observação está na gênese do processo criativo. Para ter boas idéias, para criar, devemos olhar as coisas de um modo diferente, um modo que limpe a imagem, que a torne mais clara.

Os artistas têm formas diferentes para estimular a criatividade e atrair boas idéias. Alguns gostam de mergulhar em uma boa música, outros preferem relaxar, deixar o pensamento vagar. Muitos desenvolvem suas idéias a partir da observação da realidade ou da observação de outras obras de arte: uma pintura, um filme, um livro,...

Moacyr Scliar escreveu dezenas de livros publicados em inúmeros países. Veja como se manifestou sobre este assunto:

“As idéias para os livros vêm da cabeça da gente, claro, elas não surgem do ‘espaço’. Mas a gente pode imaginar a cabeça como uma casa. Nela, há uma parte em que agente sempre está (a cozinha, o living...) e aí estão as idéias que temos todos os dias, sobre como preparar um sanduíche, por exemplo. Mas na casa também existe uma espécie de porão no qual raramente entramos, que está cheia de coisas estranhas e fascinantes. As idéias para os livros vêm daí, deste porão: de vez em quando a portinhola se abre, vamos lá e descobrimos idéias surpreendentes”.

De igual modo, para escrever necessitamos de inspiração. Continuemos com Scliar:

"Acredito, sim, em inspiração, não como uma coisa que vem de fora, que ”baixa" no escritor, mas simplesmente como o resultado de uma peculiar introspecção que permite ao escritor acessar histórias que já se encontram em embrião no seu próprio inconsciente e que costumam aparecer sob outras formas — o sonho, por exemplo. Mas só inspiração não é suficiente".

É necessário saturar nossos sentidos não com a imagem e o som veiculados pela mass mídia. Mas com aqueles oriundos das expressões culturais de nossa gente. E isto é tarefa árdua, titânica, porque o que hoje se apresenta como cultura popular, quase sempre, está impregnada dos valores ideológicos dos setores dominantes, das classes privilegiadas.

Quanto mais lemos bons livros, quanto mais freqüentamos o teatro e o cinema, quanto mais visitamos museus e instalações, quanto mais nos debruçamos sobre a arte e suas manifestações, quanto mais refletimos sobre a realidade, mais aprimoramos nosso senso de observação e, conseqüentemente, mais nos abrimos à criatividade, ao advento de novas idéias, à compreensão de que este processo demanda esforço e determinação, componentes de todo fundamentais à dramaturgia.

Antônio Carlos dos Santos, criador da metodologia de planejamento estratégico Quasar K+ e da tecnologia de produção de teatro popular de bonecos Mané Beiçudo.


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