terça-feira, 22 de agosto de 2017

Memphis "ressuscita" Elvis 40 anos após sua morte

EFE

Apesar de anos e décadas terem se passado, o mito de Elvis Aaron Presley se recusa a desaparecer, e milhares de pessoas se reúnem nesta semana em Memphis, onde "o rei do rock" se tornou uma lenda, para reviver sua inesquecível figura no 40º aniversário de sua morte.
A cidade, na qual Elvis (Tupelo, 1935) construiu a mansão de Graceland, comemora todos os anos a "Semana Elvis", uma enorme festa que reúne os admiradores do músico por volta de cada 16 de agosto, dia em que o cantor faleceu em 1977.
Os visitantes, muitos deles caracterizados com o topete e as extravagantes roupas de Elvis, podem aproveitar uma programação preparada especialmente para os fãs do "rei do rock": desde shows a leilões de objetos do artista, além do imperdível concurso de imitadores.
Há também atrações mais incomuns, talvez mais apropriadas para especialistas e aficionados por Elvis, como um debate com compositores que escreveram músicas para o cantor, recitais da época gospel do artista e até uma corrida beneficente de cinco quilômetros.
No entanto, o ponto alto da "Semana Elvis" em Memphis é a vigília que acontece em Graceland e na qual os fãs se reúnem para passar a noite, entre velas e lembranças, até o nascer do sol em 16 de agosto, data do 40º aniversário da morte do ídolo.
De alguma maneira, parece que o espírito do "rei do rock" continua presente na cidade entre seus admiradores.
"Foram muitas coisas. Inclusive em sua carreira: tem o jovem Elvis, o Elvis do exército e o Elvis de Las Vegas ", explica ao jornal local "The Commercial Appeal" a fã Marjorie Wilkinson.
Sua amiga Mary Hinds, que há 25 anos participa da "Semana Elvis", acrescentou que o artista foi uma "referência": "Passou de cantor a lenda do rock and roll e depois uma figura mítica".
Poucos artistas transformaram de cima a baixo a cultura pop no século XX como Elvis, com sua empolgante aparição nos anos 50 e com uma carreira que inclui sucessos como "Suspicious Minds", "Hound Dog", "Jailhouse Rock" e "Can't Help Falling in Love".
Unindo estilos do country e do rhythm and blues até moldar o pulsante e visceral som do rockabilly, Elvis encantou os jovens e espantou os adultos, à base de sexualidade, olhares românticos, irresistíveis danças e a ousadia de quem nasceu para arrasar no palco.
Sua vida também foi um exemplo das contradições do sonho americano: o deus que tocou o céu nos anos 50; o homem confuso dos anos 60, o contraponto frente a Bob Dylan, Beatles e o movimento hippie; e a ave fênix que ressuscitou nos anos 70 para finalmente sucumbir à autodestruição consumido pelo vício em fármacos.
"Elvis, em seus melhores momentos, não só simboliza, mas encarna muito do que há de bom nos Estados Unidos", escreveu o respeitado crítico de rock Greil Marcus no livro "Mystery Train" (1975).
"Prazer sexual às vezes simples e outras vezes complexo, mas sempre aberto; amor pelas raízes e respeito ao passado; rejeição do passado e necessidade de novidades (...); ardente desejo de se tornar rico e de aproveitar da vida; afeição natural pelos carros grandes, os vestidos ostentosos, os símbolos de status (...). Já faz tempo que Elvis se transformou em um desses símbolos", resumiu Marcus.
À margem do significado e importância de seu legado artístico, Elvis continua sendo, 40 anos após sua morte, uma fonte inesgotável de negócio e de inspiração.
Com US$ 27 milhões, Elvis foi a quarta celebridade falecida que mais gerou dinheiro em 2016, atrás do cantor Michael Jackson, o caricaturista Charles M. Schulz e o golfista Arnold Palmer, segundo a lista anual da revista "Forbes".
No mundo audiovisual, os irmãos Weinstein, habituais colaboradores do cineasta Quentin Tarantino, preparam uma minissérie de televisão sobre a vida de Elvis, uma produção que conta com a aprovação de sua ex-mulher, Priscilla Presley, e que será a primeira atração filmada em Graceland.
Por David Villafranca, da EFE




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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Professora alerta para apagão na formação de profissionais de ensino


O Brasil está vivendo um “apagão” grande e preocupante na formação de professores, e deve encontrar caminhos para estimular a formação desses profissionais. A avaliação é da diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) Amábile Pacios. Segundo ela, a falta de professores para as matérias de exatas é o que mais preocupa.
O tema foi abordado hoje (15) durante audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. “Temos que incentivar as instituições a continuar investindo nos cursos de licenciatura, apesar da baixíssima procura, e incentivar as universidades federais a continuar formando professores, e acima de tudo convocar a juventude para a profissão de ser professor. Em todos os aspectos, nenhum país pode ir para a frente se não tiver professor. A educação acontece diariamente, com o professor em sala de aula”, disse Amábile.
Na avaliação da professora, o desinteresse dos alunos na carreira decorre da desvalorização da profissão na sociedade. “Esse desprestígio da profissão por parte da sociedade e das famílias desestimula as pessoas a fazerem cursos de licenciatura”. Uma sugestão apresentada por ela é a de oferecer vantagens para entidades privadas que quiserem exercer o papel de formar professores no país, como a facilitação na avaliação de instituições que oferecerem cursos de licenciaturas. A proposta já foi apresentada ao Ministério da Educação.
Financiamento
Durante a audiência, o diretor Executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo (Semesp), Rodrigo Capelato, defendeu mudanças na forma de financiamento do ensino superior. A entidade apoia o modelo australiano, que leva em consideração o desempenho do estudante no mercado de trabalho depois da formação, ou seja, se houver frustração de renda, seja porque o indivíduo teve desempenho ruim no mercado de trabalho, ou porque ficou muito tempo desempregado, o valor de sua dívida é reduzido proporcionalmente.
Na avaliação de Capelato, o Brasil deve refletir sobre o modelo de financiamento para o ensino superior que deve ser adotado. “A primeira pergunta que termos que responder é: nós queremos uma universidade gratuita ou queremos financiamento para todos? No mundo, existem países que adotam a universidade gratuita, mas ela é para todos, ou ela é paga, mas há financiamento para todos. O Brasil não se posiciona nem de um lado nem de outro. Então, o gratuito muitas vezes é para uma pequena elite”, disse.
Capelato apresentou um estudo da entidade com novas propostas de diretrizes de políticas públicas para o ensino superior. “Nosso objetivo é estimular e dar início à discussão de uma nova proposta de desenvolvimento de uma política pública para o ensino superior de longo prazo. Que se mudem os governos, mas que a política pública continue visando dez, vinte anos”, disse.
Por Sabrina Craide, da Agência Brasil


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domingo, 20 de agosto de 2017

Câmara de SP reserva R$ 769 mil para ‘lanchinho’ dos vereadores


O cardápio é diversificado. No café da manhã há frutas, sucos, queijo prato e de minas, presunto magro, peito de peru, torradas e, claro, opções de bolos caseiros.
No almoço ou jantar são oferecidas saladas de folhas variadas e “proteínas” (carne bovina, suína, frango ou peixe), com ao menos quatro acompanhamentos.
0 lanchinho da tarde tem sempre caldos, pizzas, esfir-ras, sanduíches e salgados (miniquiches, empadas, co-xinha ou bolinho de bacalhau). E doces: brigadeirão, pudim, manjar branco, musse, torta ou gelatina.
Mas o melhor mesmo, para os exclusivos 55 clientes do “restaurante vip" da Câmara Municipal de São Paulo, é o preço. Ninguém paga absolutamente nada. 0 custo das refeições dos vereadores é bancado pelo contribuinte.
0 Legislativo paulistano pretende gastar até R$ 769,3 mil nos próximos 12 meses com a alimentação dos representantes da cidade, servida quando há sessões no plenário ou reuniões das comissões parlamentares de inquérito.
A contratação da MD Eventos, Viagens e Turismo, que é responsável pelo serviço, foi publicada no “Diário Oficial” do dia 10 de agosto.
A sala do lanchinho fica ao lado do plenário, devidamente protegida por um GCM (guardacivil metropolitano) que, aliás, nunca pôde participar dessa boquinha.
Recentemente, alguns vereadores ficaram irritados quando souberam que assessores, durante sessões longas, estavam matando a fome com a comida servida ali.
VAQUINHA
0 salário bruto de um vereador paulistano é de R$ 15.03176. Cada gabinete dispõe de uma verba de R$ 164.433 para o pagamento mensal de 18 assessores.
0 parlamentar dispõe também de uma quantia anual de R$ 282.037 para o custeio de serviços gráficos, assinatura de periódicos, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, além de carro oficial, correio e fotocópia.
Antigamente, segundo contam ex-vereadores e funcionários da Casa, o lanchinho parlamentar não era bancado com Recurso Público.
Os membros do Legislativo faziam uma vaquinha e um funcionário comprava os
alimentos em uma padaria.
Em 2007, o então presidente da Câmara Antônio Carlos Rodrigues fez uma Licitação e contratou uma empresa para fornecer sanduíches, que podiam ser de queijo prato e presunto no pão francês ou de peito de peru e queijo minas, no mesmo tipo de pão. Frutas e refrigerantes também eram servidos.
De lá para cá, o cardápio foi encorpando. No ano seguinte, a Câmara passou a exigir também o fornecimento de peito de frango, mortadela e rosbife temperado com molhos alternados (mostarda, tártaro, rose, etc).
Em 2010, vieram o salame tipo italiano, a ricota, e a goiabada. Em 2011, a água de coco, importante para a reidratação parlamentar.
Procurado pela Folha, o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), divulgou nota oficial na qual afirma que o contrato seguiu os trâmites legais. “Sobre o fato de o poder público custear esse tipo de despesa, a decisão foi tomada em conjunto pelos vereadores da Casa. Não foi uma decisão da presidência ou da Mesa Diretora.”
Leite diz também que o “custo citado é apenas um teto para as despesas, pois o documento prevê a entrega de lanches sob demanda, ou seja, só será gasto o que for efetivamente consumido”.
Segundo o presidente da Câmara, “a entrega de lanches ocorrerá em caráter excepcional para atender os vereadores em sessões que se prolongarem além do horário normal, o que se resume a uma vez por mês”.
0 anexo do edital do pregão eletrônico, que pode ser acessado no site da própria Câmara, porém, prevê o atendimento em 442 ocasiões, de segunda à sexta-feira, das 15h às 23h, e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 23 h.
A assessoria de Leite diz se tratar apenas de uma reserva de verba e que o consumo efetivo será bem inferior.
Mário Schapiro, professor de direito da FGV, diz que o lanche com verba oficial não configura um ilícito, uma improbidade administrativa.
“Mas é um gasto indevido do dinheiro público, irracional e incompreensível, que não atende ao interesse de uma sociedade democrática”, afirma Schapiro.
Irene Nohara, livre docente em direito administrativo pela USP e professora do Mackenzie, tem outra opinião.
Para ela, o gasto com a alimentação pode ser justificado, considerando que muitas vezes os parlamentares precisam estar à disposição em longas sessões de votações.
“E necessário apenas verificar se o custo é compatível, mas, em princípio, não considero esse tipo de situação uma imoralidade”, diz.
Ao analisar as despesas de Câmaras do interior, onde havia situações similares, o Tribunal de Contas do Estado considerou que gastos com lanches são “indevidos”.
0 Tribunal de Contas da União tem o mesmo entendimento. “Este tribunal tem considerado irregular a realização de despesas que não se coadunam com as atividades precípuas do órgão ou entidade, dentre as quais se enquadram as despesas com lanches e refeições”, escreveu o relator Benjamin Zym-ler em um acórdão de 2010.
“ Sobre o fato de o poder público custear esse tipo de despesa, a decisão foi tomada em conjunto pelos vereadores da Casa. Não foi uma decisão da presidência ou da Mesa Diretora MILTON LEITE (DEM) presidente da Câmara de SP
“ [O lanche com verba oficial] é um gasto indevido do dinheiro público, irracional e incompreensível, que não atende ao interesse de uma sociedade democrática MÁRIO SCHAPIRO professor de direito da FGV

Por Rogério Gentile, na Folha de S. Paulo
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sábado, 19 de agosto de 2017

Após decisão de Gilmar Mendes, juiz manda prender novamente Lélis Teixeira


O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, mandou prender novamente, nesta quinta-feira (17), o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira. A defesa do empresário havia conseguido na tarde de hoje um habeas corpus determinando sua soltura, expedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (TRF).
Bretas baseou-se em novas informações, obtidas pela Polícia Federal (PF), de diálogos suspeitos de Lélis com o ex-deputado e ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem, nos quais ambos conversariam sobre tratativas para a manutenção de suposto esquema ilícito no setor de transportes do Rio. Bethlem trabalhou como assessor na campanha do prefeito Marcelo Crivella.
"Determino a expedição de novo mandado de prisão preventiva, tendo em vista que se trata de novos fundamentos, desta feita relacionados à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro", escreveu Bretas em sua decisão.
Lélis foi preso dia 3 de julho, na Operação Ponto Final, que investiga ligações criminosas entre políticos e empresários do setor de ônibus.
Por Vladimir Platonow, da Agência Brasil
 
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sobre deficiência


Meus caros, extraí um trecho do livro “Irena Sendler, minha Irena”, um diálogo que discorre sobre o tratamento que Hitler e os nazistas impunham aos portadores de necessidades especiais. E mais abaixo, uma matéria sobre o festival que exibe 32 filmes inéditos com histórias sobre deficiência.
“(...)
Anette
Estamos convencidas, eu e Margret, que estão com pesquisas, fazendo experiências com humanos no hospital...

Anton
Deus do céu.

Anette
Experiências, experiências médicas, experiências químicas...

Anton
Deus. Onde chegamos?!

Anette
Mais grave, Anton.

Anton
Mais grave?

Anette
Mais grave. Assassinato de crianças...

Anton
Assassinato? De crianças? Não pode, impossível.

Anette
Crianças com algum tipo de problema físico ou mental estão sendo assassinadas. Estão traficando órgãos, Anton, traficando órgãos humanos.

Anton
Experiências, assassinatos de crianças, tráfico de órgãos... Então é a confirmação, a confirmação da Solução Final, Anette, a Solução Final de que fala Hitler. O alucinado, o demente está, mesmo, determinado a levar adiante sua política de extermínio do povo judeu.

Anette
Acontece que a insanidade ultrapassou todos os limites. Estão vitimando também negros, católicos, opositores, homossexuais, ciganos, minorias e ...

Anton
E...

Anette
Excepcionais, deficientes, portadores de necessidades especiais.

Anton
Está dizendo bobagem, mulher. Preste atenção no que diz.

Anette
Não podemos ignorar os sinais, meu marido, não vamos fazer isso, não vamos fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo ao nosso redor.

Anton
A Solução Final é o plano deles, dos nazistas, para exterminar o povo judeu, Anette, o povo judeu. É um absurdo, a barbárie das barbáries, a repugnância das repugnâncias, a forma mais abjeta da crueldade, de todo inaceitável, mas, entenda, limita-se ao povo judeu. O ódio, a cólera dos alemães, está centrada no povo judeu.

(...)”
Festival no Rio exibe 32 filmes inéditos com histórias sobre deficiência
Realizado a cada dois anos e considerado um dos mais importantes eventos de inclusão cultural do país, o Assim Vivemos - Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência chega à sua 8ª edição, exibindo de hoje (16) até o próximo dia 28, no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB Rio), 32 filmes de 20 países, entre eles o Brasil. São documentários inéditos, de curta e média metragem, que contam histórias protagonizadas por pessoas com diversas deficiências, como síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, atrofia muscular espinhal, e deficiências física, visual, auditiva e intelectual.
O relacionamento delicado entre uma garota especial e o universo que a rodeia é o tema do curta Luiza, de Caio Baú, um dos representantes brasileiros na mostra. No filme, a sexualidade serve como um fio condutor para abordar questões como preconceito, relacionamento entre pais e filhos, superproteção familiar, autonomia, diferenças e amor.
Outros destaques da programação do festival são a produção indiana Eu sou Jeeja, sobre a líder ativista Jeeja Ghosh, que luta pelos direitos dos que têm paralisia cerebral na Índia, e Dois Mundos, obra polonesa que mostra a família de Laura, garota de 12 anos que tem pais surdos. A superação pelo esporte é o tema de 50 X Rio, filme italiano que conta a história de Alex Zanardi, ex-campeão de Fórmula Indy que se preparou para os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.
“Ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre aspectos fundamentais da vida em sociedade e do autoconhecimento, o festival também faz refletir sobre o nosso país, por meio da comparação com as mais diversas culturas e sociedades representadas na seleção”, afirmam Lara Pozzobon e Gustavo Acioli, curadores do evento, em texto sobre a mostra.Eles acrescentam que essa comparação é sempre reveladora, “principalmente quando descobrimos que somos mais avançados no que pensávamos que éramos atrasados, e mais atrasados no que pensávamos que éramos avançados”.
Os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, a Austrália, Suíça, Itália, Espanha, Polônia, Bulgária, Finlândia, Espanha, Turquia, Ucrânia, Tailândia, a Alemanha, Rússia, Índia, Myanmar e a Letônia, além do Brasil, formam a lista dos países que tiveram produções selecionadas para o festival. Além da exibição de filmes, a programação do evento conta com quatro debates sobre os temas A visão e os sentidos da arte; Corpo e movimento; Tecnologia assistiva de ponta e Amor e relacionamento.
Como não podia deixar de ser, a acessibilidade para todos os públicos é uma preocupação fundamental dos organizadores do festival. Nesse sentido, o CCBB Rio oferece as condições mínimas necessárias para o evento, uma vez que tem sua arquitetura concebida para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.
Além disso, o festival oferece audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille para pessoas com deficiência visual. Já as pessoas com deficiência auditiva contam com legendas eletrônicas nos filmes e interpretação em Libras nos debates.
Desde a primeira edição, em 2003, o CCBB abriga o Assim Vivemos, que depois do Rio segue para os centros culturais do Banco do Brasil em Brasília (este ano, de 5 a 17 de setembro) e São Paulo (de 20 de setembro a 1º de outubro). “Acreditamos que o cinema, seja pelo filme de ficção ou pelo documentário, tem sido grande ferramenta de conscientização, e o festival tem contribuído bastante ao transportar o público para as mais diversas realidades e situações que envolvem a questão da deficiência”, avalia o gerente-geral do CCBB Rio, Fabio Cunha.
A programação completa está disponível no site www.assimvivemos.com.br . O CCBB Rio fica na Rua Primeiro de Março, 66, no centro.
Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil

 
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

"Falta comunicação"

No seminário no Correio, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes criticou a política nacional de segurança pública e a falta de troca de informações entre os estados no combate ao narcotráfico e ao contrabando. 'Não temos uma política integrada, não temos uma política nacional de segurança pública nem uma governança de fronteira', apontou.
Na opinião do ministro, enquanto o país não reduzir o contrabando nas divisas, as cidades continuarão sofrendo com a criminalidade. 'Estaremos enxugando gelo nos grandes centros enquanto não combatermos o crime organizado nas fronteiras', disse Nardes. 'Ter uma boa articulação política não resolve. É preciso ter centro de governo e inteligência. Se não tiver, não combate o crime', completou. O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) alegou que 'não dá para passar a mão na cabeça' de quem pratica esses atos ilícitos. 'Hoje se puxa o gatilho sem nenhum pudor, porque se confia na impunidade.
Sabemos que não é uma mudança que ocorre no estalar de dedos. É uma cultura que precisa ser alterada, então, não pode dar um grande salto. É um passo de cada vez', declarou. Fernando Bomfiglio - membro da coordenação do movimento em defesa do mercado legal - comemorou o que considera uma das mais importantes operações: a que desbaratou uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Hammer-on tem como alvo empresas que movimentaram R$ 5,7 bilhões de origem ilícita entre 2012 e 2016. Os criminosos utilizavam contas bancárias de empresas fantasmas para receber dinheiro de pessoas físicas e jurídicas interessadas em mercadorias, drogas e cigarros. Os produtos vinham do Paraguai. Foram cumpridos 153 mandados judiciais - sendo 19 de prisões preventivas e temporárias e 53 de condução coercitiva - no Paraná, em São Paulo, em Minas Gerais, no Espírito Santo e em Santa Catarina. 'Sabemos da complexidade de ação, sabemos do contingenciamento dos recursos, sabemos das dificuldades, mas este Brasil (com grande mercado ilícito) não é o Brasil que nós queremos. Ações como essa (operação) nos dão o alento de que o país está na direção do que nós queremos', enalteceu Bomfiglio. (RS e HF)

No Correio Braziliense
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A coleção Educação, Teatro e História


O livro 
Todo dia é dia de meio ambiente”, peça teatral infanto-juvenil, expõe, através do jogral, a questão da ecologia e da sustentabilidade ambiental no Brasil.

A preservação do meio ambiente, entrecortada pelos interesses dos grandes grupos econômicos, é a linha mestra que conduz a narrativa. 

É neste contexto que são tratadas questões que impactam o desenvolvimento nacional:
- a histórica exploração predatória dos nossos recursos naturais; 
- o sistema de exploração baseado na monocultura de exportação – plantation;
- a escravidão e a coisificação dos trabalhadores; 
- a política do ‘café com leite’ da velha República, criada para a perpetuação do status quo.

Como nos demais livros da série, durante e ao final do espetáculo, a plateia é chamada a participar, abandonando sua posição de mera expectadora para assumir uma posição de protagonista de sua história e da história do país.

Coleção Educação, Teatro & História 

A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea. 

São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

Integram a coleção
•Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
•Livro 2 – Todo o dia é dia de índio 
•Livro 3 – Todo o dia é dia de consciência negra 
•Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente 
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Roubado há 31 anos, quadro de Willem de Kooning é recuperado nos EUA

EFE / Cortesia da Universidade do Arizona

Um quadro desaparecido do pintor holandês Willem de Kooning foi recuperada 31 anos depois de ser roubada do Museu de Arte da Universidade do Arizona.
A instituição informou nesta sexta-feira que especialistas terminaram nesta semana de verificar a autenticidade da obra "Woman-Ochre" (Mulher Ocre), um quadro abstrato do pintor, que nasceu em Roterdã, na Holanda.
A obra tinha sido roubada do museu da universidade em 29 de novembro de 1985. Há poucos meses, ela foi exibida em uma loja de antiguidades em Silver City, no Novo México.
De acordo com a Universidade do Arizona, o dono da loja que adquiriu a pintura roubada, David van Auker, desconhecia o valor do quadro, possivelmente superior a US$ 100 milhões. Ele também não sabia que ele tinha sido roubado da instituição.
Após adquirir o obra em um "feirão" de móveis e quadros de uma casa à venda, o antiquário começou a ouvir comentários entre os clientes da sua loja, que o perguntavam se aquela era uma obra original de De Kooning. Um deles, inclusive, chegou a oferecer US$ 20 mil para levá-la.
Ao pesquisar na internet, ele descobriu que o quadro tinha sido roubado há mais de três décadas da Universidade do Arizona.
"Só quis devolvê-la ao museu, não quero dinheiro", disse Auker, segundo um comunicado da instituição.
De Kooning é considerado um dos maiores representantes do expressionismo abstrato e da Escola de Nova York, cidade para onde mudou quando era jovem e onde morreu em 1997.
"É um grande dia para a Universidade do Arizona e uma grande notícia para o mundo da arte", disse o reitor da instituição, Robert Robbins, que agradeceu Auker e o chamou de "herói" por ter devolvido a pintura ao seu "legítimo lar".
EFE


O livro
A propaganda - através dos meios de comunicação de massa - exerce uma forte influência sobre as sociedades modernas, impulsionando formas sub-reptícias de dominação política e, em nível do espaço urbano, embalando uma das mais perversas enfermidades sociais, o consumismo.
Sob o ponto de vista econômico, o consumo é um dos componentes que alavancam o desenvolvimento na medida em que, dentre outras características, estimula a produção, a inovação tecnológica, a concorrência, a geração de emprego e renda. Mas aqui, trata-se do consumo sustentável.
O problema é quando este componente - o consumismo - assume ares e contornos de onipotente divindade, deidade progressista, baluarte da plena satisfação e da conquista da cidadania. É quando as pessoas passam a comprar por comprar, consumir por consumir, ignorando as reais necessidades, desdenhando as prioridades individuais, familiares e sociais.  
 Este contexto torna-se mais grave quando, sobretudo, a televisão bombardeia diuturnamente os pirralhos com propagandas que vendem, num simples shampoo, numa boneca de silicone, ou num vídeo game de aventura e combate, a felicidade, a redenção, a glória, o nirvana.
É este contexto que move a trama retratada por Eu compro, tu compras, ele compra, o 2º livro da "Coleção estórias maravilhosas para aprender se divertindo", conjunto de 10 peças teatrais infantis e infanto-juvenis completas.
As personagens - envoltas em atribulações, apuros e traquinagens - lidam com vendedores inescrupulosos, discutem como se livrar de assédios e relações comerciais desniveladas, como invalidar contratos com cláusulas abusivas, e, fundamentalmente, refletem criticamente sobre a importância da conscientização, da organização e da atuação junto aos órgãos de defesa do consumidor.
Ornamentando a encenação e a narrativa, a criatividade e a recreação, com muita alegria e diversão.

São 10 peças teatrais completas, direcionadas ao público infanto-juvenil:
· Livro 1 – A onça e a capivara ou Não é melhor saber dividir?
· Livro 3 – A cigarra e as formiguinhas
· Livro 4 – A lebre e a tartaruga
· Livro 5 – O galo e a raposa
· Livro 6 – Todas as cores são legais
· Livro 7 – Verde que te quero verde
· Livro 8 – Como é bom ser diferente
· Livro 9 – O bruxo Esculfield do Castelo de Chamberleim
· Livro 10 – Quem vai querer a nova escola.
O teatro e a dramaturgia - ao contrário das demais ramificações da literatura – transcendem o mero prazer, regalo e deleite da leitura bem como os aspectos educativos e pedagógicos intrínsecos às letras.
É isto que o leitor perceberá tão logo adentre as páginas dos livros que compõem a "Coleção estórias maravilhosas para aprender se divertindo".
A leitura dos livros e a reflexão sobre os seus conteúdos poderão remeter o leitor a um universo só possibilitado pelo teatro.
Não por acaso, esta arte milenar tem sido cultuada por todos os povos, do ocidente e do oriente, desde muitos séculos antes de Cristo. De tão importante, os antigos egípcios e gregos chegaram a vincular o teatro aos rituais destinados a homenagear suas divindades e entes sagrados.
A dramaturgia e o teatro continuam mantendo as características que os tornaram imprescindíveis na antiguidade clássica: o auxilio para vencer a timidez e desenvolver a autoestima; o aprimoramento da oratória e da dicção; a aprendizagem quanto à impostação de voz, a postura, a presença cênica; os predicados da argumentação lógica e da reflexão crítica; insumos que, sem dúvidas, qualificam a participação, o que – convenhamos – não é pouca coisa num ambiente social obliterado pela mediocridade.
Preferencialmente destinada às crianças e à juventude, os livros atendem a todas as faixas etárias, dos pequenos que ainda engatinham na pré-escola e no ensino fundamental, aos jovens de ideias e propósitos que já romperam a terceira idade.
Para saber mais, clique aqui.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O coronel e o juízo final


O livro
Nesta comédia teatral infantil são abordadas cinco das mais destacadas lendas do folclore brasileiro: 
•Pai do Mato
•Negro D’água
•Diabinho da Garrafa
•Arranca Língua e
•Onça da Mão Torta.
Explorando o imaginário popular resultante da história e formação do povo brasileiro, o autor discorre sobre a trajetória de um prefeito que se alia ao império das trevas para obter fortuna e infernizar a vida da população.
Interesses populares, alianças políticas, corrupção e gestão catastrófica são discutidos de forma aberta e aguda, estimulando a reflexão crítica à luz de muito humor e diversão.

A Coleção Educação, Teatro & Folclore: 
A maior coleção interagindo educação, teatro e folclore já lançada no país. São dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.

Veja os livros que compõem a Coleção:

•Vol. 1 – O coronel e o juízo final
•Vol. 2 - A noite do terror
•Vol. 3 - Lobisomem – O lobo que era homem
•Vol. 4 - Cobra Honorato
•Vol. 5 - A Mula sem cabeça
•Vol. 6 - Iara, a mãe d’água
•Vol. 7 - Caipora
•Vol. 8 - O Negrinho Pastoreiro
•Vol. 9 - Romãozinho, o fogo fátuo
•Vol. 10 - Saci Pererê

São dez comédias para o público infanto-juvenil, onde a cultura popular do país é retratada através de uma dramaturgia densa mas, ao mesmo tempo, hilariante, alegre e divertida.
Para saber mais, clique aqui.

TRT/BA vai contratar professores para ensinar magistrados a caminhar e correr



O escárnio no trato do dinheiro público não deveria causar surpresa. Mas às vezes há uma turma que beira o ridículo.
O TRT da 5ª Região, com sede em Salvador, acaba de abrir uma licitação "para a contratação de uma empresa com experiência para assessorar magistrados e servidores em aulas de corridas e caminhada".
Ah, suas excelências pretendem participar de uma corrida e caminhada ecológica, de acordo com o edital PE 51/17 — e precisam de auxílio especializado para aprender a andar e correr...
Os interessados têm até o dia 22 para entregar suas propostas.

Por Lauro Lardim, em O Globo

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