sábado, 7 de outubro de 2017

The Rolling Stones lançarão disco "On Air" em 1 de dezembro

Banda inglesa se apresentou na última semana na Holanda. EFE/EPA/Paul Bergen

O grupo britânico The Rolling Stones lançará em 1 de dezembro um novo álbum que se chamará "On Air" e que contará com canções recuperadas do início da banda restauradas.
O disco conta com 32 músicas, entre elas oito que nunca foram editados pela banda e seu primeiro single, "Come on", que já está à venda em formatos digitais, segundo um comunicado da Universal.
O álbum contém sete músicas que estrearam nas rádios antes de serem incluídas em LPs ou em EPs, além de canções que nunca apareceram em singles ou em álbuns.
Entre elas, destacam-se "Roll Over Beethoven", "Memphis, Tennessee" e "Beautiful Delilah" (todas de Chuck Berry), que ilustram a energia dos Stones no início de carreira.
Outros momentos culminantes do repertório são "Fannie Mae" (originalmente gravada por Buster Brown em 1959), o tema de Tommy Tucker, "Hi Heel Sneakers" e a canção de Bo Diddley, "Cops And Robbers".
Durante a década de 60, a banda visitava com frequência os estúdios da BBC, onde frequentemente interpretavam melodias novas, algo que lhes permitia mostrar com integridade sua destreza como melhor grupo de rock britânico, lotando clubes e boates.
Entre as canções selecionadas também há temas originais dos Stones assinados por Jagger/Richards como "(I Can't Get No) Satisfaction", "The Last Time" e "The Spider And The Fly", que oferecem ao ouvinte uma nostálgica viagem ao passado.
Para ajudar a readquirir o espírito destas canções quando foram interpretadas pela primeira vez, as fitas foram submetidas a um processo chamado "áudio source separation".

 EFE
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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Festival do Rio se firma como maior plataforma de lançamento de filmes nacionais


“Bicho são todos, doutora, todos. A polícia, o tráfico, eu, você, todo mundo é bicho. Então não te preocupa não, que essa porrada aqui não ficou à toa, não.”
A fala é da personagem Gloria, uma ascensorista negra com histórico de violência na família e estupro pelo próprio pai, que procura ajuda em um consultório popular de psicanálise e é atendida por Camila, jovem portuguesa branca que está no Brasil fazendo pós-graduação. As duas personagens fazem parte do filme Praça Paris, longa-metragem da diretora Lucia Murat, uma das produções mais aguardadas na Première Brasil do Festival do Rio, que começou ontem.
Roteirizado em parceria com o escritor de suspense Raphael Montes, que apresenta o programa Trilha de Letras, na TV Brasil, a estreia de Praça Paris está prevista para o sábado (7), às 19h. No domingo (8), às 13h, haverá uma sessão especial, no Cine Odeon, no centro, com debate entre a diretora e as atrizes Grace Passô, que interpreta Glória, e Joana de Verona, que vive Camila.
Segundo a diretora, o thriller parte de fatos reais e discute o distanciamento da classe média da violência do cotidiano dos mais pobres. O medo do “outro” é a chave do filme que conta com jovens alunas de psicologia desenvolvendo um “medo crônico de pobres”, ao se depararem com a dureza dos relatos de pacientes, de injustiças a homicídios.
“A questão da violência sempre me interessou por ter sido parte da minha vida, já que vivi os horrores da ditadura brasileira”, disse Lucia Murat. Praça Paris, no entanto, vai além. “Trabalha o medo e a paranoia numa relação entre duas pessoas com histórias e classes sociais diferentes”, completou.
Com o slogan, “Aqui você vê o mundo”, o Festival do Rio 2017 exibirá 250 filmes, entre 5 e 15 de outubro, de mais de 60 países, divididos em 15 mostras e mais de 20 salas. Paralelamente, haverá seminários, workshops e debates com os realizadores.
Este ano, a Première Brasil, mostra em que se insere o Praça Paris, bate recorde e já se consolida como maior plataforma de exibição do cinema nacional, segundo um dos diretores do Festival do Rio 2017, Marcos Didonet.
Serão 75 filmes em cartaz, entre curtas e longas. O público poderá votar no melhor. “Este ano, o festival é marcado por uma conquista importante. O festival do Rio se transformou na maior plataforma de lançamento do cinema brasileiro. São filmes da safra de 2016 que estreiam agora. Recebemos um número enorme de inscritos e vimos que tínhamos que ampliar as mostras”, disse Didonet. Nas edições anteriores, eram de 20 a 25 filmes.
Ainda no quesito dramas nacionais, deve disputar o Troféu Redentor com o filme de Lucia Murat a produção Açúcar, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira. Com Maeve Jinking no elenco, estrela do premiado O Som ao RedorAçúcar revolve o passado escravocrata brasileiro ao voltar a um antigo engenho, em Pernambuco.
O pernambucano Fernando Weller abre a Première Brasil com o documentário Em nome da América. O filme retrata a controversa presença de jovens norte-americanos no Nordeste brasileiro, durante a ditadura-civil-empresarial-militar. O diretor se apoia em material de arquivo e documentação histórica para trazer à tona o medo das elites de que o Nordeste se tornasse “uma nova Cuba” e a influência dos Estados Unidos na América Latina.
Os cinéfilos poderão também ver novos trabalhos de diretores consagrados como Roman Polanski (Based on a true Story), Woody Allen (Roda Gigante), Faith Akin (Em pedaços e Tschick), além de Guillermo Del Toro, cujo filme A Forma da Água abre o festival, hoje, às 19h, em uma sessão de gala no Odeon. O diretor mexicano acaba de vencer o Leão de Ouro no Festival de Veneza com o filme, uma fábula ambientada na década de 1960, em plena Guerra Fria.
Filmes LGBT
Uma das novidades deste ano é o programa Felix Apresenta: Clássicos do Queer Britânico. A mostra comemora os 50 anos do fim do tratamento da homossexualidade como crime no Reino Unido. Três clássicos dos anos 80 e 90 estão na programação: Eduardo II, de Derek Jarman, Orlando – A mulher imortal, de Sally Porter, além de Minha Adorável Lavanderia, de Stephen Frears. Na mostra Felix, de temática LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), há quatro anos na programação oficial, estão 32 longas e quatro curtas sobre a temática da identidade de gênero.
“Parece que o mundo anda meio que retrocedendo em algumas questões e tem também esses comportamentos da sociedade em relação à liberdade de expressão. O cinema vem para combater isso [o retrocesso] e mostra que é importante seguir rumo à modernidade”, acrescentou Didonet, ao falar sobre a Felix e esclarecer que o tema LGBT também aparece em outras mostras.
Outra inovação é a Mostra VR: realidade virtual. O festival abre espaço para o público conhecer a nova tecnologia em obras de ficção, documentários, animações e jogos.

Da Agência Brasil

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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Britânico Kazuo Ishiguro ganha prêmio Nobel de Literatura

Kazuo Ishiguro em foto de 2005. EFE/Andreu Dalmau.

O britânico Kazuo Ishiguro ganhou nesta quinta-feira o prêmio Nobel de Literatura deste ano por seus "romances de grande força emocional", que revelaram "o abismo além do nosso ilusório sentimento de conexão com o mundo", anunciou a Academia Sueca.
Ishiguro é autor de oito livros, entre os quais se destaca "Os Vestígios do Dia" (1989), que virou um filme protagonizado pelo ator Anthony Hopkins em 1993.
Os temas mais recorrentes na sua obra, explicou a Academia Sueca, são a memória, o tempo e o autoengano.
O escritor também adentrou na ficção científica com sua obra distópica "Não me Abandone Jamais" (2005) e no seu último trabalho, "O Gigante Enterrado" (2015), explorou "como a memória se relaciona com o esquecimento, a história com o presente e a fantasia com a realidade", conforme explicado na decisão da Academia.
Ishiguro nasceu em 1954 em Nagashaki e viveu no Japão até os cinco anos, já que em 1960 sua família se mudou para o Reino Unido, onde seu pai trabalhou como oceanógrafo.
O escritor estudou Filologia Inglesa e Filosofia na Universidade de Kent e participou de um curso de escrita criativa na Universidade de East Anglia, momento em que começou a publicar contos.
Seu primeiro romance, "A Pale View of Hills" foi publicado em 1982 e com ele ganhou o prêmio Winifred Holtby Memorial, mas foi em 1988 com "Os Vestígios do Dia" que se consagrou após ganhar o Booker Prize.
Ishiguro sucede no Nobel de Literatura ao poeta e cantor americano Bob Dylan, o primeiro cantor que obtinha este prêmio, uma escolha inesperada e polêmica que recuperou a literatura americana duas décadas depois do romancista Toni Morrison levar o Nobel em 1993.
O prêmio do Nobel de Literatura é de 9 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) depois deste ano a fundação ter aumentado o valor dele pela primeira vez em cinco anos.

EFE

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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Woody Guthrie, a lenda do folk comprometida com as classes mais baixas


A denúncia da miséria e as lutas pela dignidade dos trabalhadores e contra a injustiça foram as fixações de Woody Guthrie, o mito do folk dos EUA e uma referência para os cantores dos anos 60 e todos que quiseram criar músicas comprometidas com seu tempo e com sua gente.
Guthrie, autor de "This Land is Your Land", morreu em 3 de outubro de 1967 em Nova York aos 55 anos após uma longa luta contra a doença de Huntington.
Originário de Oklahoma, onde mostrou todo seu respeito pelas classes baixas, e após uma turva infância que o levou ao Texas, Guthrie caiu muito cedo na estrada e começou a escrever sua história: a do músico errante, a do cantor operário e do camponês, a do poeta e a do artista de rua.
Viciado em tocar violão e nas melodias do folk, Guthrie foi um dos grandes cronistas das migrações do Dust Bowl, uma época de terríveis secas e tempestades de areia nos anos 30 que arrasaram as Grandes Planícies dos EUA e que obrigaram milhares de pessoas a abandonar suas terras.
Guthrie, como muitos outros, dirigiu seus passos para o oeste até chegar à Califórnia, mas durante o caminho recolheu experiências para canções como "The Great Dust Storm" e "Dust Bowl Refugee" nas quais relatava a duríssima vida dos migrantes com uma linguagem simples com a qual todos se identificavam.
Em Los Angeles, Guthrie conseguiu tocar nas rádios no final dos anos 30 e entabulou vínculos com sindicatos e o Partido Comunista, algumas conexões que após a II Guerra Mundial e nos primeiros anos da Guerra Fria lhe fechariam muitas portas profissionais.
Mas para este músico a defesa dos trabalhadores e da justiça era o mais importante e assim demonstrou em "This Land is Your Land", um hino de orgulho para as classes baixas.
Enquanto viajava para Nova York, Guthrie escutava em todos os cantos "God Bless America", o complacente e idílico retrato dos Estados Unidos assinado por Irving Berlin que nem remotamente se aproximava do panorama de miséria, desigualdade e desgraças que Guthrie conhecia.
Como resposta ao que entendia ser uma imagem falsa dos Estados Unidos, Guthrie compôs a áspera e sóbria "This Land Is Your Land" que com o tempo se transformaria em sua canção mais popular.
Em Nova York viveu um de seus períodos mais brilhantes e, convencido pelo célebre etnomusicólogo Alan Lomax, gravou em 1940 o famoso disco "Dust Bowl Ballads".
Junto a Pete Seeger, outra figura de esquerda chamada para protagonizar os manuais sobre a canção protesto, formou o grupo The Almanac Singers, que entoava canções para os grevistas e o movimento pacifista perante a II Guerra Mundial.
Mas a situação mudaria muito após o ataque da Alemanha nazista à URSS e a ofensiva de Japão contra os Estados Unidos, o que levou Guthrie a apoiar a luta e a estampar em seu violão o seu emblemático adesivo: "Esta máquina mata fascista".
Casado em três ocasiões, ainda que muitas temporadas esteve separado de sua família enquanto viajava pelo país, Guthrie passaria os últimos anos de sua vida internado em um hospital.
Mas a semente de seu gênio germinou rapidamente nos cantores dos anos 60 como Bob Dylan, um grande fã do espírito e da obra de Guthrie e que lhe dedicou a canção "Song to Woody" em 1962.
Além disso, outras homenagens vieram de Bruce Springsteen, do filme "Bound For Glory" (1976) baseada na autobiografia do cantor, e discos como "Mermaid Avenue" (1998) de Billy Brag e Wilco são algumas provas que o legado de Guthrie sobrevive de maneira discreta, mas sólida na memória musical dos Estados Unidos.
David Villafranca, da EFE

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Masp completa 70 anos com série de atrações


O mais imponente museu de arte do Hemisfério Sul, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) completa 70 anos nesta segunda-feira (2). Para marcar a data, serão promovidos eventos, como shows, oficinas, visitas, palestra, seminário e filmes.
Nesta segunda, a entrada ao museu será gratuita, com o acesso permitido das 10h às 22h. Além do acervo permanente, poderão ser apreciadas as exposições Miguel Rio Branco: nada levarei quando morrer e Tracely Moffatt.
A mostra Miguel Rio Branco retrata em 61 fotografias a área de prostituição que tem o mesmo nome, no Pelourinho, em Salvador. Também está em cartaz a mostra Toulouse-Lautrec em vermelho, a maior já promovida no Brasil em homenagem ao francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901).
Sob o tema da sexualidade, estão presentes 75 obras, entre pinturas e gravuras e obras cedidas por importantes museus como o Musée d’Orsay, de Paris; e Tate e Victoria & Albert Museum, de Londres; e de acervos particulares.
Às 19h, as persianas das janelas do segundo andar serão abertas deixando a mostra as obras apoiadas em cavaletes de cristal ao mesmo tempo em que poderão ser admiradas do local tanto a Avenida Paulista quanto a Avenida Nove de Julho. Toda a programação ao longo do mês poderá ser acessada por meio do site do Masp.
História
Criado, em 1947, pelo empresário e jornalista brasileiro Assis Chateaubriand com a ajuda do crítico e jornalista italiano, Pietro Maria Bardi, o Masp reúne vasto acervo, em torno de 8 mil itens que inclui esculturas, gravuras e óleo sobre tela nacionais e estrangeiros com peças confeccionadas desde a antiguidade (século IV a.C.) até o período atual.
Lá podem ser vistos entre outros clássicos da Escola Italiana de Arte como as obras de Rafael, Bellini, Andrea Mantegna e Ticiano; as pinturas de Nattier com retratos das filhas de Luiz XV e as de Renoir, Monet, Manet, Cézanne, Toulouse-Lautrec, além de obras de Van Gogh, Gauguin e Modigliani.
Ao lado destes, destacam-se os artistas brasileiros Almeida Junior, Candido Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret e Flávio de Carvalho.
Símbolo arquitetônico
Durante os primeiros anos, o Masp ocupou um espaço bem mais acanhado do que o atual, dividido em quatro andares do prédio da Rua 7 de Abril, sede dos Diários Associados, um conglomerado de imprensa fundado por Chateaubriand.
Vinte e um anos depois, o museu ganhou novo endereço, em local bem mais amplo com 11 mil metros quadros, na Avenida Paulista. Na festa de inauguração, em 2 de outubro de 1968, compareceram figuras importantes do cenário nacional e internacional entre as quais a rainha Elizabeth II. Foi um revolucionário traçado arquitetônico de Lina Bo Bardi, esposa de Pietro Maria Bardi.
Nesse mesmo ano, o país atingiu o ápice da rebeldia do pensar contra a ditadura militar. 
Além da estética, a obra de Bo Bardi era a representação da ousadia. O novo prédio causava impacto, parecendo uma caixa suspensa no ar, sustentado apenas por quatro grandes pilares e duas vigas. Com formato retangular, cercado por vidros, reúne cinco pavimentos entre o subsolo e o último andar e tem um vão-livre em frente à Avenida Paulista, de 74 metros quadrados.
O local tornou-se ponto de encontro para grandes manifestações populares e sedia também eventos como feiras, apresentações musicais e a largada da tradicional corrida internacional de São Silvestre.
O edifício foi tombado, em 1982, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) e, em 2003, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Da Agência Brasil



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domingo, 1 de outubro de 2017

Festival Internacional de Curtas de BH recebe filmes de 17 países


A 19ª edição do Festival Internacional de Curtas Metragem de BeloHorizonte (FestcurtasBH), aberta na noite do dia 29, trará à capital mineira 147 filmes, distribuídos em 67 sessões. Nas mostras competitivas, há filmes de 17 países: Brasil, Espanha, China, França, México, Argentina, Estados Unidos, Índia, Marrocos, Polônia, Áustria, Alemanha, Turquia, Grécia, Portugal, Moçambique e Holanda. A programação vai até o dia 8 de outubro. 
O festival reúne obras com reflexões sobre questões políticas e estéticas contemporâneas. Com exceção de filmes publicitários e institucionais, há curtas de todos os gêneros, com duração de até 40 minutos. A seleção foi realizada por uma comissão de cineastas, críticos e pesquisadores.
A edição deste ano do festival traz uma reflexão sobre “O que pode o cinema?”. A proposta é explorar produções que expressam de forma inquieta e inventiva temas da atualidade como política, memória, corpo, gênero e espaço urbano. O evento também recupera obras históricas pouco conhecidas, mas que dialogam com a atual situação política brasileira.
Há filmes para todas as faixas etárias. Dos 147 títulos, 46 participam das mostras competitivas em uma das três categorias: Minas, Brasil e Internacional. “Não pensamos as mostras competitivas como o lugar que simplesmente abriga os melhores filmes inscritos, mas como um desenho e uma articulação potente de filmes que é sempre circunstancial, pois estão vinculados a um determinado momento histórico”, disse a coordenadora de programação do FestcurtasBH, Ana Siqueira.
As outras 101 produções serão exibidas nas mostras Animação, Infantil, Juventude, Maldita, Engajamentos Contemporâneos, Atravessamentos do Presente e Extravasamentos.
Toda a programação é gratuita. As exibições ocorrerão no Cine Humberto Mauro e no Palácio das Artes, no centro da capital mineira. Além dos filmes, haverá seminários, oficinas, cursos, debates e shows. 
Realizado pelo governo mineiro desde 1994, o FestcurtasBH é um dos principais eventos brasileiros de filmes de curta-metragem. 
Da Agência Brasil



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