terça-feira, 13 de junho de 2017

Laboratório da Coppe-UFRJ leva inovações ao Museu Histórico Nacional


Tecnologias inovadoras, desenvolvidas pelo Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), localizado no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, vão dar “vida” ao Museu Histórico Nacional (MHN).
O projeto será inaugurado nesta terça-feira (13), na Galeria das Carruagens, onde foram aplicadas duas técnicas. Uma delas é a projeção holográfica, que utiliza atores vestidos com roupas de época dos séculos 18 e 19, resultado de parceria com a Escola Nacional de Belas Artes. A ideia é que ali, por meio de uma tela transparente de projeção, a pessoa perceba a interação com os atores, disse o diretor do Lamce, Gerson Cunha. “A gente pediu que eles (atores) fizessem gestos para atrair as crianças e dar um pouco de vida àquela galeria, que só tinha exposição das carruagens paradas”.
Outro aplicativo desenvolvido funciona tanto em tablet quanto em smartphone. “O museu está com um conjunto de tablets para atender aos grupos de visitantes, de estudantes. Nesses tablets, o visitante aponta para diversos cartazes e painéis e consegue ver os objetos em 3D. Além disso, a pessoa consegue ver a parte interna da carruagem, como se ela estivesse lá”, destacou. O aplicativo é gratuito e estará disponível para dispositivos da plataforma Android e IOS/Apple.
O visitante escolhe a carruagem de sua preferência, clica e tem uma visão interna. Se olhar para cima, vê o teto interno da carruagem. “Essa é uma experiência interessante, porque nenhuma pessoa pode entrar nas carruagens”, comentou Cunha. A pessoa consegue olhar, inclusive, com óculos de papelão, chamados cardboards, o que pode proporcionar aos usuários uma experiência 3D. O aparelho, produzido pelo Google, contém duas lentes e requer o acoplamento de um smartphone. “A pessoa consegue olhar como se estivesse dentro de cada veículo lá. O museu entrou com a parte técnica, de conteúdo, e a gente entrou com a parte tecnológica para associar”.
Segundo Gerson Cunha, a proposta dessa cooperação não é só transformar o museu em um espaço virtual, mas ampliar a experiência do visitante. Ou seja, além de enxergar o acervo, ele começa a perceber coisas antes não identificadas. “É a realidade que tem ali aumentada, com informações adicionais, para dar vida”.
Durante os testes de implantação do projeto, feitos pelos técnicos do Lamce, grupos de estudantes avaliaram a introdução das tecnologias inovadoras. O resultado alcançado cumpriu o objetivo pretendido, disse Cunha. “Em nenhum momento, a gente quis que a tecnologia ultrapassasse o que tem ali e, sim, que aumentasse a experiência para ter mais informações do que está exposto”.
Sala Dreyfus
No mesmo dia 13, será mostrado o piloto de outro aplicativo para visualizar o teto da Sala Dreyfus. Como se trata de um teto muito alto, Gerson Cunha explicou que foi usada uma técnica que faz a composição de uma série de fotografias e traz essa composição para dentro de um tablet, onde a pessoa pode explorar as imagens, em um processo parecido com o do Google Maps. Com o aplicativo implantado pelo Laboratório do Parque Tecnológico da UFRJ, o visitante consegue dar um zoom (aproximação da imagem) e olhar detalhes mínimos de pinceladas da pintura”.
O diretor do MHN, Paulo Knauss, informou que o teto da Sala Dreyfus decorou originalmente a sala da revista do Supremo Tribunal Federal antes de o museu ocupar o local. Seu pintor foi Carlos Oswald, autor do desenho do Cristo Redentor. As seis alegorias retratadas no teto representam a história do direito no Brasil.
Como a parceria com o Museu Histórico Nacional está firmada, o Lamce se organiza para dar sequência ao projeto de introdução de tecnologias de realidade aumentada e holografia para outras peças históricas do museu. A continuidade do trabalho vai depender de patrocínio. A ideia, segundo Gerson Cunha, é expandir para todas as áreas da instituição, para que as pessoas possam chegar lá, observar as pinturas e, como ocorre com o Google Maps, chegar ao detalhe das pinceladas.
O Lamce já fez protótipos dessas técnicas em várias galerias do museu, mas a aplicação do conteúdo geral se dará conforme os investimentos forem ocorrendo.
Investimentos
Cerca de R$ 170 mil foram investidos pelo governo federal na primeira fase do projeto, por meio de edital do Ministério da Cultura, informou Knauss. Como o Museu Histórico Nacional tem mais de 3 mil metros quadrados de áreas de exposição permanente, o diretor disse que estão sendo pensadas intervenções em diferentes setores. “A gente tem um pacote. Para cada um (setor), há uma ideia de ação”.
A próxima etapa que deve receber as tecnologias desenvolvidas pelo Lamce, laboratório do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da UFRJ, é a das grandes pinturas históricas, como a Batalha Naval do Riachuelo, a Passagem de Humaitá e O Último Baile da Ilha Fiscal. Os recursos necessários atingem o mesmo valor da primeira etapa. “A gente agora vai começar a montar e preparar o novo projeto”, disse Knauss.
Tão logo consiga financiamento, o museu pretende dar início ao projeto, que revelará aos visitantes a técnica usada pelos vários pintores, o tipo de pincelada, o desenho de base que existe por trás, com visão raio X. Por outro lado, será feita a interpretação iconográfica dos elementos, para mostrar os objetos que o museu tem em sua reserva técnica. Um exemplo é a carranca da Fragata Amazonas, da Batalha Naval do Riachuelo. “A pessoa vai apontar seu celular ou tablet e vai ver uniformes de época que a gente tem na nossa coleção. Vai ver as imagens e as explicações desses elementos todos, por que estão compondo aquela tela”.
Renovação
No Último Baile da Ilha Fiscal, a ideia é identificar os personagens e tentar animar a tempestade que se organiza no céu, com nuvens representativas do Terceiro Reinado e da República. Na avaliação de Paulo Knauss, essas inovações vão contribuir para renovar o olhar do público em relação ao acervo do museu, ao mesmo tempo que permite outras formas de interação. No caso das carruagens, por exemplo, embora seja proibido o acesso direto aos equipamentos, a interação por meio do tablet promove uma viagem ao passado e permite contextualizar a peça exposta, para que o visitante entenda melhor o que ela significa.
Knauss destacou que, sobretudo para os jovens, as tecnologias constituem elemento adicional de atração do museu. “Eles interagem com essas linguagens eletrônicas com muita facilidade. Isso aproxima também a leitura das peças antigas, que têm um tipo de material e decoração diversificado. Atrai o jovem e, por meio dessa linguagem eletrônica, a gente tem mais um elemento que chama a atenção da juventude, além das possibilidades de animação”.
O diretor do Museu Histórico Nacional já tem preparado, também na linha das alegorias, projeto para as telas ovais do século 18 de Leandro Joaquim, que apresentam o cotidiano da cidade, como Pesca da BaleiaLagoa do Boqueirão. A partir de imagem captada em gigapixel (alta resolução), poderão ser aumentados os detalhes, permitindo a leitura das miniaturas observadas nas cenas históricas, como a presença de escravos e indígenas. “Coisas que, na imagem geral, a gente não percebe”, disse Knauss.
Acervo
O Museu Histórico Nacional ocupa todo o complexo arquitetônico da Ponta do Calabouço, na Praça 15, centro do Rio de Janeiro. Tornou-se o mais importante museu de história do país, com acervo de cerca de 258 mil itens, entre objetos, documentos e livros.
Por Alana Gandra, na Agência Brasil



segunda-feira, 12 de junho de 2017

'Interesses não republicanos' por detrás da Medida Provisória de Temer


Lava Jato ataca MP de delação editada por governo Temer: 'Interesses não republicanos'
O procurador da República Carlos Fernando Lima, um dos líderes da Lava Jato em Curitiba, disse a ÉPOCA ser 'preocupante' e 'surpreendente' a Medida Provisória editada nesta quinta-feira (8) pelo governo Temer, que concede poderes ao Banco Central para fechar acordos de leniência e de colaboração premiada secretos com bancos e instituições financeiras. Carlos Fernando critica tanto a forma (uso de MP, um instrumento unilateral e de urgência do governo) quanto o teor da medida. Questiona, especialmente, o momento em que ela foi publicada: precisamente quando o petista Antonio Palocci negocia com a Lava Jato, em estágio avançado, uma delação em que se compromete a entregar fatos criminosos envolvendo, ao menos, três grandes bancos brasileiros. A MP tem o potencial de proteger, em larga medida, os bancos porventura acusados - não somente por Palocci, mas por outras delações correlatas, sobre crimes contra o sistema financeiro.
Pela MP, publicada sem discussão com outros órgãos de controle, tanto o BC quanto a Comissão de Valores Mobiliários ganham poderes para fechar acordos e diminuir penas dos colaboradores. No caso da CVM, somente acordos de leniência - ou seja, com empresas. O BC, no entanto, poderá celebrar acordos com empresas e, também, com pessoas físicas. A medida prevê o aumento das multas aos bancos, hoje limitadas a R$ 250 mil, para R$ 2 bilhões. O problema, porém, é que as multas mais pesadas valeriam somente para fatos criminosos cometidos a partir de hoje. Não seriam aplicadas, portanto, aos crimes possivelmente atribuídos aos bancos e seus dirigentes no caso da delação de Palocci.
São três os pontos de crítica do procurador Carlos Fernando:
1) A forma e o momento. O governo Temer concedeu esses poderes ao BC por meio de MP, um instrumento legal que exige urgência e relevância. Em vez de mandar um Projeto de Lei ao Congresso, para amplo debate, usou a prerrogativa da urgência constitucional. 'Qual a urgência nesse caso? A não ser solucionar um problema específico daqueles que têm o que temer e proteger interesses próprios', diz o procurador. 'O senso de urgência parece decorrer do noticiário sobre possíveis delações.'
2) A leniência leniente demais. Os termos da MP preveem a confissão dos bancos, e não um acordo de leniência. Na leniência, por definição, a empresa obriga-se a entregar outras empresas e pessoas que participaram de uma organização criminosa. A confissão é meramente o reconhecimento de culpa. O texto da MP, na interpretação do procurador, admite, na prática, a confissão - em vez de exigir a verdadeira leniência ou colaboração, em que outros envolvidos nos crimes são entregues. 'Isso subverte a natureza da própria leniência', diz Carlos Fernando. 'Qual é a real motivação por trás disso?'
3) O sigilo absoluto. A MP, ainda na interpretação do procurador líder da Lava Jato, permite que o BC mantenha em sigilo a própria existência do acordo de leniência ou de colaboração - e não somente do teor dos acordos. Dessa maneira, outros órgãos, como o MPF, a PF, o TCU, não seriam informados de possíveis acordos, impedindo a reparação criminal do que tenha sido revelado pela instituição financeira. O público também nunca saberia dos crimes confessados.
A combinação dessas falhas na MP, intencionais ou não, resultaria na seguinte situação hipotética: um banco que tenha lucrado bilhões com crimes financeiros (e não só financeiros) poderia procurar o BC, admitir sua culpa, pagar uma multa irrisória - e ninguém nunca ficaria sabendo disso. O exemplo demonstra quão generosos podem ser os benefícios para os bancos que estão alarmados com a delação de Palocci. 'No geral, o acordo poderia chegar a nada, ainda mais para uma instituição financeira', alerta Carlos Fernando. 'Há coincidências no mundo. Mas coincidências demais nos fazem desconfiar do que está por atrás de tudo isso.'

Por DIEGO ESCOSTEGUY, na Época online

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O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


Para saber mais, clique aqui.

Ao menos um haverá de dizer 'não'


“(...) Também me pergunto como a Alemanha pôde chegar a este ponto? Como vocês devem se perguntar, imagino. Como a Land der Dichter und Denker se degenerou tanto? A terra dos poetas e dos pensadores. Dos músicos, de uma gente valente. A terra que presenteou a humanidade com Bach, Mozart, Händel, Mendelssohn, Beethoven, Wagner, Brahms, Strauss, Schumann, Haydn, Liszt, Schubert... Chega a ser inacreditável, não? Goethe e Heine; Nietzsche e Schopenhauer; Thomas Mann... O mundo dá, mesmo, muitas voltas. Voltas que - é no que acredito - aprimoram as conquistas da humanidade, melhoram a espécie, nos remetem para a frente e para um futuro melhor. Mas, às vezes, são voltas que nos precipitam em direção às profundezas do inferno (...)”. 

O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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domingo, 11 de junho de 2017

O Anjo do Gueto de Varsóvia


Irena Sendler (em polaco: Irena Sendlerowa, nascida Krzyżanowska) (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "O Anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuído para salvar mais de 2.500 vidas ao conseguir que várias famílias escondessem filhos de judeus no seio do seu lar e ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida. Mais, aqui.

O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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sábado, 10 de junho de 2017

Sem Justiça Eleitoral, o Brasil lucraria R$ 2,5 bilhões por ano

Vista do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, durante o julgamento da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer, vencedora da eleição de 2014 - 06/06/2017 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) 

A taxa de cinismo em Brasília chega à estratosfera quando juízes sem juízo são incumbidos de decidir o que é melhor para o país
Como só no Brasil existe Justiça Eleitoral, só aqui existem um Tribunal Superior Eleitoral e uma penca de tribunais regionais eleitorais. Inventada em 1932 por Getúlio Vargas, liquidada pelo próprio criador em 1935 e ressuscitada dez anos mais tarde, essa brasileirice sem similares consome milhões de reais para cuidar de eleições que, no resto do mundo, são organizadas por ramificações do Poder Executivo, ou por comissões dissolvidas depois da contagem dos votos.
O julgamento da chapa Dilma-Temer revelou a extinção da Justiça Eleitoral produziria pelo menos duas consequências animadoras. Primeira: a gastança anual seria reduzida em 2 bilhões e 500 milhões de reais ─ foi essa a fortuna engolida em 2016 pela usina de falatórios sem pé nem cabeça, argumentos de quinta categoria e gordos salários adicionais.
O segundo efeito colateral seria a queda na taxa de cinismo em Brasília, que sobe à estratosfera quando juízes sem juízo são vistos por milhões de espectadores decidindo se uma dupla de culpados merece apenas um retrato na galeria dos presidentes da República ou também fotos de frente e de perfil que registram o entrada na cadeia.
Por Augusto Nunes, na Veja.com

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Não deixe de ler o livro com a comédia que disseca o judiciário brasileiro: "O juiz, a comédia". Para saber mais, clique aqui.


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A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

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Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pesquisa mostra que produtos orgânicos são consumidos por 15% da população


Cerca de 15% da população urbana consumiu algum produto orgânico nos últimos dois meses, segundo pesquisa divulgada hoje (7) pelo Conselho Brasileiro de Produção Orgânica e Sustentável (Organis). A maior procura por este tipo de produto (34%) está na Região Sul, que ultrapassa o dobro do consumo nacional. Os dados foram divulgados no primeiro dia da 13ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia (Bio Brazil Fair), que vai até domingo (11), na Bienal do Ibirapuera, na capital paulista.
“Precisávamos ter o perfil por região, com consumo, costumes e percepção do consumidor de orgânicos. Essa pesquisa ajudará nas estratégias comerciais dos produtores, empresas e varejistas. Se há cerca de 600 feiras orgânicas mapeadas no Brasil e, a cada ano, o crescimento do setor chega em 20%, temos um potencial de aumento do consumo”, disse Ming Liu, diretor executivo do Organis.
Os produtos orgânicos mais consumidos são verduras, legumes e frutas. Seis em cada dez consumidores consomem verduras orgânicas. Os legumes e as frutas são escolhas de uma em cada quatro pessoas. Entra as outras opções disponíveis ao consumidor de orgânicos estão produtos como carnes, chocolates, sucos, leites, laticínios, biscoitos, shampoos, sabonetes e tecidos.

Orgânico
Para ter o selo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece como produto orgânico é necessário seguir alguns critérios, como ter certificação por organismos credenciados pelo ministério, sendo dispensado da certificação os produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Mapa.
Pela legislação, considera-se produto orgânico, seja ele in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.
Consumo
Entre os motivos apresentados na pesquisa para o consumo neste segmento, os entrevistados citaram questões relacionadas à saúde. A associação entre alimentos orgânicos e saúde foi citada por seis em cada dez pessoas (64%). Indicações de consumo da mídia e de profissionais da saúde também se destacaram, chegando a 15% das pessoas.
“Existe um grande interesse dos consumidores, os empreendedores e empresários estão visualizando essa oportunidade e a feira [Bio Brazil Fair] é um indicativo de que tem mais produtos disponíveis no mercado”, disse Liu. No entanto, ele ressalta que é importante a conscientização dos consumidores sobre as características dos orgânicos e sobre a regulamentação.
O varejo convencional é o principal local de compra dos produtos orgânicos. Cerca de 60% das pessoas vão até os supermercados e aproximadamente 25% compram em feiras. No entanto, o mercado de orgânicos tem ainda lojas especializadas em produtos naturais, compra direto com o produtor e os clubes de compras coletivas, que são ainda uma promessa, na avaliação do Organis.
Marcas
A pesquisa chegou à conclusão que, para os consumidores, não há uma marca associada de forma sólida ao mercado de produtos orgânicos no país, porque 84% dos entrevistados não souberam citar uma marca específica. “Para nós o que foi uma surpresa é que desses 15% [de pessoas que consumiram orgânicos], 85% não lembraram da marca do produto que consumiram. Então eles não fidelizaram ainda com uma marca”, disse Lui.
Segundo a entidade, existe uma grande disposição para consumir mais produtos orgânicos, mas o preço foi citado como o maior limitador para o aumento do consumo. A falta de preços acessíveis foi citada por 62% dos entrevistados como impeditivo. A falta de lugares próximos foi a segunda causa mais citada (32%), seguida por falta de conhecimento (11%). Apesar de haver um movimento crescente para o consumo de orgânicos, 25% das pessoas não estão interessadas em mudar o hábito de consumo convencional.
Feita pela Market Analisys, a pesquisa entrevistou 905 consumidores de orgânicos, sendo adultos com idades entre 18 e 69 anos, de São Paulo, de Rio de Janeiro, de Salvador, de Belo Horizonte, de Brasília, de Curitiba, do Recife, de Porto Alegre e de Goiânia.
Por Camila Boehm, da Agência Brasil



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O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


Para saber mais, clique aqui.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Vejam como uma das justiças mais caras do planeta pune seus integrantes


Juiz do DF é condenado por favorecer ex-governador Arruda em processos

Fabrício Carata substituiu juíza de férias para intervir em ação de improbidade, diz MP; depois, magistrada reverteu os despachos. Juiz foi aposentado compulsoriamente, mas vai recorrer.

A Justiça do Distrito Federal decidiu na tarde desta terça-feira (6) aposentar, de modo compulsório, o juiz Fabrício Dornas Carata. Ele é acusado de "descumprir deveres de imparcialidade", favorecendo o ex-governador José Roberto Arruda (PR) em processos no Tribunal de Justiça. Cabe recurso.
O advogado do juiz, Edson Smaniotto, disse ao G1 que vai contestar a decisão do Conselho Especial. Ele afirmou que Carata tomou uma decisão judicial normal, “o que ele já havia feito contra outras autoridades como Agnelo” e que “um juiz deve ter liberdade para julgar”.
Segundo promotores do Ministério Público do DF, Carata se candidatou para substituir uma juíza titular da 8ª Vara da Fazenda Pública do DF, durante as férias dela, com o objetivo específico de acessar ações de improbidade administrativa contra Arruda.
Segundo a assessoria do procurador-geral do MP, a juíza tinha deixado claro que era a única autorizada a despachar nesses casos. Ao retornar ao trabalho, a magistrada "ignorou" as decisões do juiz substituto e acatou a denúncia contra Arruda. O procedimento foi contestado pela defesa do ex-governador, mas o Conselho Especial rejeitou as alegações.
Carata foi empossado como juiz há quatro anos, e respondia a esse processo administrativo disciplinar desde 2016. Segundo o tribunal, ele vai receber aposentadoria proporcional ao tempo em que atuou nesta função.
Ainda de acordo com o advogado do juiz, o Ministério Público "se equivocou ao levar, para a área administrativa, uma posição de um juiz”.
Em 2015
Enquanto atuava como juiz da 8ª Vara Da Fazenda Pública do Distrito Federal, Carata absolveu em setembro de 2015 o ex-governador Agnelo Queiroz. A ação também se referia a suspeitas de improbidade administrativa – desta vez, ligadas a suposto nepotismo.
A ação foi proposta pelo Ministério Público, que afirmou que o ex-chefe do Executivo praticou o crime ao nomear para cargos comissionados duas pessoas casadas. Na época, o juiz Fabrício Dornas Carata diz que não foi demonstrada situação de prática de nepotismo no processo.

G1.com

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O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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quarta-feira, 7 de junho de 2017

A mulher que salvou 2.500 crianças judias no holocausto



A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Exposição no Rio mostra tecnologia em impressão 3D


O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) inaugurou esta semana a exposição 3D Imprimindo o Futuro. Mais de 100 peças mostram como essa tecnologia pode inspirar e modificar diversos setores como o design, a indústria e até mesmo a medicina. Promovida em parceria com o Science Museum de Londres e com apoio de diversas instituições de desenvolvimento da tecnologia 3D no Brasil, a exposição fica em cartaz até 31 de janeiro de 2018.
A diretora do Mast, Heloísa Bertol, disse que o objetivo da exposição é ampliar o acesso da população ao conhecimento científico e tecnológico. A mostra traz vários tipos de aplicações da tecnologia de impressão 3D. Os visitantes da exposição poderão conferir impressões em FDM (material de modelagem por fusão e deposição), em metais como titânio e aço, em náilon fixada por laser e ainda outro tipo em cerâmica.
A exibição também traz exemplos de como a impressão 3D pode ser utilizada em outras áreas, entre as quais a medicina, com a apresentação de aparelhos ortodônticos impressos em metal e implantes vertebrais e cranianos feitos de diferentes materiais, ou até a impressão 3D de uma tomografia para melhor a análise e o estudo.
Para o designer Ivo Antônio Almico, curador da exposição, a impressão 3D mudará o futuro. Ele diz que, de acordo com o arquiteto responsável pelo projeto da exibição, já é possível a impressão de uma casa com a nova tecnologia. É possível imprimi-la em módulos e montá-la conforme o projeto inicial, evitando o desperdício de dinheiro e material. O designer acredita que a técnica será aplicada nas indústrias futuramente até na produção de automóveis.
Almico também fala sobre a possível produção de membros robóticos via impressão 3D. “No futuro, de repente, uma criança que não tem uma das mãos, por exemplo, poderá escolher a mão que ela quer, como a do Batman, ou a do Homem de Ferro, e imprimir a própria mão, em vez da mão robótica tradicional”, disse o curador.
Além disso, o museu traz a reabertura da exposição Um Olhar nos Espaços de Dimensão 3D, projeto fruto de uma parceria entre o Masp e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). A mostra tem a intenção de revelar, por meio da arte e da interatividade, a beleza contida em alguns conceitos revolucionários da matemática, principalmente na área da geometrização.
A entrada nas exposições é gratuita. O Mast fica na Rua General Bruce 586, em São Cristóvão, e o horário de funcionamento é das 9h às 17h, de terça a sexta; das 14h às 19h, aos sábados; e das 14h às 18h, aos feriados.
Por Ana Luiza Vasconcelos, na Agência Brasil