segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Profetas de Aleijadinho sofrem com poeira de minério e ataques de vândalos


Agressões ao acervo levantam discussão sobre a necessidade ou não da remoção das estátuas, reconhecidas como patrimônio cultural da humanidade
As agressões ao acervo do Santuário Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, na Região Central, reconhecido como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, servem para ampliar as discussões sobre a necessidade ou não de remoção das estátuas dos profetas esculpidas por Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A cidade está cercada de mineradoras e a poeira do minério causa uma série de danos às obras de arte. “A situação é diferente de décadas atrás”, assinala o diretor do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis.
O escaneamento digital feito em 2011 e 2012 permitiu o registro completo das esculturas, a exemplo das perdas na pedra-sabão e marcas deixadas por vândalos, como rabiscos feitos com pregos, chaves etc.. “Mesmo com vigilância 24 horas, houve novas inscrições nas esculturas”, lamenta o diretor.
Ele diz que o museu é também espaço de pesquisas sobre monumentos pétreos. Num seminário internacional realizado recentemente, os especialistas revelaram que o biocida usado na década de 1990 para limpar as esculturas e evitar lesões e ataque principalmente de líquens tem contraindicações, por ser corrosivo. Com preocupação, o diretor diz que os líquens voltaram à superfície das peças.

Contemplando o adro pela primeira vez, em especial o profeta Daniel, o engenheiro paulista Oswaldo Pastore observou as marcas na pedra. E se surpreendeu com o estado de conservação. “A deterioração é grande, tem marcas de riscado. São obras de arte, precisam de cuidado permanente.” Fotografando tudo e fazendo selfies, os amigos Márdio dos Santos, médico, e Rafael Soares Peçanha, de Feira de Santana (BA), servidor público, consideraram o conjunto “impressionante”. Para Márdio, a beleza enriquece o patrimônio barroco do país. “É mais bonito do que se imagina”, acrescentou Rafael.

SEGURANÇA 

No segundo andar do Museu de Congonhas fica a Galeria das Réplicas, com Joel e Jonas a postos; as sombras plotadas na parede vermelha aguardam Amós, Abdias, Daniel, Baruc, Isaías, Oseias, Ezequiel, Jeremias, Naum e Habacuc. O cenário é a deixa para Sérgio esclarecer que, desde a década de 1940, foram feitas réplicas dos profetas, e as pioneiras, que estavam na Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), se encontram hoje no Museu de Congonhas, em sistema de comodato com a instituição. As condições do material, no entanto, são de degradação.

Para quem estranha ver os originais bicentenários ao ar livre e as réplicas em museu, Sérgio esclarece que as segundas guardam informações e conhecimento, sendo, na verdade, peças de segurança. No caso de algum dano às esculturas saídas do gênio de Aleijadinho – há recibos assinados por ele no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana –, os restauradores podem recorrer tanto ao material digital, que guarda minúcias das 12 esculturas, quanto às feitas “à imagem e semelhança” dos originais.

Quem visitar o Museu de Congonhas, que completará dois anos no dia 15 e fica perto do Santuário Bom Jesus de Matosinhos, poderá ver, a partir de quinta-feira, uma exposição com vídeos, desenhos e fotografias que contam a história das réplicas dos profetas. O local funciona de terça a domingo, das 9h às 17h (com entrada a R$ 10), na quarta-feira, das 13h às 21h (entrada franca).

O Estado de Minas
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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
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domingo, 26 de novembro de 2017

Enade 2017 será realizado neste domingo


O Ministério da Educação (MEC) realiza neste domingo (26) o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2017. Os participantes que ainda não sabem onde farão suas provas podem consultar os locais por meio do Sistema Enade. Além de fazer a prova, o participante deve preencher o questionário do estudante – até dia 26 – para obtenção da situação de regularidade no exame. O preenchimento é obrigatório.
Os portões serão abertos às 12h (horário de Brasília) e fechados às 13h. A aplicação da prova terá início às 13h30. O Enade é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação e avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos, habilidades e competências adquiridas.
Neste ano, o exame será aplicado apenas para alunos concluintes, ou seja, aqueles que tenham expectativa de conclusão do curso até julho de 2018 ou que tenham cumprido 80% ou mais da carga horária mínima do currículo do curso até o final das inscrições do Enade 2017.
A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores, ciclo que se repete a cada três anos. Nesta edição, o Enade vai avaliar os estudantes dos cursos que conferem diploma de bacharel nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia Florestal, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia e Sistemas de Informação; dos cursos que conferem diploma de bacharel e licenciatura nas áreas de Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras-Português, Matemática e Química; dos cursos que conferem diploma de licenciatura nas áreas de Artes.

 Agência Brasil

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sábado, 25 de novembro de 2017

Amor de elefante




A peça dramática apresenta - de uma forma bastante inusitada - duas personagens em busca da realização de seus sonhos. Enfatiza o caráter político dos obstáculos interpostos, vincula as barreiras artificialmente criadas ao aparelhamento do Estado por grupos de interesses, contrapõe o messianismo vigente aos valores da liberdade e da democracia, para finalizar a trama de um modo surpreendente, conduzindo o leitor ao mais inesperado dos desfechos.



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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Antiga tradição, ópera chinesa torna-se raridade no Sudeste Asiático

Foto de 3 de novembro da ópera Lhong 1919, representada em Bangcoc. EFE/ Treethep Srisanga

A ópera chinesa transformou-se em uma raridade no Sudeste Asiático, apesar de boa parte da população da região ser procedente da China, onde chegou no passar dos séculos em sucessivas ondas migratórias.
Os conflitos armados e as motivações políticas levaram à suspensão das representações em Laos, Vietnã, Camboja e Indonésia, e os únicos países do subcontinente em que a ancestral arte cênica ainda sobrevive são Tailândia, Malásia e Cingapura.
Os primeiros espetáculos remontam à China do século X como uma forma de entreter o imperador e que adquiriu caráter religioso quando chegou aos templos de tradição taoísta, como exigência dos crentes e tributo aos antepassados.
Após um longo período de transmissão oral, as partituras e roteiros só começaram a ser transcritos na dinastia Ming (séculos XIV-XVII), da qual datam clássicos como Mu dan Ting ('O pavilhão da Peônia'), composto pelo poeta Tang Xianzu.
"Essa peça é de 1598, mas ainda é representada atualmente", disse à Agência Efe o musicólogo Ampan Charoensuklarp, lembrando que constam dessa época as primeiras encenações na Tailândia, durante o reino de Ayutthaya, ao norte de Bangcoc.
"No começo, o público era composto pela diáspora chinesa, mas depois espectadores locais se incorporaram", disse o especialista, de 74 anos, que após se formar na China dedicou sua vida a garantir a sobrevivência desse tipo de ópera no país.
De origem chinesa, Ampan ressaltou que os espetáculos abordam, como na ópera europeia, a paleta completa de paixões humanas.
"Também o propósito de ilustrar o povo e as mensagens moralizantes, em grande medida em defesa do poder", apontou.
Em contraste com a ópera ocidental, a chinesa recorre a disciplinas como artes marciais e acrobacias, assim como à utilização de máscaras e ao uso simbólico das cores - cada uma tem um significado diferente.
Ampan, que reconhece o declínio dos espetáculos na Tailândia - onde têm quatro séculos de antiguidade, mas agora não são realizados mais de três ou quatro por ano -, adaptou e traduziu para o tailandês várias obras para que não desapareçam as funções locais.
Uma delas foi encenada neste mês em um enclave da comunidade chinesa que foi reabilitado no centro de Bangcoc.
"Bao Zheng" narra a história de um lendário juiz que viveu na China durante a dinastia Song (séculos IX-XIII) e que teve que encarar o doloroso dilema de escolher entre a justiça e a família quando se viu obrigado a julgar um sobrinho por corrupção.
Apesar das contínuas súplicas e prantos de sua irmã, mãe do acusado, o juiz finalmente condenou seu sobrinho à morte.
O papel de Bao Zheng é interpretado na capital tailandesa pelo ator local conhecido como Somboon, também de ascendência chinesa e que lamenta o fato de a opera estar "se perdendo" na Tailândia.

EFE

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A cultura pode dinamizar a economia brasileira


O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, defendeu na segunda-feira (20), em São Paulo, que "o Brasil pode se tornar uma potência no setor da indústria cultural assim como os Estados Unidos que souberam rentabilizar os seus ativos culturais de uma forma bastante expressiva ao longo do século 20 e seguem se consolidando como a principal potência cultural e criativa no mundo”. 
Durante a participação no Fórum de Cultura e Economia Criativa,  o ministro afirmou que o Brasil embora tenha uma enorme diversidade cultural herdada de sua miscigenação, com a presença de 150 comunidades estrangeiras falta criar uma estratégia de como “rentabilizar e maximizar “ esses valores para que possam ocupar um espaço ainda mais expressivo na economia brasileira. 
“Ainda há uma dificuldade de as pessoas verem a cultura e as atividades criativas como no campo da economia, uma grande tolice que leva a desperdiçar um dos nossos maiores ativos econômicos”, disse.
O ministro adverte sobre as excentricidades da produção intelectual. “O aspecto desesperador disso é que criatividade não é um bem que se estoque “, explicou, citando casos de compositores de músicas populares analfabetos que sem ajuda nunca poderiam ver a sua produção aproveitada e tirar de sua criatividade algum ganho.  
“Muitos intérpretes como Zeca Pagodinho e Bezerra da Silva fizeram as suas carreiras com repertórios a partir de compositores anônimos”, disse.
Segundo o ministro, as atividades culturais e criativas atingem 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), envolvendo 1 milhão de empregos e cerca de 200 mil empresas e instituições com um desempenho até mais revelante do que muitas indústrias, mas não tem o reconhecimento da sociedade. Ele observou que a economia do país ainda está muito dependente das commodities(produto primário com cotação no mercado internacional ). Em sua opinião haverá necessidade de alterar a matriz econômica e neste sentido, o setor poderá ter um papel de destaque.
Sá leitão citou uma pesquisa da empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers que prevê a possibilidade de um crescimento médio anual nas atividades culturais, nos próximos cinco anos, de 4,6%, quase o dobro do resgitro atual e “ muito acima das previsões para a economia como um todo de 0,7% no PIB de 2017 e de 2 a 2,5%, em 2018”. 
Ele destacou que só no segmento audiovisual, a expansão alcançou 8%, nos últimos 10 anos, “um patamar chinês”. O ministro observou que foram poucas as atividades com crescimento compatível levando em consideração o período de recessão econômica como, em 2015, quando a taxa do PIB foi negativa. 
Favorável a manutenção da Lei Rouanet existente desde 1991 com a finalidade de estimular as atividades culturais, o ministro afirmou que este instrumento é essencial para impulsionar o setor. Algumas críticas, em seu entender, procedem e outras são feitas por falta de conhecimento. 
Segundo Sá leitão, ao longo de 26 anos da lei, envolvendo 50 mil projetos e investimentos de R$ 16 bilhões, cerca de 40% ou 20 mil projetos não tiveram as prestações de conta apreciadas, “negligência esta que contribuiu para críticas e um ambiente contrário a lei”. O ministro disse que “para a cultura são destinados apenas 0,64% da renúncia fiscal e ninguém questiona os outros 99,36%”.
EBC

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