terça-feira, 14 de novembro de 2017

Insanos e obcecados


Recuperado das dores que o impediram de continuar colaborando com o presidente Michel Temer, leve e solto, o senador José Serra deu para fazer graça. Jantando com correligionários, diagnosticou: o PSDB necessita de tratamento psicológico. Faltou fornecer o perfil do profissional: especialista em suicidas e obcecados pelo poder. Pois é disto que se trata.
Serra, Aécio e outros tantos tucanos vêm fazendo das tripas o coração para destruir o partido. Só pensam em si e teimam em não aceitar o óbvio. A hora de pendurar as respectivas chuteiras já passou. Serra recobrou suas energias e ambições. Os convivas reunidos na cantina foram informados que a Lava-Jato "perdeu ritmo". Tradução: o senador já conta com a garantia de que sairá ileso das graves acusações - a de ter organizado um cartel entre as empreiteiras e a de manter contas na Suíça - que pesam sobre suas vértebras combalidas.
Com certeza, a manifestação recente da Procuradora-Geral da República alimentou a segurança do senador. Raquel Dodge afirmou que o Repasse de R$ 500 mil da Odebrecht ao ministro Aloysio Nunes, citado com Serra nesta investigação, é incontroverso. Esclareceu, contudo, que restam dúvidas sobre a 'origem e finalidade' da transferência. Generosa e apaziguadora, a procuradora acrescentou que os dois não têm com o que temer, pois a combinação entre a data do ocorrido e a idade de ambos garante a prescrição da pena. São, digamos assim, delitos provectos.
PSDB flerta seriamente com o suicídio eleitoral
Há uma razão adicional para a tranquilidade dos tucanos. O relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal não é outro senão o ubíquo ministro Gilmar Mendes. Sempre que tem gente do PSDB envolvida, misteriosa e aleatoriamente, a escolha recai sobre Gilmar. Clarividente e imparcial, o ministro presidente não viu razões para se declarar impedido. O fato de Gilmar ter aberto as portas de sua casa para comemorar os 75 anos de Serra, está claro, não demonstra proximidade entre os dois.
A Lava-Jato, de fato, perdeu seu ímpeto. O governo está cuidando disto. Eliseu Padilha, cansado de esperar que o ministro Torquato Jardim encontrasse o momento oportuno para fazer a intervenção que lhe rendeu o cargo, chamou a si a tarefa e promoveu a troca da chefia da Política Federal. O nome do indicado surpreendeu a todos, mas basta olhar os citados como possíveis responsáveis pela indicação - Augusto Nardes, José Sarney e Gilmar Mendes para saber que apito vai tocar.
Curitiba não se manifestou sobre a troca. A ficha dos integrantes da força-tarefa já deve ter caído. Sequer cogitaram recorrer à bravata usual, a renúncia. O pedido seria aceito prontamente. Faz tempo que Moro e colegas perderam a capacidade de usar o apoio popular à operação. Moro, o estrategista da turma, talvez já se tenha dado conta que em lugar de usar, foi usado pela 'opinião pública esclarecida'. As investigações já não contam com o apoio generalizado com que contavam tempos atrás.
Basta ler os editoriais de "O Estado de S. Paulo" para ter claro que a cruzada moralizante chegou ao fim. Nesta semana, por exemplo, o jornal comemorou o arquivamento de processos contra governadores. Significativamente, desqualificou os depoimentos do ex-diretor da PETROBRAS Paulo Roberto Costa, sem os quais, como sabem todos que conhecem a história da Lava Jato, a operação não teria saído do papel. Agora, com Temer no poder, delações apenas "colaboram para a disseminação da ideia de que o país está engolfado pela Corrupção, que é o que pretendem justamente os justiceiros que as produzem". A conclusão é um primor: "Seu [delação] único efeito concreto é a desmoralização da luta contra os verdadeiros corruptos".
Por isso mesmo, porque pode dar como certo que não está entre os 'verdadeiros corruptos', Serra arregaçou as mangas e anunciou que vai à luta. Declarou que se sente renovado, com disposição para enfrentar as eleições do ano que vem. Não tem claro, contudo, qual cargo disputará, pois ainda "não possui elementos para poder decidir".
Aécio Neves, não sem antes fazer questão de estender o sacrossanto direito de se agarrar a cargos à ministra Luislinda Valois, com quem fez questão de ser fotografado, se apressou em fornecer um dos 'elementos' de que Serra carecia: o controle sobre o partido.
A destituição de Tasso Jereissati vai muito além do desembarque do governo. O que está em jogo é a candidatura do partido à Presidência em 2018. O presidente interino do partido influencia o sucessor de Aécio e este, por seu turno, caberá montar a convenção do partido que escolhe o candidato à Presidência.
O interventor nomeado por Aécio é ninguém menos que Alberto Goldman, que por acaso é próximo do senador José Serra e do ministro Aloysio Nunes. Entrevistado, o ministro declarou que a manobra de Aécio foi "legítima estatuariamente e correta do ponto de vista político". Disse ainda que a intervenção é a melhor forma de impedir que Lula vença a eleição de 2018.
Tasso já declarou publicamente que seu candidato à Presidência da República é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Não por acaso, Alckmin, acusou o golpe: "Eu não fui consultado. E, se fosse, teria sido contra, porque não contribui para a união do partido".
Já João Doria, sempre pronto a mostrar sua lealdade e firmeza de princípios, viu 'justiça' na ação de Aécio. Sequer enrubesceu ao apoiar o velho comunista que ontem queria ver vestido com o pijama listrado dos aposentados. O novo e o velho PSDB se confraternizaram.
Serra está certo. Isto é coisa de louco. Só um terapeuta dos bons para entender a 'tucanada'. O problema, contudo, não é a proverbial incapacidade do partido em tomar decisões. Ao contrário. Desde que optou por trafegar pela ponte armada por Temer e companhia, o PSDB tomou e vem tomando decisões. As erradas. As piores. Flerta seriamente com o suicídio eleitoral.

Por Fernando Limongi, no Valor Econômico

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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Na semana em que se comemora a proclamação da República: Todo dia é dia de Independência


O livro alinhava os movimentos libertários e as revoltas populares ocorridas no Brasil colonial, e que resultaram na Independência do país.

Inicia com a Revolta de Beckman, de 1684, e avança até a Conjuração Baiana, de 1798, passando pela Guerra dos Emboabas, Guerra dos Mascates, pela Revolta de Felipe dos Santos e pela Inconfidência Mineira.



A peça teatral – desenvolvida com enfoque especial nos estudantes - conclui conclamando a plateia a refletir sobre o tipo e a qualidade da independência experimentada pelo Brasil moderno.

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Coleção Educação, Teatro & História

A coleção compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea.

São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática.

Integram a coleção:

· Livro 1 – Todo o dia é dia de independência
· Livro 2 – Todo o dia é dia de índio
· Livro 3 – Todo o dia é dia de consciência negra
· Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente

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Governo anuncia ganhadores de prêmio sobre substituição de animais em pesquisas


O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) anunciou no dia 10 os ganhadores da primeira edição do Prêmio MCTIC de Métodos Alternativos, criado para estimular a pesquisa científica e o desenvolvimento de métodos alternativos à experimentação animal. O resultado prático dos projetos selecionados deve promover a redução no uso dos animais em pesquisas, substituindo-os por alternativas sempre que possível.
Composta por representantes do ministério, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Grupo Boticário, a comissão organizadora levou em conta critérios técnicos e a originalidade dos trabalhos inscritos, que tinham que estar alinhados ao chamado Princípio dos 3Rs: redução, refinamento e substituição (na sigla em inglês).
De um total de 83 trabalhos apresentados por estudantes de pós-graduação e profissionais que já atuam com métodos alternativos à experimentação animal em atividades de pesquisa e ensino, 78 foram pré-selecionados, sendo 50 na categoria Produção Acadêmica e outros 28 em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.
Na categoria Produção Acadêmica, o primeiro lugar ficou com a química Rafaella Regina Alves Peixoto, estudante de pós-doutorado na Universidade de Oviedo, na Espanha. A segunda posição foi concedida ao farmacêutico Michael González-Durruthy, pesquisador do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), enquanto o terceiro lugar coube à bióloga Maria José Alves da Rocha, professora na Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto.
Já na categoria Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, o vencedor foi o engenheiro de telecomunicações Hideraldo Brasiel de Filippo. A segunda colocação ficou com o médico veterinário Silvio Henrique de Freitas, professor da Universidade de Cuiabá (Unic). Em terceiro lugar ficou o farmacêutico Artur Christian Garcia da Silva, mestrando da Universidade Federal de Goiás (UFG).
A cerimônia de premiação está marcada para o dia 29 de novembro, com a presença do ministro Gilberto Kassab. Os primeiros colocados de cada categoria serão premiados com R$ 15 mil. Os segundos colocados receberão R$ 7 mil. Já os terceiros ganharão R$ 3 mil...
EBC


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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
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domingo, 12 de novembro de 2017

A 'alma soviética' ainda paira sobre Cuba

Funcionário do restaurante retrô-soviético Nazdarovie, Dimitri Fidel, mostra o seu chapéu em Havana, no dia 16 de outubro de 2017 

Eles se chamam Dimitri Fidel, Natacha, Sacha, Katiuska, Vladimir e são milhares, filhos de três décadas de estreita aliança com a União Soviética (1960-1990), que abrigou quase todos os âmbitos da vida em Cuba.
Nomes e laços de família, edifícios, veículos, eletrodomésticos, parques, escolas, armas e outras tantas coisas em Cuba recordam a União Soviética, quando comemoram os 100 anos da Revolução Bolchevique.
"Na realidade, a presença soviética em Cuba nos acompanha todos os dias, a todo momento", diz à AFP Eugenio Reyes, russo-cubano de 69 anos, que estudou uma carreira militar na antiga URSS.
Trabalhou com soviéticos na ilha como engenheiro de Telecomunicações e em 2004 se casou com a astrônoma russa Svetlana Oparina, de 54 anos. Desde então se dedicam à medicina bioenergética.
Em frente a sua casa passam antigos automóveis Lada e Moskvitch, uma vizinha lava sua roupa em uma velha mas incansável máquina Aurika e jovens se dispõem a ir ao Parque Lenin, o maior de Cuba.
A zombaria crioula, essa essência cubana de fazer piada de tudo, não perdoou certa falta de requinte dos soviéticos nem seu atraso tecnológico, e por esse espírito os batizou como "los bolos".
"As pessoas com pouca ou má informação estabelecem critérios sobre a União Soviética totalmente absurdos, dizem muitos disparates", protesta Reyes. "Os russos me ensinaram a ir a um teatro, a aproveitar uma música clássica, a ir ao balé, a um museu. Isso não foi ensinado a mim por nenhum cubano", acrescenta.
"Bernabé" (Enrique Arredondo), o mais popular personagem humorístico da televisão cubana na década de 1980, advertia as crianças: "ou se comporta bem, ou coloco os desenhos animados russos".
Embora o realismo socialista não tenha penetrado na cultura cubana, os cinemas projetavam filmes soviéticos, geralmente sobre a Segunda Guerra Mundial, com pouca aceitação de um público acostumado à filmografia americana.
Nos bares, a vodca nunca ganhou espaço contra o rum e o uísque.
"O melhor do legado soviético foi o contato com uma cultura cheia de significados novos para Cuba e a amizade pessoal, que às vezes transcendia a criação das famílias", afirma à AFP o antropólogo Dimitri Prieto, de 44 anos, russo-cubano nascido em Moscou.
Segundo Prieto, a migração russa para Cuba é a mais numerosa depois da espanhola.
- Nazdarovie (Saúde!) -
Cerca de 20.000 técnicos soviéticos trabalharam em Cuba em diferentes áreas nesses 30 anos, explica à AFP Ruslán Reyes, presidente do Conselho de Coordenadores da comunidade russa de origem soviética em Cuba, de cerca de 5.000 membros.
Em torno de 250.000 cubanos estudaram na URSS no mesmo período, acrescenta.
Alguns deles se reúnem no Nazdarovie (Saúde!), um restaurante soviético privado em frente ao dique de Havana.
"Muita gente vem para cá, muita gente chora aqui, pensando nos momentos quando esteve lá. Dizem que é a sua segunda pátria", afirma Dimitri Fidel Hernández, de 32 anos, porteiro, um polovinka (metade), filho de Fidel Vladmir, piloto militar cubano formado em Kirovogrado, na Ucrânia, onde conheceu Tatiana, de 51 anos, sua mãe.
Matrioskas, cartazes soviéticos e samovares ambientam o lugar, onde cozinha Alejandro Fidel Domenech (51), outro polovinka, que é chamado de Sacha por seus colegas e de "o russo" por seus amigos.
"Foram muitos anos de influência russa, da antiga União Soviética e arraigaram muitas das idiossincrasias russas em Cuba, mas há diferenças, nós cubamos somos caribenhos, os russos, europeus", disse.
- Camarada não, amigo -
Quando a União Soviética se desintegrou em 1990, Cuba recebeu um duro golpe, que desatou uma forte crise econômica. Começou o Período Especial.
Eugenio, Hernández e Domenech, filhos dos últimos soviéticos, recordam com angústia o forte impacto em suas vidas e a incerteza familiar.
O pior da herança soviética foi "o sistema estatal, com a nomenclatura de quadros cooptados pelo aparelho do Partido Comunista", afirma Prieto.
Desde 2007, Raúl Castro se empenha em "atualizar o modelo econômico" cubano, reconhecendo que anterior se esgotou.
As relações entre os dois países esfriaram, sobretudo no governo de Boris Iéltsin (1991-1999), mas pouco a pouco os russos foram regressando, já não como tavarich (camarada), mas como drug (amigo) não comunista.
Importante sócio comercial, a Rússia também colabora com amplos créditos e tecnologias em transporte, eletricidade, indústria pesada, vendas de petróleo, e está prevista a chegada de Ladas moderno.
O número de turistas russos em Cuba nos primeiros cinco meses de 2017 foi de 47.000, quase o dobro do mesmo período de 2016.
Para Hernández, ser um polovinka é sentir "que é um pedaço da história, do que era antes, do que é agora" a relação entre os dois países.
Por Carlos Batista, da AFP

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Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
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sábado, 11 de novembro de 2017

Caneta preta e documento oficial com foto são obrigatórios para o Enem


Caneta esferográfica de tinta preta e documento oficial com foto são os dois itens que não podem ser esquecidos pelos candidatos que vão fazer o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no próximo domingo (12). A caneta deve ser fabricada com material transparente e obrigatoriamente preta, porque outra cor de tinta impossibilita a leitura óptica do cartão de respostas.
O documento pode ser a carteira de identidade, carteira de motorista, carteira de trabalho, carteira de reservista ou passaporte. A carteira de estudante não será aceita como documento oficial. Também não serão aceitas cópias, nem mesmo as autenticadas.
Se o candidato perdeu ou teve o documento roubado, deverá apresentar um boletim de ocorrência expedido por órgão policial há, no máximo, 90 dias do primeiro domingo de aplicação do Enem – dia 5 de novembro.
O cartão de comprovação de inscrição, que deve ser impresso na página do Enem, não é obrigatório, mas é recomendável levar para ter acesso mais fácil a dados como o local e a sala da prova. Quem precisar comprovar sua presença na prova, para apresentar no trabalho, por exemplo, deve levar a declaração de comparecimento impressa e colher a assinatura do coordenador no dia da prova. O formulário está disponível na Página do Participante.
Lanches são permitidos, mas os alimentos industrializados, como biscoitos, salgadinhos e iogurte precisam estar com as embalagens lacradas. Todos serão vistoriados antes do ingresso na sala.
Itens proibidos
Não é autorizado o uso de celular ou qualquer aparelho eletrônico durante as provas. Os aparelhos terão de ser colocados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da cadeira até o fim das provas.
O candidato também não poderá usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, boné, chapéu, gorro e similares e portar armas de qualquer espécie, mesmo com documento de porte. Se estiver com um desses objetos, eles deverão ser colocados no porta-objetos.
EBC


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Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
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