sábado, 19 de agosto de 2017

Após decisão de Gilmar Mendes, juiz manda prender novamente Lélis Teixeira


O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, mandou prender novamente, nesta quinta-feira (17), o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira. A defesa do empresário havia conseguido na tarde de hoje um habeas corpus determinando sua soltura, expedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (TRF).
Bretas baseou-se em novas informações, obtidas pela Polícia Federal (PF), de diálogos suspeitos de Lélis com o ex-deputado e ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem, nos quais ambos conversariam sobre tratativas para a manutenção de suposto esquema ilícito no setor de transportes do Rio. Bethlem trabalhou como assessor na campanha do prefeito Marcelo Crivella.
"Determino a expedição de novo mandado de prisão preventiva, tendo em vista que se trata de novos fundamentos, desta feita relacionados à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro", escreveu Bretas em sua decisão.
Lélis foi preso dia 3 de julho, na Operação Ponto Final, que investiga ligações criminosas entre políticos e empresários do setor de ônibus.
Por Vladimir Platonow, da Agência Brasil
 
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sobre deficiência


Meus caros, extraí um trecho do livro “Irena Sendler, minha Irena”, um diálogo que discorre sobre o tratamento que Hitler e os nazistas impunham aos portadores de necessidades especiais. E mais abaixo, uma matéria sobre o festival que exibe 32 filmes inéditos com histórias sobre deficiência.
“(...)
Anette
Estamos convencidas, eu e Margret, que estão com pesquisas, fazendo experiências com humanos no hospital...

Anton
Deus do céu.

Anette
Experiências, experiências médicas, experiências químicas...

Anton
Deus. Onde chegamos?!

Anette
Mais grave, Anton.

Anton
Mais grave?

Anette
Mais grave. Assassinato de crianças...

Anton
Assassinato? De crianças? Não pode, impossível.

Anette
Crianças com algum tipo de problema físico ou mental estão sendo assassinadas. Estão traficando órgãos, Anton, traficando órgãos humanos.

Anton
Experiências, assassinatos de crianças, tráfico de órgãos... Então é a confirmação, a confirmação da Solução Final, Anette, a Solução Final de que fala Hitler. O alucinado, o demente está, mesmo, determinado a levar adiante sua política de extermínio do povo judeu.

Anette
Acontece que a insanidade ultrapassou todos os limites. Estão vitimando também negros, católicos, opositores, homossexuais, ciganos, minorias e ...

Anton
E...

Anette
Excepcionais, deficientes, portadores de necessidades especiais.

Anton
Está dizendo bobagem, mulher. Preste atenção no que diz.

Anette
Não podemos ignorar os sinais, meu marido, não vamos fazer isso, não vamos fechar os olhos e fingir que nada está acontecendo ao nosso redor.

Anton
A Solução Final é o plano deles, dos nazistas, para exterminar o povo judeu, Anette, o povo judeu. É um absurdo, a barbárie das barbáries, a repugnância das repugnâncias, a forma mais abjeta da crueldade, de todo inaceitável, mas, entenda, limita-se ao povo judeu. O ódio, a cólera dos alemães, está centrada no povo judeu.

(...)”
Festival no Rio exibe 32 filmes inéditos com histórias sobre deficiência
Realizado a cada dois anos e considerado um dos mais importantes eventos de inclusão cultural do país, o Assim Vivemos - Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência chega à sua 8ª edição, exibindo de hoje (16) até o próximo dia 28, no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB Rio), 32 filmes de 20 países, entre eles o Brasil. São documentários inéditos, de curta e média metragem, que contam histórias protagonizadas por pessoas com diversas deficiências, como síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, atrofia muscular espinhal, e deficiências física, visual, auditiva e intelectual.
O relacionamento delicado entre uma garota especial e o universo que a rodeia é o tema do curta Luiza, de Caio Baú, um dos representantes brasileiros na mostra. No filme, a sexualidade serve como um fio condutor para abordar questões como preconceito, relacionamento entre pais e filhos, superproteção familiar, autonomia, diferenças e amor.
Outros destaques da programação do festival são a produção indiana Eu sou Jeeja, sobre a líder ativista Jeeja Ghosh, que luta pelos direitos dos que têm paralisia cerebral na Índia, e Dois Mundos, obra polonesa que mostra a família de Laura, garota de 12 anos que tem pais surdos. A superação pelo esporte é o tema de 50 X Rio, filme italiano que conta a história de Alex Zanardi, ex-campeão de Fórmula Indy que se preparou para os Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, em 2016.
“Ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre aspectos fundamentais da vida em sociedade e do autoconhecimento, o festival também faz refletir sobre o nosso país, por meio da comparação com as mais diversas culturas e sociedades representadas na seleção”, afirmam Lara Pozzobon e Gustavo Acioli, curadores do evento, em texto sobre a mostra.Eles acrescentam que essa comparação é sempre reveladora, “principalmente quando descobrimos que somos mais avançados no que pensávamos que éramos atrasados, e mais atrasados no que pensávamos que éramos avançados”.
Os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, a Austrália, Suíça, Itália, Espanha, Polônia, Bulgária, Finlândia, Espanha, Turquia, Ucrânia, Tailândia, a Alemanha, Rússia, Índia, Myanmar e a Letônia, além do Brasil, formam a lista dos países que tiveram produções selecionadas para o festival. Além da exibição de filmes, a programação do evento conta com quatro debates sobre os temas A visão e os sentidos da arte; Corpo e movimento; Tecnologia assistiva de ponta e Amor e relacionamento.
Como não podia deixar de ser, a acessibilidade para todos os públicos é uma preocupação fundamental dos organizadores do festival. Nesse sentido, o CCBB Rio oferece as condições mínimas necessárias para o evento, uma vez que tem sua arquitetura concebida para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.
Além disso, o festival oferece audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille para pessoas com deficiência visual. Já as pessoas com deficiência auditiva contam com legendas eletrônicas nos filmes e interpretação em Libras nos debates.
Desde a primeira edição, em 2003, o CCBB abriga o Assim Vivemos, que depois do Rio segue para os centros culturais do Banco do Brasil em Brasília (este ano, de 5 a 17 de setembro) e São Paulo (de 20 de setembro a 1º de outubro). “Acreditamos que o cinema, seja pelo filme de ficção ou pelo documentário, tem sido grande ferramenta de conscientização, e o festival tem contribuído bastante ao transportar o público para as mais diversas realidades e situações que envolvem a questão da deficiência”, avalia o gerente-geral do CCBB Rio, Fabio Cunha.
A programação completa está disponível no site www.assimvivemos.com.br . O CCBB Rio fica na Rua Primeiro de Março, 66, no centro.
Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil

 
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

"Falta comunicação"

No seminário no Correio, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes criticou a política nacional de segurança pública e a falta de troca de informações entre os estados no combate ao narcotráfico e ao contrabando. 'Não temos uma política integrada, não temos uma política nacional de segurança pública nem uma governança de fronteira', apontou.
Na opinião do ministro, enquanto o país não reduzir o contrabando nas divisas, as cidades continuarão sofrendo com a criminalidade. 'Estaremos enxugando gelo nos grandes centros enquanto não combatermos o crime organizado nas fronteiras', disse Nardes. 'Ter uma boa articulação política não resolve. É preciso ter centro de governo e inteligência. Se não tiver, não combate o crime', completou. O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) alegou que 'não dá para passar a mão na cabeça' de quem pratica esses atos ilícitos. 'Hoje se puxa o gatilho sem nenhum pudor, porque se confia na impunidade.
Sabemos que não é uma mudança que ocorre no estalar de dedos. É uma cultura que precisa ser alterada, então, não pode dar um grande salto. É um passo de cada vez', declarou. Fernando Bomfiglio - membro da coordenação do movimento em defesa do mercado legal - comemorou o que considera uma das mais importantes operações: a que desbaratou uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Hammer-on tem como alvo empresas que movimentaram R$ 5,7 bilhões de origem ilícita entre 2012 e 2016. Os criminosos utilizavam contas bancárias de empresas fantasmas para receber dinheiro de pessoas físicas e jurídicas interessadas em mercadorias, drogas e cigarros. Os produtos vinham do Paraguai. Foram cumpridos 153 mandados judiciais - sendo 19 de prisões preventivas e temporárias e 53 de condução coercitiva - no Paraná, em São Paulo, em Minas Gerais, no Espírito Santo e em Santa Catarina. 'Sabemos da complexidade de ação, sabemos do contingenciamento dos recursos, sabemos das dificuldades, mas este Brasil (com grande mercado ilícito) não é o Brasil que nós queremos. Ações como essa (operação) nos dão o alento de que o país está na direção do que nós queremos', enalteceu Bomfiglio. (RS e HF)

No Correio Braziliense
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A coleção Educação, Teatro e História


O livro 
Todo dia é dia de meio ambiente”, peça teatral infanto-juvenil, expõe, através do jogral, a questão da ecologia e da sustentabilidade ambiental no Brasil.

A preservação do meio ambiente, entrecortada pelos interesses dos grandes grupos econômicos, é a linha mestra que conduz a narrativa. 

É neste contexto que são tratadas questões que impactam o desenvolvimento nacional:
- a histórica exploração predatória dos nossos recursos naturais; 
- o sistema de exploração baseado na monocultura de exportação – plantation;
- a escravidão e a coisificação dos trabalhadores; 
- a política do ‘café com leite’ da velha República, criada para a perpetuação do status quo.

Como nos demais livros da série, durante e ao final do espetáculo, a plateia é chamada a participar, abandonando sua posição de mera expectadora para assumir uma posição de protagonista de sua história e da história do país.

Coleção Educação, Teatro & História 

A coleção - desenvolvida especialmente para estudantes - compõe-se de 4 livros, num mergulho pela história do Brasil, desde os idos da colônia, até chegar a terra Brasilis contemporânea. 

São 4 peças teatrais completas, escritas no formato de jogral, integrando canto e coro, poesia e trova, oratória e interpretação dramática. 

Integram a coleção
•Livro 1 – Todo o dia é dia de independência 
•Livro 2 – Todo o dia é dia de índio 
•Livro 3 – Todo o dia é dia de consciência negra 
•Livro 4 – Todo o dia é dia de meio ambiente 
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Roubado há 31 anos, quadro de Willem de Kooning é recuperado nos EUA

EFE / Cortesia da Universidade do Arizona

Um quadro desaparecido do pintor holandês Willem de Kooning foi recuperada 31 anos depois de ser roubada do Museu de Arte da Universidade do Arizona.
A instituição informou nesta sexta-feira que especialistas terminaram nesta semana de verificar a autenticidade da obra "Woman-Ochre" (Mulher Ocre), um quadro abstrato do pintor, que nasceu em Roterdã, na Holanda.
A obra tinha sido roubada do museu da universidade em 29 de novembro de 1985. Há poucos meses, ela foi exibida em uma loja de antiguidades em Silver City, no Novo México.
De acordo com a Universidade do Arizona, o dono da loja que adquiriu a pintura roubada, David van Auker, desconhecia o valor do quadro, possivelmente superior a US$ 100 milhões. Ele também não sabia que ele tinha sido roubado da instituição.
Após adquirir o obra em um "feirão" de móveis e quadros de uma casa à venda, o antiquário começou a ouvir comentários entre os clientes da sua loja, que o perguntavam se aquela era uma obra original de De Kooning. Um deles, inclusive, chegou a oferecer US$ 20 mil para levá-la.
Ao pesquisar na internet, ele descobriu que o quadro tinha sido roubado há mais de três décadas da Universidade do Arizona.
"Só quis devolvê-la ao museu, não quero dinheiro", disse Auker, segundo um comunicado da instituição.
De Kooning é considerado um dos maiores representantes do expressionismo abstrato e da Escola de Nova York, cidade para onde mudou quando era jovem e onde morreu em 1997.
"É um grande dia para a Universidade do Arizona e uma grande notícia para o mundo da arte", disse o reitor da instituição, Robert Robbins, que agradeceu Auker e o chamou de "herói" por ter devolvido a pintura ao seu "legítimo lar".
EFE


O livro
A propaganda - através dos meios de comunicação de massa - exerce uma forte influência sobre as sociedades modernas, impulsionando formas sub-reptícias de dominação política e, em nível do espaço urbano, embalando uma das mais perversas enfermidades sociais, o consumismo.
Sob o ponto de vista econômico, o consumo é um dos componentes que alavancam o desenvolvimento na medida em que, dentre outras características, estimula a produção, a inovação tecnológica, a concorrência, a geração de emprego e renda. Mas aqui, trata-se do consumo sustentável.
O problema é quando este componente - o consumismo - assume ares e contornos de onipotente divindade, deidade progressista, baluarte da plena satisfação e da conquista da cidadania. É quando as pessoas passam a comprar por comprar, consumir por consumir, ignorando as reais necessidades, desdenhando as prioridades individuais, familiares e sociais.  
 Este contexto torna-se mais grave quando, sobretudo, a televisão bombardeia diuturnamente os pirralhos com propagandas que vendem, num simples shampoo, numa boneca de silicone, ou num vídeo game de aventura e combate, a felicidade, a redenção, a glória, o nirvana.
É este contexto que move a trama retratada por Eu compro, tu compras, ele compra, o 2º livro da "Coleção estórias maravilhosas para aprender se divertindo", conjunto de 10 peças teatrais infantis e infanto-juvenis completas.
As personagens - envoltas em atribulações, apuros e traquinagens - lidam com vendedores inescrupulosos, discutem como se livrar de assédios e relações comerciais desniveladas, como invalidar contratos com cláusulas abusivas, e, fundamentalmente, refletem criticamente sobre a importância da conscientização, da organização e da atuação junto aos órgãos de defesa do consumidor.
Ornamentando a encenação e a narrativa, a criatividade e a recreação, com muita alegria e diversão.

São 10 peças teatrais completas, direcionadas ao público infanto-juvenil:
· Livro 1 – A onça e a capivara ou Não é melhor saber dividir?
· Livro 3 – A cigarra e as formiguinhas
· Livro 4 – A lebre e a tartaruga
· Livro 5 – O galo e a raposa
· Livro 6 – Todas as cores são legais
· Livro 7 – Verde que te quero verde
· Livro 8 – Como é bom ser diferente
· Livro 9 – O bruxo Esculfield do Castelo de Chamberleim
· Livro 10 – Quem vai querer a nova escola.
O teatro e a dramaturgia - ao contrário das demais ramificações da literatura – transcendem o mero prazer, regalo e deleite da leitura bem como os aspectos educativos e pedagógicos intrínsecos às letras.
É isto que o leitor perceberá tão logo adentre as páginas dos livros que compõem a "Coleção estórias maravilhosas para aprender se divertindo".
A leitura dos livros e a reflexão sobre os seus conteúdos poderão remeter o leitor a um universo só possibilitado pelo teatro.
Não por acaso, esta arte milenar tem sido cultuada por todos os povos, do ocidente e do oriente, desde muitos séculos antes de Cristo. De tão importante, os antigos egípcios e gregos chegaram a vincular o teatro aos rituais destinados a homenagear suas divindades e entes sagrados.
A dramaturgia e o teatro continuam mantendo as características que os tornaram imprescindíveis na antiguidade clássica: o auxilio para vencer a timidez e desenvolver a autoestima; o aprimoramento da oratória e da dicção; a aprendizagem quanto à impostação de voz, a postura, a presença cênica; os predicados da argumentação lógica e da reflexão crítica; insumos que, sem dúvidas, qualificam a participação, o que – convenhamos – não é pouca coisa num ambiente social obliterado pela mediocridade.
Preferencialmente destinada às crianças e à juventude, os livros atendem a todas as faixas etárias, dos pequenos que ainda engatinham na pré-escola e no ensino fundamental, aos jovens de ideias e propósitos que já romperam a terceira idade.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O coronel e o juízo final


O livro
Nesta comédia teatral infantil são abordadas cinco das mais destacadas lendas do folclore brasileiro: 
•Pai do Mato
•Negro D’água
•Diabinho da Garrafa
•Arranca Língua e
•Onça da Mão Torta.
Explorando o imaginário popular resultante da história e formação do povo brasileiro, o autor discorre sobre a trajetória de um prefeito que se alia ao império das trevas para obter fortuna e infernizar a vida da população.
Interesses populares, alianças políticas, corrupção e gestão catastrófica são discutidos de forma aberta e aguda, estimulando a reflexão crítica à luz de muito humor e diversão.

A Coleção Educação, Teatro & Folclore: 
A maior coleção interagindo educação, teatro e folclore já lançada no país. São dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.

Veja os livros que compõem a Coleção:

•Vol. 1 – O coronel e o juízo final
•Vol. 2 - A noite do terror
•Vol. 3 - Lobisomem – O lobo que era homem
•Vol. 4 - Cobra Honorato
•Vol. 5 - A Mula sem cabeça
•Vol. 6 - Iara, a mãe d’água
•Vol. 7 - Caipora
•Vol. 8 - O Negrinho Pastoreiro
•Vol. 9 - Romãozinho, o fogo fátuo
•Vol. 10 - Saci Pererê

São dez comédias para o público infanto-juvenil, onde a cultura popular do país é retratada através de uma dramaturgia densa mas, ao mesmo tempo, hilariante, alegre e divertida.
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TRT/BA vai contratar professores para ensinar magistrados a caminhar e correr



O escárnio no trato do dinheiro público não deveria causar surpresa. Mas às vezes há uma turma que beira o ridículo.
O TRT da 5ª Região, com sede em Salvador, acaba de abrir uma licitação "para a contratação de uma empresa com experiência para assessorar magistrados e servidores em aulas de corridas e caminhada".
Ah, suas excelências pretendem participar de uma corrida e caminhada ecológica, de acordo com o edital PE 51/17 — e precisam de auxílio especializado para aprender a andar e correr...
Os interessados têm até o dia 22 para entregar suas propostas.

Por Lauro Lardim, em O Globo

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A picareta política e o buraco das contas


A receita pública é uma grande pizza retalhada em benefício de quem deveria fiscalizar, racionar e racionalizar o uso do dinheiro pago pelo contribuinte
É preciso olhar para o jogo feio dos políticos e para o desarranjo das instituições, a começar pela muito louvada Constituição cidadã, para entender o buraco das contas públicas nacionais. Esse buraco é cavado principalmente com a picareta política. Esqueçam, por enquanto, os inocentes manuais de finanças públicas e de macroeconomia. Revejam o noticiário da semana. Centrão cobra cargos e ameaça travar Previdência foi a manchete do Estadão na quinta-feira.
Não se trata de apoiar ou deixar de apoiar por ideologia, fidelidade a um mandato ou opinião a respeito de um tema particular. Há quem negue a existência de um déficit previdenciário, assim como há, até nos Estados Unidos, quem negue a chegada à Lua e outras façanhas do programa espacial. Há quem critique a pauta de reformas como ameaça a direitos fundamentais. Mas para boa parte dos congressistas a votação de projetos polêmicos é principalmente uma ocasião de negócio com o detentor da caneta mágica dos favores. Isso, no entanto, é só um detalhe, especialmente desagradável, no quadro geral de um amplo desarranjo político. Esse desarranjo envolve tanto o Legislativo quanto o Judiciário e a Procuradoria-Geral da República, uma entidade com ares de quarto Poder, embora a palavra “Poder” só apareça, no texto constitucional, na denominação de três grandes órgãos do Estado.
Em democracias tradicionais, o equilíbrio das finanças públicas é considerado um assunto de todos os Poderes. A importância atribuída à gestão mais ou menos austera do orçamento público diferencia os principais partidos, mas nenhum renuncia à responsabilidade pelo estado das contas fiscais. O mais comum, no Brasil, é agir como se o Executivo fosse o único responsável pelo resultado contábil da execução orçamentária e, portanto, pela saúde financeira do Estado.
A independência dos Poderes é com frequência confundida com autonomia fiscal, embora o Tesouro seja único e a Receita Federal seja responsável pela maior parte da arrecadação. Há poucos dias, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram renunciar a um aumento salarial obviamente excessivo nas condições econômicas de hoje. Mas a decisão foi tomada por 8 votos a 3, sem unanimidade, portanto, a respeito do assunto.
A demonstração de austeridade foi obviamente um esforço para evitar um desgaste de imagem. Como os salários de ministros do STF são o teto do funcionalismo, os procuradores da República tiveram de abandonar a proposta orçamentária com previsão de aumento de 16,38%. A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público protestou, em nota, manifestando “profunda frustração” diante da decisão do STF. A avaliação da Suprema Corte, segundo o texto, “é equivocada e coloca sobre as costas das categorias o peso da crise instalada no País”.
A preocupação com o uso austero e eficiente do dinheiro público tem sido muito raramente demonstrada pelos chefes dos vários escalões do Judiciário, tanto na União quanto nos Estados. Isso é comprovado tanto pelas pretensões salariais quanto pelas mordomias, como o número de carros com placas especiais para uso oficial ou privado. Penduricalhos de remuneração, como auxílio-moradia, igualmente encarecem a função judicial e, em muitos casos, a legislativa. Detalhes patéticos, como o debate sobre o auxílio-paletó, têm aparecido na imprensa, mas a maior parte dos custos injustificáveis – como as enormes verbas de gabinete pagas aos parlamentares federais – tem sido raramente contestada.
A receita pública, em todos os níveis de governo, é uma grande pizza retalhada em primeiro lugar em benefício de quem deveria fiscalizar, racionar e racionalizar o uso do dinheiro pago pelo contribuinte. A proposta do indecente fundo de campanha, na paródia de reforma política encenada no Congresso, adicionará R$ 3,6 bilhões à conta da espoliação do Tesouro. Essa conta já inclui o fundo partidário, outra obscenidade. Partidos são legalmente definidos como entes privados. Não se justifica subvencioná-los, apenas por serem partidos, com dinheiro público.
Mas a racionalização da despesa é dificultada também pela rigidez orçamentária. Essa rigidez decorre, em primeiro lugar, de regras constitucionais. Os constituintes fixaram porcentuais de receita para aplicação compulsória em educação e saúde. A intenção pode ter sido boa, mas a vinculação de verbas é uma estupidez. Prioridades podem mudar. Também podem ser diferentes, ao mesmo tempo, em diferentes Estados e municípios. Além disso, verba garantida para despesa obrigatória facilita a negligência na elaboração de planos e programas, estimula o desperdício e abre espaço à bandalheira. Se o gasto é compulsório, será preciso completá-lo, a cada ano, mesmo sem objetivos bem definidos. Nesse caso, tanto faz destiná-lo à reforma desnecessária de uma escola quanto aplicá-lo num equipamento superfaturado ou usá-lo, numa hipótese melhor, para um bônus a professores (isso também já ocorreu).
Sem cuidar dessas questões, o ajuste das contas públicas será sempre insuficiente e frágil. O reparo fiscal deve incluir, necessariamente, a reestruturação do Orçamento, para torná-lo mais flexível e possibilitar a racionalização da despesa. Boa saúde e boa educação serão obtidas com planos e programas bem construídos e bem executados. Vinculações demagógicas e irrealistas poderão enganar ingênuos e desinformados e facilitarão malandragens.
Tem-se falado muito, e com bons fundamentos, sobre a reforma da Previdência como indispensável à arrumação das finanças públicas. Mas é preciso pensar também na reforma orçamentária e na montagem de uma administração pública mais ágil, mais profissional, menos sujeita a indicações político-partidárias e, portanto, mais eficiente. Seria muito mais fácil a solução se o desafio fosse técnico. Mas o problema é em primeiro lugar político e seu histórico é assustador.

Por Rolf Kuntz, no Estadão


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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Venezuela e Turquia: estúpidas ditaduras!



Meus queridos, o título é meu, apenas para expressar a indignação com insanos carreiristas, asininos messianistas, tacanhos que, de forma torpe e criminosa, existem para golpear a democracia e infernizar a vida dos povos...

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EFE/REMKO DE WAAL


Tribunal ordena prisão preventiva de produtor de filme sobre golpe na Turquia
Um tribunal de Istambul decretou nesta quarta-feira a prisão preventiva de Ali Avci, um produtor cinematográfico que estava prestes a lançar um filme inspirado no fracassado golpe militar do ano passado na Turquia, segundo informou o jornal "Sabah".
Avci tinha sido detido há uma semana por suspeitas de vínculos com a confraria do pregador Fethullah Gülen, a quem o governo turco responsabiliza pela tentativa de golpe.
A procuradoria o acusa agora de delitos "encaminhados a estabelecer um grupo armado", assegurou o "Sabah".
Avci estava produzindo o filme "Uyanis" ("Despertar"), que recriava o golpe de Estado, supostamente para enaltecer a resistência popular contra o levante.
Segundo se desprende de um trecho do filme divulgado na internet, a produção recria o golpe com eventos que não aconteceram, incluindo bombardeios de mesquitas e massacres com armas automáticas dentro do que foi retratado como sendo palácio presidencial.
O trecho termina com um geral colocando uma pistola na cabeça do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, enquanto este está rezando, algo que nunca ocorreu.
Esta cena suscitou numerosos protestos nas redes sociais por parte de aliados do presidente, que a consideravam humilhante para o chefe de Estado.

 EFE

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domingo, 13 de agosto de 2017

Matthew Willman, o fotógrafo do Mandela mais íntimo

Imagem cedida pela Fundação Nelson Mandela na qual aperecem ícone da luta contro o apartheid, Nelson Mandela (esq.), o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton (dir.) e o fotógrafo Matthew Willman (centro). EFE
Durante dez anos, a partir de 2003, o jovem Matthew Willman fotografou inúmeras vezes Nelson Mandela para a fundação que tem o nome do líder sul-africano, e são dele muitas das imagens mais emblemáticas dos últimos anos da vida do histórico presidente da África do Sul, como a de suas mãos que ilustrou, em 2006, uma campanha global contra a Aids.
O fotógrafo publicou suas fotos em seis livros, e seus retratos protagonizaram inúmeras exposições sobre o pai da democracia sul-africana. Além disso, foi o autor dos registros pelos quais o mundo conheceu um Mandela mais cativante e que promoveu, já nos últimos anos de vida, várias causas sociais sem deixar de representar a aposta pela justiça que sempre o caracterizou.
"Acredito que estas imagens têm um papel importante na promoção de seu legado, de valores como a paz, a reconciliação, a esperança", disse Willman, que começou a fazer aos 24 anos um trabalho paradoxalmente inédito sobre uma figura tão importante.
"Antes de eu começar a trabalhar com a fundação, só havia imagens jornalísticas de Mandela, de renomados fotógrafos que fizeram grandes retratos, mas meu trabalho era o de criar memória e elaborar um material através do qual Mandela pudesse falar após sua vida", acrescentou, em entrevista à Agência Efe.
Willman destacou que não tinha pontos de referência para o trabalho, "porque ninguém tinha se encarregado de algo parecido antes".
"Não estava preso ao que o mundo via em Mandela, foi assim que criei a minha própria história", contou ele, que ressaltou sua inexperiência como fator que contribuiu para a originalidade com a qual retratou o líder.
Além do olhar pacífico de quem um dia foi o guerrilheiro de aparência feroz mais temido da África do Sul branca, Willman encontrou um aliado inestimável em suas mãos.
"De repente, ele me disse: olhe essas mãos! Essas mãos grandes, maravilhosas, as mãos que abraçaram o inimigo, as que não puderam tocar sua mulher durante 27 anos, as mãos que agarraram as barras frias das celas de Robben Island", lembrou.
E foi assim que as mãos de Mandela ganharam o valor icônico que terão para sempre.
Apesar de sua pouca experiência como fotógrafo, o rapaz que começou a fazer fotos de Mandela sabia mais sobre o retratado do que todos os profissionais o registravam há anos.
Willman o viu pela primeira vez quando tinha 15 anos, pouco após a morte de sua mãe, quando foi estudar em um colégio interno. Foi durante um ato na cidade de Durban.
"A cerca de cem metros de onde eu estava, um homem subiu no palco. Não sabia quase nada sobre ele, mas vi imediatamente a figura de um avô, alguém a quem querer bem, com quem se identificar", disse.
Aquela sensação reconfortante em um momento difícil fez Willman seguir os passos de Mandela. Durante 18 meses, viveu na prisão de Robben Island, onde 'Madiba' passou 18 anos, acampou nos povoados de sua infância e conheceu o entorno e a cultura de onde vinha.
"Demorei nove anos e meio para apertar a mão desse homem", contou Willman.
"Quando você está longe de alguém e finalmente consegue se aproximar após dez anos, você procura intimidade, como em qualquer relação, quer que seja real, e todos os anos que passei nos povoados, em todas as partes, me deram um conhecimento profundo de quem era o homem", frisou.
Seu foco no Mandela relaxado da vida privada, frente ao dramatismo jornalístico das imagens públicas, tem a ver com um dos grandes atrativos de sua figura.
"Não eram os grandes momentos públicos, mas sim os privados, os que me demonstraram que o homem que víamos em público era o mesmo que o que eu via em particular", argumentou.
EFE, Marcel Gascón


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sábado, 12 de agosto de 2017

The Doors comemora 50 anos de "Light My Fire" com single digital

EFE/MORELL.

A Warner Music anunciou que lançará nesta sexta-feira um single digital com três versões de "Light My Fire", do The Doors, para comemorar os 50 anos do lançamento de um dos grandes hinos do rock.
A música, segundo single do disco de estreia do grupo, alcançou o número um nas paradas dos Estados Unidos em 29 de julho de 1967 e agora chega aos fãs em três versões: mono, estéreo e a gravada ao vivo em Nova York em janeiro de 1970, informou a Warner em um comunicado nesta quarta-feira.
Além disso, em 4 de agosto será lançada, em edição limitada de 7.500 cópias, uma reprodução do single "7"", publicado no Japão em 1967, com a réplica da capa original em japonês e "Ligth My Fire" no Lado A e a versão de estúdio de "The Crystal Ship" no Lado B.
Os fãs do grupo lançaram a hashtag "#lightmyfire" nas redes sociais para lembrar o aniversário do hit, indica o comunicado, que acrescenta que a música tem mais de 45 milhões de reproduções no Spotify.
O The Doors comemora este ano seu 50º aniversário com a publicação de novos "artefatos sonoros que reivindicam seu enorme legado na história do rock", entre eles a coletânea "The Singles", que será lançada no dia 15 de setembro e reúne pela primeira vez todos os singles da banda.

EFE

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