domingo, 26 de março de 2017

A corrupção torna a vida dos larápios um paraíso e a dos cidadãos, um inferno.


Falta de remédios para tratamentos
Metade dos tratamentos contra o câncer feitos no Rio de Janeiro foi interrompida por falta de quimioterápicos. Fiscalização feita pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj) em 19 unidades de tratamento da doença do Rio de Janeiro aponta para a situação precária da assistência oncológica na capital. Em 74% das instituições não há serviço de radioterapia, 90% não oferecem exames imuno-histoquímicos, que identificam características moleculares da doença e orientam o melhor tratamento. Em alguns casos, o início do tratamento demora um ano.
"O levantamento do Cremerj mostra que, quando o paciente é referenciado para o Instituto Nacional do Câncer, provavelmente ele estará salvo. Mas se for encaminhado para alguns hospitais federais, sua chance de sobrevida é de menos de 30%", afirmou o defensor público da União, Daniel de Macedo. A partir do relatório do conselho, o defensor encaminhou ofícios pedindo abertura de inquérito pelo Ministério Público Federal para investigação de improbidade administrativa nos hospitais federais de Bonsucesso, Andaraí e Cardoso Fontes, e também pediu uma varredura pelo Tribunal de Contas da União nos procedimentos de licitação para a compra de medicamentos.
O Cremerj fez a fiscalização entre outubro e novembro de 2016 em hospitais federais, universitários, estaduais e um filantrópico. O trabalho mostrou que 46% dos pacientes chegaram ao hospital com resultados de exames que confirmavam o diagnóstico realizados mais de 6 meses antes da internação do paciente, e 59% dos pacientes apresentavam estágio avançado da doença.
"Esses dados comprovam que a lei federal de 2012 (que prevê o início do tratamento 60 dias após o diagnóstico) não está sendo cumprida. Estamos perdendo o tempo ideal para o início do tratamento. Isso diminui a chance de cura. E, nos casos em que a cura não é possível, impede que o paciente tenha maior expectativa de vida e em melhores condições", afirmou o presidente do Cremerj, Nelson Nahon.
Para o defensor Daniel de Macedo, falta gestão adequada. Ele também vê indícios de corrupção. "O chefe de um dos almoxarifados contou que é comum o fornecedor entregar a nota para recebimento dos medicamentos, mas os insumos não chegaram nunca", afirmou.
A modelista Letícia Lázaro, de 56 anos, parou a quimioterapia contra um câncer de mama por duas vezes devido à falta de medicamento. "Fiz os últimos dois ciclos no mesmo mês. Porque já tinha aviso da falta do quimioterápico e a minha médica achou melhor garantir, porque podia faltar de novo", contou ela. No ano passado, a modelista ficou sete meses sem o remédio que impede a recidiva da doença. "O câncer é um rato. Ele está o tempo todo roendo a gente por dentro. A gente não tem tempo para perder", comentou.


Da Agência Estado, no Jornal do Commércio de Pernambuco

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sábado, 25 de março de 2017

‘Quero promover a cultura inuíte’, diz melhor professora do mundo


Canadense Maggie MacDonnell venceu o Global Teacher Prize por seu trabalho com a comunidade aborígene no Ártico
Escolhida a melhor professora do mundo pela comissão do Global Teacher Prize, a canadense Maggie MacDonnell leva uma vida árdua em Salluit, comunidade inuíte instalada no extremo Norte de Quebec. No inverno, a temperatura mínima chega a -25 graus Celsius. Em seis anos, ela testemunhou o enterro de alunos que se suicidaram. Muitas de suas estudantes sofrem com gravidez precoce e abuso sexual. Muitos de seus colegas já desistiram de dar aulas da região. Mas ela não pensa em partir até ver as crianças que educou e com quem criou vínculos se transformarem em adultos de sucesso. “Alguns deles já cresceram, estão fazendo faculdade em Montreal, levam uma vida saudável, são independentes — quero ver todos assim”, disse em entrevista ao site de VEJA antes da premiação, que aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes.
A professora, nascida na província de Nova Escócia, de clima mais ameno, receberá o prêmio de 1 milhão de dólares entregues ao longo de dez anos — o valor poderá ser usado da maneira que Maggie quiser, com educação ou não. Ela afirma, porém, que tem planos nobres para o montante: valorizar a tradição do povo inuíte, que por séculos sofreu tentativas de assimilação do próprio governo canadense. “Quero criar um programa para os jovens focando o kaiak. Os inuítes inventaram esse esporte, mas na comunidade em que vivo ele não é mais tão presente”, afirmou.
Confira a entrevista:
O que vai fazer com o prêmio de 1 milhão de dólares? Quero criar um programa para os jovens inuítes focando a tradição do kaiak. Os inuítes, na verdade, inventaram esse esporte, que é praticado agora em todo o mundo, mas na comunidade em que vivo não é mais tão presente. Quero trazer a prática de volta porque acredito que isso vai incentivar a atividade física e a relação com a natureza, além de promover a cultura inuíte.
Por que escolheu Salluit para trabalhar? Depois que eu me formei na universidade, passei cinco anos trabalhando fora do meu país, em lugares como Botsuana, em um orfanato com crianças afetadas pelo vírus do HIV, e na Tanzânia, com refugiados do Burundi e Congo. Ao voltar para o Canadá, quis aplicar os conhecimentos que obtive no exterior. Comunidades indígenas e em especial a inuíte passam por muitas dificuldades por causa da colonização. Queria entender a realidade e contribuir com essa população e com o Canadá, em geral.
Quais são os principais problemas que Salluit enfrenta? Mesmo estando lá há seis anos, ainda estou aprendendo sobre a comunidade. Mas o que já identifiquei é que os jovens de lá têm que lidar com traumas provenientes de gerações anteriores — apesar de serem resistentes e terem esperança e talento, as crianças já nascem em uma situação difícil. Algo que vejo, que tem relação com seus avós, provavelmente, remete ao sistema de escolas residenciais para indígenas. Era um programa operado pelo governo federal desde o final do século XIX até 1996, que tirava crianças aborígenes de suas famílias e as enviava para escolas a milhões de quilômetros de distância de suas comunidades. Era uma política de assimilação, na tentativa de tirar o que havia de inuíte dos inuítes. Esses jovens voltavam para casa tendo esquecido sua língua materna e encontravam suas famílias traumatizadas, porque elas haviam perdido totalmente o contato com seus filhos por anos. Isso aconteceu principalmente com os avós das crianças a quem eu ensino agora — mas as famílias continuam com receio do sistema educacional e é preciso ganhar novamente sua confiança.
Que outros problemas afetam os seus alunos? O governo canadense operou um programa por cerca de vinte anos, entre 1950 e 1970, que consistia em matar os cachorros que eram parceiros dos inuítes — e que eram necessários para sua sobrevivência no Ártico, para a caça e a proteção — na tentativa de fazer os aborígenes deixarem aquela região e buscarem a “civilização”. Isso abalou de tal maneira os valores tradicionais que eles possuíam que muitas famílias estão mergulhadas no vício em álcool e drogas. Isso se soma ao grave problema habitacional que afeta a região. O Canadá é uma nação desenvolvida e deve ser considerada uma das melhores para se viver, mas muitos dos meus alunos não têm seu próprio quarto, eles dormem na sala de suas casas, que estão, aliás, lotadas e muitas vezes abrigam pessoas que bebem ou usam drogas.
Como trabalhar com crianças que têm tantos problemas familiares e sociais? Eu começo as aulas tentando aliviar o estresse dos estudantes. Isso pode significar colocar uma música relaxante, promover um ambiente em que eles não sofram bullying dos colegas, ser amigável e confiável, para que eles não sintam que eu estou julgando o que acontece na casa deles. Também oferecemos refeições, já que muitos não têm comida. Só aí podemos seguir com o conteúdo das aulas.
Que maneiras encontrou de envolver também o resto da comunidade nos projetos? Tento estimular a permanência das crianças na escola para envolver a comunidade. Muitos dos meus alunos não têm uma reputação positiva na sociedade, porque são conhecidos por bullying contra os outros ou têm ficha na polícia por vandalismo, por usar ou vender drogas. Tento fazer com que essa imagem seja revista com algumas atividades. Uma delas se chama “Acts of kindness” (Atos de bondade), em que os jovens fazem boas ações em Salluit. Eles ajudam os mais velhos, vão até os supermercados e carregam as compras dos vizinhos, organizam exibições de filmes para as crianças, para que os pais possam sair e deixar os filhos em um lugar seguro etc. Essas atividades fizeram com que os jovens passassem a ser vistos como parte importante da comunidade.
Muitos dos seus colegas professores pararam de dar aula na região. Já pensou em desistir? Provavelmente entre 40% e 50% dos professores desistem de dar aulas no Norte. Isso pode ser por causa do estresse do dia a dia ou porque eles estão morando em um lugar muito isolado, longe de suas famílias. Há alguns estudantes que me adotaram em suas vidas e eu não quero deixar o Norte até que eu veja que eles se tornaram adultos de sucesso. Alguns deles já cresceram, estão fazendo faculdade em Montreal, levam uma vida saudável, são independentes — quero ver todos assim. Mas não posso dizer quanto tempo mais vou ficar por lá, porque meu marido é da Tanzânia.
Você já trabalhou em países da África e no Salluit. Gosta de desafios, então? Sim! (risos) Se é para trabalhar com algo, foque em justiça social. Não há nada que tenha mais significado do que isso. Pode não te dar o melhor salário, mas te dá a maior satisfação pessoal possível.

Por Meire Kusumoto, na Veja.com

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sexta-feira, 24 de março de 2017

É cada vez maior o número de mulheres refugiadas no Brasil, aponta Cáritas


O perfil dos refugiados e solicitantes de refúgio que chegam a São Paulo tem mudado, segundo levantamento divulgado hoje (22) pela Cáritas, organização da Igreja Católica que trabalha com essa população. Entre as 3.234 pessoas atendidas pela entidade em 2016, as mulheres representavam 36% do total, mais do que o dobro dos 13% registrados em 2013. A proporção vem crescendo continuamente: em 2015, as refugiadas e solicitantes eram 27% do público que chegou à Cáritas.
“Em 2013, era mais comum a chegada de homens sozinhos, solteiros, com a intenção de depois trazer a família”, enfatiza o diretor da Cáritas, padre Marcelo Maróstica. De acordo com o padre, esse é o perfil mais comum entre os africanos.
Porém, por uma série de fatores, incluindo o aumento do número de refugiados sírios, Maróstica disse que é cada vez mais comum a chegada de mulheres sozinhas ou acompanhadas dos filhos. “Estão vindo de países com conflito, guerra étnica. Geralmente o homem vai para a guerra. O homem morre, e a mulher se sente obrigada a defender a família e a sair do seu país. Em outras situações, o estupro é usado como arma de guerra”, acrescentou o padre.
Os estrangeiros que se sentiram obrigados a deixar a Síria foram o quarto grupo com mais atendimentos, entre as 63 nacionalidades que procuraram a Cáritas de São Paulo ao longo do ano passado. Em primeiro lugar estão cidadãos de Angola, seguidos pelos da Nigéria e da República Democrática do Congo.
Vem crescendo também o número de mulheres grávidas que chegam à organização. Em 2013, foram 10 gestantes; em 2015, 110; e, em 2016, 173. O número de mulheres que estavam com os filhos, mas sem um companheiro, ficou em 276 no ano passado. Em 2015, havia 202 mães nessa situação e, em 2013, 18.
Escolaridade alta
Por outro lado, a proporção de refugiados e solicitantes com ensino médio ou superior chega a 58%, o que, segundo o padre Maróstica, contraria o senso comum sobre o tema. “Muitas vezes, quando as pessoas falam de refugiado, têm uma visão muito distorcida: acham que refugiado não tem escolaridade, não tem preparo. E a gente percebe que a grande porcentagem dos recém-chegados tem ensino médio e superior”, disse.
É o caso de Prosper Dinganga Sikabaka, que deixou a República Democrática do Congo, com mestrado na área de relações internacionais. Hoje com 31 anos, o rapaz conta que saiu do país natal em 2013, após ser preso e torturado devido a sua atuação política. “O país se chama República Democrática do Congo, mas a gente nunca viu essa democracia”, disse Prosper, após explicar que ditadores têm se revezado no comando do país em uma série de golpes de Estado.
Casado e trabalhando como recepcionista em um hotel, Prosper faz questão de chamar a atenção para um dos principais problemas do país: o trabalho escravo nas minas de cobalto – matéria-prima usada na fabricação de aparelhos eletrônicos, como os celulares. “A questão do Congo é global”, afirma, e alerta que o dinheiro obtido com o mineral financia guerrilhas que usam trabalho infantil e promovem estupros em massa.
Por Daniel Mello, da Agência Brasil

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quinta-feira, 23 de março de 2017

NOVA LEI ROUANET: AGORA É OFICIAL


As regras de funcionamento da Lei Rouanet, de incentivo à cultura, vão mudar. Limites de financiamento e gastos, mais transparência e agilidade nos processos foram alguns dos pontos da Instrução Normativa (IN) apresentada ontem pelo ministro da Cultura, Roberto Freire, em Brasília. As mudanças entram em vigor com a publicação da IN no Diário Oficial, o que deve acontecer hoje, e passam a valer para novos projetos. O ministro afirmou que a irregularidade “campeava” no modelo antigo.
— Nós estamos com um passivo que se aproxima de 18 mil processos no MinC, grande parte na Lei Rouanet, em que as fiscalizações não foram realizadas. Isso dá a demonstração de que a irregularidade campeava, porque se descobrem desvios como os apurados na Operação Boca Livre. Espero que não tenhamos mais a irresponsabilidade desse passivo — disse Freire.
Para aumentar a transparência e reduzir a chance de fraudes, os gastos de cada projeto serão disponibilizados em tempo real na internet e todos os recursos serão movimentados por uma conta vinculada do Banco do Brasil. O objetivo é permitir a fiscalização de técnicos e da sociedade.
Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, acredita que a reforma era necessária e vê a prestação de contas como o principal gargalo:
— Na Lei Rouanet temos que ficar com os papéis por dez anos. Temos um galpão inteiro alugado só para guardar notas. Tudo o que vem para democratizar e facilitar os processos é bem-vindo. Quanto mais burocrático, mais custo vai gerar e pior vai ser — afirma Renata.
As novas regras também trazem o limite de R$ 10 milhões para os projetos, que será ampliado em 50% caso eles sejam realizados nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Os cachês de artistas e modelos solo não poderão exceder R$ 30 mil, enquanto a remuneração de grupos ficará limitada a R$ 60 mil. No caso das orquestras, o valor será de R$ 30 mil para o maestro e R$ 1,5 mil por músico. Esse teto já tinha sido estabelecido pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) em 2013. Renata Borges, produtora de musicais como “Cinderela” e “Peter Pan”, vê problemas à vista.
— O teatro musical tem necessidades especiais. Temos maestro, orquestra. O teto de R$ 10 milhões não faz a conta fechar. Um projeto que ficará seis meses em cartaz pode precisar de mais do que isso. Cada caso deveria ser analisado individualmente — questiona a produtora. — Esse teto pode ser ampliado para projetos voltados a regiões como Nordeste, mas e os teatros de lá? Há funcionários suficientes? Todos nós queremos viajar, mas como fazer? O buraco é mais embaixo.
Para Carla Camurati, cineasta e ex-presidente do Teatro Municipal, o teto dos cachês pode atrapalhar a música clássica.
— Uma ópera, por exemplo, precisa de uma voz específica, alguém especial. Nesse caso, pode ser um problema. Enfim, o dia a dia vai mostrar os problemas, mas só o fato de o ministério estar se propondo a realizar transformações é algo bom. Antes, estava difícil para todo mundo — diz Carla.
Em relação aos ingressos, serão mantidas as regras de 30% de gratuidade e de 20% das entradas limitadas a R$ 50(valor do valecultura). Os demais ingressos deverão ter um preço médio de R$ 150.
O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, José Paulo Martins, destacou que a nova regulamentação foi debatida com órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU), e recebeu contribuições de produtores. Ele destacou que a partir de agora serão dadas prioridades de análise aos projetos já admitidos na primeira etapa e que consigam captar 10% do valor total. A expectativa é de reduzir em 60% o volume de trabalho nessa área. As exigências prévias para apresentação das propostas também vão aumentar.
“O fato de o MinC se propor a realizar mudanças é algo bom. Antes, estava difícil para todo mundo” Carla Camurati Cineasta e ex-presidente do Teatro Municipal
“Tudo o que vem para democratizar e facilitar os processos é bem-vindo” Renata de Almeida Diretora da Mostra de Cinema de SP
“Em relação ao teto do ingresso, já temos entrada compatível com a renda familiar” Tatiana Zaccaro Diretora do Núcleo Bienal na Fagga/GL
MUDANÇAS EM ANÁLISE
Prestação de contas on-line é vista como positiva; festas literárias não devem sofrer impacto das regras
De instrumento fundamental para o financiamento da cultura brasileira a legislação impossível de ser cumprida. Produtores ouvidos pelo GLOBO divergem sobre a Lei Rouanet, mas defensores e críticos concordam que mudanças eram necessárias. O ponto positivo apontado por todos é a maior transparência, da apresentação do projeto à prestação de contas, trazida pela nova Instrução Normativa, apresentada ontem pelo ministro da Cultura, Roberto Freire. Contudo, alguns produtores ressaltam que o teto para cachês pode inviabilizar algumas produções.
Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR), destaca que a prestação de contas online, em paralelo à execução, permite que o proponente encerre o projeto com as contas fechadas. Barata aponta outra boa notícia para os produtores:
— A melhor notícia é que o valor de cada item poderá ser alterado dentro de um limite de até 50%, sem autorização prévia do ministério. No ato da inscrição dos projetos, estamos inseridos numa realidade econômica. Na execução, geralmente passado, no mínimo, um ano, a realidade do país e do setor cultural, certamente, já possui outra configuração.
As mudanças não devem afetar as festas e feiras literárias. Os organizadores explicam que os eventos, hoje, já estão enquadrados abaixo do teto estabelecido pelas novas regras. Tatiana Zaccaro, diretora do Núcleo Bienal na Fagga/GL Events Exhibitions, que realiza a Bienal do Livro do Rio junto ao Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), disse que o evento recebeu as alterações com tranquilidade, pois utiliza a lei federal de incentivo à cultura há muito tempo e nunca teve problemas.
— Em relação ao teto para o valor dos ingressos, a Bienal já tem uma entrada compatível com a renda familiar média, pois o intuito é possibilitar o acesso a um extrato maior da sociedade carioca. Além de receber gratuitamente mais de 170 mil alunos por meio do programa de visitação escolar, professores, educadores, profissionais do livro e autores também têm acesso gratuito ao evento — explica Tatiana.
A Associação Casa Azul, que realiza a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), informou, em nota, que já está adequada às novas regras, pois oferece ingressos a preços populares e tem cotas de gratuidade, além de orçamento inferior ao teto estabelecido. Por ser uma entidade sem fins lucrativos, a Casa Azul afirma que “reinveste toda e qualquer receita excedente em suas próprias atividades culturais”.
Já Afonso Borges, idealizador e curador do Festival Literário de Araxá (Fliaraxá), destaca que o grande diferencial da nova regulamentação apresentada pelo MinC é buscar redistribuir geograficamente os recursos da Lei Rouanet.
— Isso nunca foi tentado antes. E mais: o olhar dedicado do ministro Roberto Freire à questão do livro e da leitura pode fazer diferença na sua gestão — afirma Borges.
Jerônimo Vargas, diretor da Base Eventos, que faz a LER — Salão Carioca do Livro, vê com bons olhos o limite para microempresas estabelecido pela nova regulamentação do MinC. Pela nova norma, o valor máximo autorizado para captação por empresário individual (MEI) ou pessoa física é de R$ 700 mil. Vargas torce por mais agilidade no processo de aprovação de projetos.
— Não creio que vá haver mudança para as feiras literárias, que ficam abaixo do teto. Acho que o mais importante é ter agilidade maior na aprovação. O tempo para aprovar é tão grande que muitos projetos são cancelados no caminho.
Colaboraram as equipes de Cultura e Arte do Rio e de São Paulo
“A MELHOR NOTÍCIA É QUE O VALOR DE CADA ITEM PODERÁ SER ALTERADO DENTRO DE UM LIMITE DE ATÉ 50%” EDUARDO BARATA Presidente da APTR
“O OLHAR DEDICADO DO MINISTRO À QUESTÃO DO LIVRO E DA LEITURA PODE FAZER DIFERENÇA NA SUA GESTÃO ” AFONSO BORGES Idealizador e curador do Fliaraxá
“NÃO CREIO QUE VÁ HAVER MUDANÇA PARA AS FEIRAS LITERÁRIAS, QUE FICAM ABAIXO DO TETO” JERÔNIMO VARGAS Diretor da Base Eventos
“O TEATRO MUSICAL TEM NECESSIDADES ESPECIAIS. O TETO DE R$ 10 MILHÕES NÃO FAZ A CONTA FECHAR” RENATA BORGES Produtora de musicais

Por Eduardo Bresciani e Leonardo Cazes, em O Globo

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quarta-feira, 22 de março de 2017

Andrea Beltrão interpreta 'Antígona' no Festival de Curitiba


Atriz comemora 40 anos de carreira e se apresenta sozinha no palco pela 1ª vez; a famosa tragédia grega é de Sófocles.
Com apresentações marcadas para os dias 5 e 6 de abril no Festival de Curitiba, a peça “Antígona”, de Sófocles é um alerta do que pode acontecer a governos tiranos, quando as autoridades colocam os interesses ditos públicos acima dos da população.
Interpretada por Andrea Beltrão, “Antígona” tem direção de Amir Haddad e tradução de Millor Fernandes. Como desafio, o diretor e a atriz encararam a viagem até a raiz do mito que originou um texto – já tantas vezes montado – num trabalho de reescrita cênica de uma obra-prima. Este é o primeiro solo de Andrea Beltrão, que completa 40 anos de carreira.
“Antígona” foi escrita em 441 A.C. e é reconhecida por enaltecer o poder feminino. A jovem Antígona é a última descendente dos que originaram a cidade de Tebas, na Grécia.
Filha da relação incestuosa entre Jocasta e Édipo – de quem, portanto, é filha e irmã – é condenada por desobedecer seu tio Creonte, então rei de Tebas. O rei havia proibido que seu irmão, Polinice, tivesse um enterro conforme as tradições religiosas de seu povo.
Antígona enterra o seu morto, desobedece ao Estado e paga com a vida sua desobediência civil. Porém, essa condenação também tem um preço para o rei tirano.
Uma das preocupações da montagem é colocar as pessoas a par dos acontecimentos míticos. Na Grécia antiga, o público sabia de antemão sobre os personagens que apareciam e eram citados no texto: o temperamento, a genealogia e a história dos deuses e mitos fazia parte do cotidiano. Então, a partir disso, o público consegue ir mais a fundo na mensagem de Sófocles.
Amir Haddad
Amir Haddad dirigiu grupos alternativos na década de 1970 e fundamentou uma linha de trabalho que inclui a disposição não convencional da cena, a desconstrução da dramaturgia, a utilização aberta dos espaços cênicos e a interação entre atores e espectadores. Na década de 80 fundou o Grupo Tá na Rua, do qual faz parte até hoje. No Festival de Curitiba ele participa com duas montagens.
Sobre o Festival
A 26ª edição do Festival de Curitiba começa em 28 de março. A programação segue até 9 de abril com artistas em espetáculos para todas as idades e bolsos. Na Mostra Oficial serão 38 atrações, três internacionais e oito estreias nacionais. Confira a grade de programação.
O Fringe, recorte do festival com participação livre, sem curadoria, completa 20 edições e terá 11 mostras especiais – uma delas portuguesa, com 5 espetáculos. Ao todo, são 303 montagens em cartaz, 45 delas com apresentações de rua e 66 espetáculos gratuitos.
Além dos espetáculos, performances, intervenções e dos dois shows musicais, a programação inclui ainda uma série de ações, oficinas, conversas após as peças, encontro de crítica e curadoria e outras atividades de estimulo à formação do pensamento, às trocas entre artistas e entre artistas e público. Confira o guia oficial do festival.
Quer saber mais sobre o Festival? Acesse Festival de Curitiba 2017.
G1

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Saci Pererê




Travesso, o negrinho de uma perna só, cachimbo e gorro vermelho é a mais conhecida e admirada lenda do folclore brasileiro.
Conforme a mitologia, o saci, além das algazarras e brincadeiras, integra-se à luta pela sustentabilidade ambiental. 
Nesta peça teatral, misturam-se ação e aventura, com uma espécie particular de Saci, os Saçurás - cruéis e impiedosos - intervindo na vida política e infernizando a vida dos cidadãos de uma pequena cidade do interior.
Caminhe com o autor e descubra o quão importante é a lenda do Saci para a consolidação da cultura popular brasileira.
Tamanha é sua importância que até mesmo um dia especial foi instituído em sua homenagem: 31 de outubro.
A maior coleção interagindo educação, teatro e folclore já lançada no país. São dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.

Veja os livros que compõem a Coleção:
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terça-feira, 21 de março de 2017

Mostra Internacional de Teatro traz espetáculos de seis países para São Paulo


Segue até esta terça-feira (21), na capital paulista, a quarta edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp). O evento, que teve início no dia 14, apresenta dez espetáculos de seis países: África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, Chile e Líbano. Os ingressos para as peças custam R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira) e as atividades de formação e reflexão são gratuitas.
A organização destaca que, desde a primeira edição (2014), a mostra privilegia a experimentação e a investigação em artes cênicas. “Não é só teatro em si, ou o que a gente entende a priori como teatro, mas um teatro que trabalha com artes plásticas, com cinema, que trabalha com dança, com música, documentário. A própria cena contemporânea traz essa hibridez que expande a ideia de teatro”, explica Andreia Duarte, coordenadora do eixo reflexivo e pedagógico da mostra.
Nesta edição, o libanês Rabih Mroué ganhou uma mostra especial com a apresentação de três espetáculos: Revolução em Pixels, Tão Pouco Tempo e Cavalgando Nuvens. “O ator, dramaturgo e artista visual nascido em Beirute se apropria do contexto de conflito e de guerra no Oriente Médio desconstruindo narrativas e imagens”, destaca a curadoria.
As montagens ocupam vários espaços da cidade: Auditório do Ibirapuera, Itaú Cultural, Sesc Vila Mariana, Sesc Pinheiros, Sesc Belenzinho, Teatro João Caetano, Centro Cultural São Paulo (CCSP) e Theatro Municipal de São Paulo.
Racismo em dabate
A atual conjuntura do país é um tema que perpassa os eixos da direção artística do evento. Um desses temas é a questão “da negritude, do racismo, do protagonismo negro e do empoderamento”. Pelo menos três espetáculos abordam o tema: Branco: o cheiro do lírio e do formol; A Missão em Fragmentos: 12 cenas de descolonização em legítima defesa; e Black Off.
Nesse sentido, a MITsp promove também o seminário “Discursos sobre o Não Dito: racismo e a descolonização do pensamento”. Entre os convidados, estão a intelectual sul-africana Nicky Falkof, da Universidade de Witwatersrand (Joanesburgo); a historiadora Giovana Xavier; a socióloga norte-americana Patricia Collins; e a filósofa Djamila Ribeiro. O seminário ocorre segunda e terça (20 e 21).
Por Camila Maciel, da Agência Brasil



Caixa 1, ou caixa 2, ou caixa 3: CRIME!!!


Nos três anos, a luz de alerta
'Não existe essa história de caixa 1, ou caixa 2, ou caixa 3. Se vier de dinheiro ilícito, constitui-se em ilícitos previstos na legislação penal' Cármen Lúcia Presidente do Supremo Tribunal Federal 'Basta uma noite no Congresso Nacional que toda uma investigação pode cair por terra' Carlos Fernando dos Santos Procurador Regional da República 'O sistema, creiam em mim, é feito para não funcionar; é feito para produzir prescrições' Luís Roberto Barroso Ministro do Supremo Tribunal Federal
No 3º aniversário da Lava-Jato, a presidente do STF, Cármen Lúcia, disse que caixa 2 é crime e criticou o debate sobre anistia: 'Não existe essa história de caixa 1, caixa 2 ou caixa 3. Se vier de dinheiro ilícito, está previsto na legislação penal.' Procuradores alertaram para 'órgãos que tentam impedir' a operação. -RIO E CURITIBANo terceiro aniversário da operação que abalou o país, o cenário é de alerta máximo. Enquanto políticos buscam anistiar crimes apontados pela Lava-Jato e mudar as regras do jogo eleitoral, a reação da força-tarefa foi uníssona, em Curitiba, e mostrou os riscos das ações que estão sendo discutidas no Congresso. No Rio para participar do fórum 'E agora, Brasil?', promovido pelo GLOBO em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, voltou a criticar os fundamentos de um possível acordão para livrar investigados de crimes eleitorais:
Não existe essa história de caixa 1, ou caixa 2, ou caixa 3. Se vier de dinheiro ilícito, constitui-se em ilícitos previstos na legislação penal. E tudo que for ilícito e crime tem de ser apurado e punido.
Em entrevista coletiva para marcar os três anos da Lava-Jato ontem, em Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse que a operação 'chegou a um momento de culminncia' e alertou sobre 'órgãos que tentam impedila'. Segundo o procurador, 'há tentativas de derrubar a Lava-Jato', e a população precisa ficar atenta a isso.
A classe política tentou, no fim de 2016, passar projetos de anistia, de responsabilização
de procuradores (...). Temos boa parte do Legislativo e do Executivo contra a investigação. Temos órgãos que tentam impedi-la. É um momento de felicidade, mas de muita tensão, de muito cuidados ? disse Carlos Fernando. Basta uma noite no Congresso Nacional que toda uma investigação pode cair por terra alertou.
Coincidentemente, os três anos da Lava-Jato vieram na mesma semana em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou 83 pedidos de abertura de inquérito ao STF baseados na delação da Odebrecht, a mais extensa de todas feitas desde o início da operação e que pode atingir mais de cem políticos com foro privilegiado.
Em entrevista para Jorge Bastos Moreno na rádio CBN, Cármen também defendeu uma consulta pública para discutir a reforma política. O sistema brasileiro precisa ser repensado. Está na hora de cumprirmos o artigo 14º da Constituição, que estabelece como mecanismo de participação direta do povo o referendo e o plebiscito. O artigo 1º diz que o povo é soberano. Logo, ele que deve decidir em última inst-ncia afirmou a ministra.
Também no Rio, outro ministro do STF falou sobre corrupção no dia do aniversário da LavaJato. Em aula inaugural do curso de Direito da PUC-Rio, Luís Roberto Barroso criticou o foro privilegiado:
O STF leva, em média, um ano e meio para receber uma denúncia; um juiz de 1º grau leva, em média, 48 horas. O sistema, creiam em mim, é feito para não funcionar; é feito para produzir prescrições. E ele produz. Claro que pontualmente alguém é punido aqui e ali. Mas, desde que o Supremo passou a julgar parlamentares, já prescreveram mais de seis dezenas de casos.
Em Curitiba, ao responder sobre casos concretos que podem impedir acordos de cooperação internacional na Lava-Jato, o procurador Carlos Fernando citou que o Tribunal de Contas da União (TCU) tem uma 'visão equivocada' sobre os pedidos de leniência e que isso 'vai impedir que esses acordos sejam celebratica, com o poder Executivo'.
O procurador fez referência a uma decisão do TCU que altera a forma de negociação de acordos de leniência para impedir o que seria 'favorecimento' das empresas. A decisão impede que o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) suspenda processos de investigação contra empresas que têm interesse em firmar acordos de leniência. Para ele, isso pode 'tornar inviáveis os futuros acordos firmados pela Lava-Jato porque vai punir as empresas que colaborarem'.
Ao lado de Carlos Fernando, o procurador Deltan Dallagnol criticou o 'foro privilegiado sem paralelo no mundo' e disse que a sociedade não pode colocar responsabilidade excessiva sobre o Judiciário.
Ele citou o caso da operação Mãos Limpas, na Itália, onde, logo após o seu término, os índices de corrupção se mantiveram os mesmos ou aumentaram. Segundo ele, a pressão da população arrefeceu. Se a Lava-Jato não for ampliada para outros níveis além do federal, diz o procurador, a tendência é de ser apenas um 'ponto fora da curva' que não modifica o padrão de corrupção:
Na Itália houve esperança excessiva no Judiciário. É preciso aprender com os erros alheios do que permanecer no mesmo erro.
A cooperação internacional pautou a coletiva dos representantes da Lava-Jato, que teve a participação de Vladimir Aras, secretário de Cooperação Internacional da ProcuradoriaGeral da República (PGR), e do representante da Unidade de Inteligência do Serious Fraud Office, do Reino Unido, Marc Brown, que elogiou a Lava-Jato.
Deltan disse que houve cooperação entre a Lava-Jato com mais de um quinto dos países do mundo nesses três anos e que foram repatriados o montante recorde de R$ 756,9 milhões de vários países nos últimos três anos valor muito maior do que os R$ 45 milhões que haviam sido repatriados ao Brasil via acordos internacionais em toda a sua História. 
A Lava-Jato significa um rompimento do ciclo de corrupção no país disse Deltan, que disse não saber o que mudou no país. ? É apenas um ponto fora da curva ou significa que o país vai trilhar em trilhos menos corruptos?
Cármen e Barroso não são os únicos ministros a falar sobre foro. Celso de Mello já fez críticas ao alcance do benefício:
A Constituição, pretendendo ser democrádos foi aristocrática na prerrogativa de foro. Eu pessoalmente sou contra.
Relator da Lava-Jato na Corte, Edson Fachin sugere que o foro exista apenas para crimes praticados no exercício do mandato:
Eu, já de muito tempo, tenho subscrito uma visão crítica do chamado foro privilegiado, por entendê-lo incompatível com o princípio republicano, que é o programa normativo que está na base da Constituição brasileira.
Depois da manifestação dos dois colegas, o ministro Gilmar Mendes disse, em março, que o foro deve ser mantido como mecanismo de "preservação da institucionalidade'. O envio de casos de autoridades para a 1ª inst-ncia não resultará em eficiência nos processos:
Não se pode, em mecanismo de auto engodo (sic), descobrir que o problema da Justiça Criminal está na prerrogativa de foro.
Amanda Audi, colaboraram Juliana Castro, Gabriel Cariello e Maurício Ferro. O Globo

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O teatro greco-romano




A cultura greco-romana constitui a base da civilização ocidental.

É impossível ao homem contemporâneo projetar seus passos em direção ao futuro sem antes mergulhar neste extraordinário passado, nos valores e paradigmas que – estruturados na antiguidade clássica – moldam sua forma de ser, agir e pensar.

Conhecer, portando, como os gregos e romanos estabeleciam suas relações políticas e socioculturais, nada mais é que desbravar o oceano fecundo e profundo onde repousam nossas origens e universo interior.

Mais estimulante é estabelecer essa abordagem adotando o teatro como linha mestra, como fio condutor dessa jornada histórica, dessa aventura épica.

Antecedendo as peças teatrais, conceitos e relevantes informações auxiliam o leitor na empreitada. Atuam como um mapa do caminho, uma singela bússola, providencialmente disponibilizados para assegurar a tranquilidade da viagem.   

A Coleção Teatro greco-romano conta com quatro volumes. São quatro livros, quatro peças teatrais que abordam treze das mais importantes lendas da mitologia antiga:

Livro 1: O mito de Sísifo;
Livro 2: O mito de Midas;
Livro 3: A Caixa de Pandora; e
Livro 4: O mito de Édipo.

O conjunto permite compreender o universo peculiar da cultura greco-romana. Seus mitos, o imaginário coletivo, as relações políticas e de poder, as tramas e as tragédias antigas... É o universo clássico repercutindo diuturnamente a máxima de que os tempos são outros, os séculos e milênios prosperam, mas os valores individuais e coletivos, com ligeiras variações, permanecem, quase sempre, inalterados. 

As 13 mais belas lendas da mitologia clássica
As 13 lendas da mitologia greco-romana abordadas nas quatro peças teatrais:
1.  Saturno;
2.  Júpiter;
3.  Vulcano;
4.  Baco;
5.  Sileno;
6.  Minerva;
7.  Apolo;    
8.  Sísifo;
9.  Midas;
10. Prometeu;
11. Pandora;
12. Édipo e Jocasta;

13. Eteócles, Polinice e Antígona

Os quatro volumes da coleção estão disponíveis para vendas aqui.