domingo, 22 de julho de 2018

Anima Mundi leva mais de 500 filmes ao Rio de Janeiro


O Rio de Janeiro recebe o maior festival de animação da América Latina, o Anima Mundi, que exibirá 576 curtas e longas metragens até 29 de julho. 
As atrações do festival, que está em sua 26ª edição, estão distribuídas em espaços do centro da cidade, como o Cine Odeon, Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa França Brasil e o Centro Cultural dos Correios, e incluem oficinas e sessões a preços populares e até gratuitas. A programação completa pode ser conferida no site do evento.
O diretor do festival, Mauro Magalhães, concedeu uma entrevista ao programa Arte Clube, da Rádio MEC, em que contou que o festival deste ano seguiu a tendência de bater recorde de participação de produções nacionais. 
"O festival existe para isso, para fomentar a criação de uma indústria de animação e um ambiente que insira cada vez mais a animação na cultura brasileira. E isso está acontecendo", disse.
Serão 108 produções nacionais e filmes de cerca de 40 países na edição deste ano, que contará com a presença do diretor de animação Carlos Saldanha, consagrado com filmes como A Era do Gelo e Rio. O diretor vai premiar estudantes de animação que participam da mostra competitiva. 
Um dos destaques da edição deste ano é a exibição de produções que envolvem realidade virtual, inserindo o espectador no cenário dos filmes "Essa é uma tendência forte do audiovisual, botar a pessoa dentro da experiência e ela ter um percurso para caminhar e interagir com os personagens", disse Mauro Magalhães.
O Anima Mundi segue para São Paulo em 1º de agosto. Na capital paulista, o evento será realizado no Memorial da América Latina. 
EBC

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sábado, 21 de julho de 2018

Clássico do cinema de guerra, "O Resgate do Soldado Ryan" completa 20 anos


Em meio ao horror, na linha de frente da batalha, sem piedade nem anestesia. Assim o diretor Steven Spielberg situou o espectador em "O Resgate do Soldado Ryan", um clássico que levou ao cinema a morte, o caos e o desespero das guerras.
O filme, que estreou há exatos 20 anos, em 21 de julho de 1998, tem quase três horas, mas, apesar de estar repleto de momentos brilhantes, concentra sua maestria nos 20 primeiros minutos, nos quais Spielberg recriou de forma muito crua os desembarques da Normandia na Segunda Guerra Mundial.
"A praia de Omaha (um dos setores da operação militar) foi uma carnificina. Com isso em mente, não queria trazer minha voz americana para idealizar o que realmente aconteceu: tentei ser o mais brutalmente honesto que pude", afirma o cineasta no "making of" do filme.
Como se fosse um dos soldados das tropas aliadas, a câmera de Spielberg se colocou, desde o primeiro momento, nas lanchas nas quais os militares esperavam, espremidos e aterrorizados para encarar uma morte mais que provável diante das metralhadoras nazistas.
Vômitos, tremores de mãos, orações desesperadas: nos desembarques de "O Resgate do Soldado Ryan" não havia lugar para mensagens heroicas ou patrióticas, mas sim para o terror mais humano.
De fato, a obsessão de Spielberg, que cinco anos antes tinha dirigido o filme sobre o Holocausto "A Lista de Schindler" (1993), era ser o mais realista possível, como se rodasse um documentário bélico.
"As cenas de combate eram como imagens de um noticiário. Sentíamos que éramos como repórteres de guerra", indicou o cineasta sobre a estética de documentário que, com a câmera na mão e sem trilha sonora, usou nas cenas iniciais do filme.
Ainda alguns anos antes de os efeitos digitais mudarem totalmente as filmagens das superproduções, "O Resgate do Soldado Ryan" usou 1.500 figurantes, muitos deles reservistas irlandeses, para reimaginar durante 15 dias em uma praia do sul da Irlanda os desembarques da Normandia.
"A preparação e planejamento foram imensos e, do orçamento total de US$ 65 milhões, estima-se que US$ 12 milhões foram gastos filmando (os desembarques)", disse em 2006 ao jornal irlandês "Irish Independent" o produtor Mark Huffam.
No entanto, Spielberg tinha claro que não queria tomadas aéreas ou sequências espetaculares, já que o principal destes primeiros 20 minutos de "O Resgate do Soldado Ryan" tinham que ser os detalhes, os pequenos episódios dramáticos e perigosos em cada canto da cena.
O mar avermelhado pelo sangue, o soldado amputado que procura seu braço mutilado entre os disparos, militares afogados pelo peso dos seus equipamentos, os capelães e enfermeiros fazendo o impossível, e um jovem em lágrimas e completamente paralisado foram apenas pequenos detalhes, que só apareceram por alguns segundos, mas que serviam para refletir o horrendo desastre das batalhas.
Com esta visão muito humana e nada estilizada da guerra, "O Resgate do Soldado Ryan" arrecadou US$ 482 milhões, o que o transformou no segundo maior sucesso de bilheteira de 1998, atrás apenas de "Armagedon".
Com Tom Hanks como protagonista, o filme também contou com um Matt Damon em ascensão, depois de ter brilhado em "Gênio Indomável" (1997), e um desconhecido Vin Diesel, que ainda estava longe das corridas e da adrenalina da saga "Velozes e Furiosos".
Selecionado em 2014 para integrar a coleção da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, "O Resgate do Soldado Ryan" deslumbrou a crítica e levou cinco estatuetas do Oscar, mas não ganhou na categoria de melhor filme, que foi para "Shakespeare Apaixonado" (1998).
De qualquer forma, permanece como um retrato muito comovente e audaz da guerra e também, nas palavras do diretor, como um símbolo de esperança na escuridão.
"Realmente não há nenhuma lição, já que todos sabemos que a guerra é um inferno. Seja um filme realista da Segunda Guerra Mundial ou um filme ruim não muito realista, a mensagem é a mesma em cada uma das histórias: a guerra é um inferno", disse Spielberg.
"Portanto, a outra história que me atraiu neste filme é como encontrar a decência dentro do inferno", destacou o cineasta.
Por David Villafranca, na EFE.

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Tarantino antecipa estreia de "Once Upon a Time in Hollywood" em 2 semanas


O cineasta Quentin Tarantino estreará seu filme "Once Upon a Time in Hollywood" em 26 de julho de 2019, duas semanas antes da data original do seu lançamento, que estava previsto para 9 agosto de 2019, informou nesta quarta-feira o site da revista especializada "The Hollywood Reporter".
Com esta mudança, a produção protagonizada por Brad Pitt e Leonardo DiCaprio já não estreará no aniversário de 50 anos do assassinato da atriz Sharon Tate, um crime que faz parte do argumento deste filme.
No elenco estelar desta produção aparecerão também Al Pacino, Margot Robbie, Burt Reynolds, Damian Lewis, Emile Hirsch e Dakota Fanning.
"É uma história que acontece em Los Angeles em 1969, no apogeu da Hollywood hippie. Os dois protagonistas são Rick Dalton (DiCaprio), uma antiga estrela de westerns televisivos, e seu dublê Cliff Booth (Pitt). Os dois têm problemas para triunfar em uma Hollywood que já não reconhecem. Mas Rich tem uma vizinha muito famosa... Sharon Tate", antecipou Tarantino em março.
Tate, esposa do diretor Roman Polanski, foi uma das nove pessoas que morreram nas mãos de Charles Manson e a seita "A Família", cujos crimes comoveram a sociedade americana e marcaram simbolicamente um ponto à parte na contracultura dos anos 60.
Manson foi condenado a prisão perpétua e morreu em 19 de novembro do ano passado aos 83 anos.
Pitt e DiCaprio já trabalharam com Tarantino; o primeiro participou de "Bastardos Inglórios" (2009), enquanto o segundo atuou em "Django Livre" (2012).
"Trabalhei neste roteiro durante cinco anos e vivi no condado de Los Angeles a maior parte da minha vida, incluindo 1969, quando tinha sete anos. Estou muito emocionado em contar esta história de um Los Angeles e de uma Hollywood que já não existem", acrescentou Tarantino.
"Once Upon a Time in Hollywood" será o primeiro filme do diretor que não contará com o apoio do produtor Harvey Weinstein, que apostou nele desde "Cães de Aluguel", mas cuja reputação na indústria audiovisual afundou depois que dezenas de mulheres lhe acusaram de diferentes episódios de abuso sexual.

EFE

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Ministério reforça ações de combate às fake news sobre vacinas


Em meio à baixa cobertura vacinal e pelo menos dois surtos de sarampo no país, o governo federal reforça ações de comunicação para combater as chamadas fake news relacionadas à imunização. A estratégia do Ministério da Saúde, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e outros órgãos visa a minimizar os prejuízos causados à população pelo compartilhamento de informações equivocadas sobre efeitos das vacinas.

Por meio de nota, a pasta informou que conta com uma equipe de monitoramento responsável por analisar as principais notícias de saúde no meio digital, tanto em portais de notícias quanto nas redes sociais. Em 2017, foram recebidos mais de 2,2 mil alertas. Este ano, até o momento, foram mais de mil.

'Todos eles são analisados pela assessoria de comunicação e, caso necessário, é realizada uma intervenção ativa para esclarecer o posicionamento do Ministério da Saúde', informou a pasta, por meio de nota.

De acordo com o ministério, uma publicação esclarecendo que não existe o subtipo H2N3 do vírus influenza no Brasil - boato que circulou nas redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens no início do mês de abril - registrou 22.030 compartilhamentos, 1.580 comentários, 11.890 reações (curtidas e afins) e alcançou 2,2 milhões de pessoas, na página oficial da pasta no Facebook.

Sarampo e pólio

Entre os dias 6 e 31 de agosto, o ministério promove a Campanha Nacional de Seguimento contra o Sarampo e a Poliomielite. O foco da vacinação são crianças com idade entre 1 e 5 anos incompletos.
EBC



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