quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Giordano Bruno, o homem executado na fogueira do Santo Ofício por revelar que o universo é infinito


17 de fevereiro de 1.600 é uma data fatídica. Neste dia, um herege foi executado no Campo das Flores, em Roma. Giordano Bruno foi aprisionado, torturado e, após dois julgamentos, condenado a morrer na fogueira do Santo Ofício. Seu crime? Acreditar na ideia de que o universo é infinito, de que ao redor de cada estrela gravitam planetas, e na concepção de que cada planeta irradia vida.

Ex monge dominicano, nos oito anos em que padeceu na prisão foi submetido a todo tipo de violência e opressão para que se retratasse, renegando suas convicções. O brutalizaram em vão. A congregação católica não logrou o êxito que obteria, poucos anos depois, com Galileu Galilei. Este, para não morrer na fogueira, teve que, de joelhos, abjurar toda a sua consistente obra científica e filosófica.

A ortodoxia da Igreja Católica de então concebia a terra como um planeta único no universo, resultado da intervenção direta de Deus. Um axioma que – em hipótese alguma – poderia ser questionado.

Mas, Giordano Bruno descortinou, antes da invenção do telescópio, a infinitude do universo. E que na imensidão do cosmos, existia não um, mas um número infinito de planetas. Sendo assim – questionaram os guardiões da fé – “cada planeta teria o seu próprio Jesus? Heresia! Blasfêmia! Sacrilégio! ”.

Suas ideias, formulações e livros foram proibidos, incinerados e incluídos no Index Librorum Prohibitorum, o Índice dos Livros Proibidos. 

Num ato de misericórdia, os condenados, antes de arderem no fogo da santa fogueira, eram estrangulados e mortos. Mas com Giordano Bruno foi diferente. Suas formulações representavam uma ameaça de tal dimensão aos alicerces da doutrina católica que a sentença estabeleceu que morresse diretamente em decorrência das chamas, línguas de fogo e labaredas originárias da fogueira. Seu pecado? Declarar que a terra não era o único planeta criado por Deus.

Este é o esteio de onde emerge a peça teatral “Giordano Bruno, a fogueira que incendeia é a mesma que ilumina”.

A trama se desenrola no intervalo entre a condenação do filósofo italiano e a aplicação da pena de morte. A ficção contextualiza o ambiente de transição entre a baixa idade média e a idade moderna. O ambiente de ‘caça às bruxas’, o absolutismo e o autoritarismo políticos, a corrupção endêmica, o feudalismo e a ascensão da burguesia, a ortodoxia e os paradigmas religiosos, o racionalismo e o iluminismo compõem o substrato por onde se movimentam as personagens da peça.

O conselheiro do papa Clemente VIII, o octogenário Giovanni Archetti, comanda - do Palácio do Vaticano - uma intrincada rede de corrupção e, através dela, planeja desposar a mais bela jovem da Europa, Donabella de Monferrato. A formosa mulher admira e integra um grupo de seguidores de Giordano Bruno. Para convencê-la acerca do matrimônio, o poderoso velhaco tenta ludibriá-la e mente, afirmando que promoverá a revisão do julgamento do famoso filósofo, anulando a pena de morte imposta. Sem ser correspondido, o poderoso Giovanni Archetti ama Donabella, que é amada pelo noviço Enrico Belinazzo, um jovem frade de corpo atlético que, por sua vez, é amado pelo vetusto padre Lorenzo, o diretor do seminário. 

De modo que conflitos secundários são explorados evidenciando os paradigmas da baixa idade média, os fundamentos dos novos modelos, dos novos arquétipos que surgiam em oposição ao poder do imperador do Sacro Império, do Papa e dos reis; o ocaso do feudalismo, suplantado pela burguesia que emerge como a nova classe dominante; a degeneração da política e a degradação moral e dos costumes. 

Adentre este universo povoado por conflitos, disputas, cizânias e querelas. Um enredo que, lançando mão de episódios verídicos da narrativa histórica, ambienta novelos densos e provocativos instigando os leitores a responder se o autoritarismo e a corrupção que vincaram o interim entre os séculos XVI e XVII não seriam equivalentes – em extensão, volume e vilania - aos verificados nos dias de hoje.
Para saber mais, clique aqui.
Para comprar o seu livro, clique aqui.

Mutirão carcerário no Amazonas liberta 432 presos provisórios

Manaus - Portão principal do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na capital amazonense (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo/Agência Brasil
A primeira semana de mutirão carcerário no Amazonas resultou na concessão de liberdade a 432 presos provisórios. Parte deles, segundo o Tribunal de Justiça do estado (TJAM), terá que usar tornozeleira eletrônica. A medida é parte das providências tomadas pelo governo estadual para reduzir a massa carcerária que superlota cadeias e reduzir a tensão no sistema prisional.
O presidente do TJAM, Flávio Pascarelli, esclareceu que os processos estão sendo analisados com cuidado e critério, para decidir se a liberdade ou a adoção de medidas alternativas de cumprimento da pena são as mais recomendadas em cada caso. Em 13 municípios do interior do estado, por exemplo, foram analisados 665 processos, com a decisão pela concessão de liberdade provisória a 29 desses réus.
“Vamos avaliar, criteriosamente, se as condições da prisão preventiva ou provisória permanecem. Essa análise é feita pelo juiz, promotor e defensor público ou advogado. E acredito que, em se tratando de alguém que ofereça perigo à sociedade, a liberdade não será concedida”, disse Pascarelli ontem (17), na sede do TJAM.   
Um exemplo desse critério citado por Pascarelli está na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Lá, foram analisados 79 processos de réus presos provisoriamente. Desses, foi concedida liberdade a apenas dez - quatro deverão usar tornozeleira e dois também terão que cumprir medidas protetivas. Para auxiliar no mutirão, a Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas cedeu 50 advogados voluntários.
Recapturas
O governo do estado, por sua vez, continua trabalhando nas buscas aos fugitivos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) após a rebelião dos dias 1º e 2 de janeiro. Segundo o governo foram recapturados 83 presos saídos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e do Compaj. Com isso, 142 detentos ainda estão foragidos.

Marcelo Brandão 

____________





Você não pode deixar de ler a comédia que disseca as entranhas do judiciário brasileiro:

A expressão latina “castigat mores ridendo” que, numa tradução livre poderia significar “rindo se corrige a moral” é uma locução que parece ter sido moldada para justificar a peça teatral “O juiz”.

No texto, o autor utiliza a comédia para desvelar a farsa em que acabou se constituindo o poder judiciário num país imaginário, denominado Banânia, que, evidentemente, nenhuma semelhança guarda com o Brasil de hoje e, muito menos, com a porção latina do continente americano. 

A farsa, no teatro grego antigo, ao contrário do que muitos apregoam, não é uma forma dramática nova e sim uma variação da comédia. Apenas acentua as situações onde predominam o ridículo e o cômico, exatamente os eixos estruturantes sobre os quais Antônio Carlos desenvolveu a trama. Por sua vez, a palavra “comédia” é originária do grego “komoidia”, e seu sentido lato é folia, divertimento. A comédia grega está ligada ao inusitado, ao pitoresco, ao excêntrico. É franca e, mesmo, obscena. A confusão - de não poucos - é identificá-la tão somente com o sorriso fácil e a alegria despretensiosa. Porque pode despertar reações tão opostas como o desprezo e a arrogância. 

A partir da idade média, com a Commedia dell’Arte, o gênero passou a se constituir no preferido dos artistas para conduzir a crítica política e social, de modo a manterem-se protegidos da censura e da repressão governamental.

Na peça “O juiz”, Antônio Carlos aborda questões latentes em autores como Aristóteles (Política), John Locke (Segundo Tratado do Governo Civil), e Montesquieu (O Espírito das Leis) e que alavancaram o estado moderno e a democracia contemporânea para denunciar – com muito humor e irreverência – a propalada independência dos poderes, o sistema de freios e contrapesos, e a nefasta prevalência do judiciário quando os demais poderes, executivo e legislativo, são, deliberadamente, fragilizados. Uma das personagens da peça chega a se sublevar contra um dos principais ensinamentos de Rui Barbosa: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.

Assim é que, na trama teatral, uma múmia ressuscita de seu milenar sarcófago para transformar um índio no presidente da mais alta corte judiciária do país. O terrível plano é instituir uma ‘república’ onde tão somente as corporações e os partidários do poder tenham vez. Nas palavras do presidente do Supremo Tribunal Nacional, o cacique indígena Morubixaba, um dos protagonistas da peça, “O império que estamos estruturando está acima de tudo e de todos. E aqui, no reino deste novo universo do trabalhadorismo, preside um juiz que potestade alguma poderá corromper, além, naturalmente, de todas as associações, sindicatos, corporações, grupos de interesses e organizações civis, políticas e populares comprometidos com os altos interesses de nosso projeto ideológico popular-progressista-desenvolvimentista, a mais nova vertente do messianismo sebastianista”.

Fatos e episódios ridículos e burlescos são enfocados desnudando a realidade caudilhesca e autoritária das autoridades do continente. Cenas e quadros - de intenso humor e fina ironia – personificam a essência da sátira, num jogo dramático que corrobora a tese de que a melhor maneira de modificar a realidade é revelar o quanto ela é absurda, kafkiana, e rir, gargalhar, divertir-se com a situação, pois que, assim, os costumes políticos e sociais estarão sendo ‘castigados’.
Para comprar o livro, clique aqui.

____________



Coleção estórias maravilhosas para aprender se divertindo

São 10 peças teatrais completas, direcionadas ao público infanto-juvenil:
•Livro 1 – A onça e a capivara ou Não é melhor saber dividir?
•Livro 2 – Eu compro, tu compras, ele compra
•Livro 3 – A cigarra e as formiguinhas
•Livro 4 – A lebre e a tartaruga
•Livro 5 – O galo e a raposa
•Livro 6 – Todas as cores são legais
•Livro 7 – Verde que te quero verde
•Livro 8 – Como é bom ser diferente
•Livro 9 – O bruxo Esculfield do Castelo de Chamberleim
•Livro 10 – Quem vai querer a nova escola.
O teatro e a dramaturgia - ao contrário das demais ramificações da literatura – transcendem o mero prazer, regalo e deleite da leitura bem como os aspectos educativos e pedagógicos intrínsecos às letras.
É isto que o leitor perceberá tão logo adentre as páginas dos livros que compõem a coleção infanto-juvenil.
A leitura dos livros e a reflexão sobre os seus conteúdos poderão remeter o leitor a um universo só possibilitado pelo teatro.
Não por acaso, esta arte milenar tem sido cultuada por todos os povos, do ocidente e do oriente, desde muitos séculos antes de Cristo. De tão importante, os antigos egípcios e gregos chegaram a vincular o teatro aos rituais destinados a homenagear suas divindades e entes sagrados.
A dramaturgia e o teatro continuam mantendo as características que os tornaram imprescindíveis na antiguidade clássica:
- o auxilio para vencer a timidez e desenvolver a autoestima;
- o aprimoramento da oratória e da dicção;
- a aprendizagem quanto à impostação de voz, a postura, a presença cênica;
- os predicados da argumentação lógica e da reflexão crítica;
insumos que, sem dúvidas, qualificam a participação, o que – convenhamos – não é pouca coisa num ambiente social obliterado pela mediocridade. 

Preferencialmente destinada às crianças e à juventude, os livros atendem a todas as faixas etárias, dos pequenos que ainda engatinham na pré-escola e no ensino fundamental, aos jovens de ideias e propósitos que já romperam a terceira idade.
Para saber mais, clique aqui.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sebos virtuais são uma opção prática para o leitor



Depois de uma leitura e talvez uma releitura, possivelmente o livro vai ficar encostado em uma estante apenas acumulando espaço. Uma alternativa seria a venda do produto para um cliente interessado. E isso pode ser feito sem sair de casa por meio do sebo virtual, o nicho de mercado ainda não explorado mas extremamente interessante.

Qual a real diferença entre o livro novo e usado? O conteúdo é o mesmo. E alguns donos são tão conservadores que até plastificam para garantir a originalidade da capa e nem ao menos escrevem seu nome para manter a obra com estado de novo. Foi pensando nisso que o mercado do sebo (um dos mais antigos na venda de livros no Brasil) se tornou tão procurado nos últimos tempos.

Os principais atrativos de uma compra no sebo de obras escritas é o preço baixo. Segundo pesquisa realizada pela Folha de São Paulo em 2015, mais de 25% dos universitários resolveram partir para a compra de livros de segunda mão em algum livreiro online ou em sua cidade.

Comprar livros usados também é uma vantagem quando falamos da categoria material escolar. Pode representar uma economia de mais de 30% no total da lista de compras obrigatório para os pais. Também pode gerar uma nova renda para compra das edições seguintes quando o estudante passa de ano.

Livraria virtual de usados é uma ótima dica para encontrar a obras raras

Algumas obras não são tão fáceis de encontrar no mercado. Títulos de estudo são raros e com custos elevados em sua nova edição, muitas vezes não modificando nada ao longo de suas edições, apenas a capa. Juliana Nogueira, estudante de história, passou meses peregrinando por livrarias em busca de alguns títulos para seu projeto de pesquisa na universidade.

“Quando me falaram dos sebos virtuais, meu projeto ficou muito mais fácil. Não precisava sair toda semana para saber se alguém tinha deixado meu livro para venda em alguma feira ou loja de livros usados”, conta a estudante. Depois que conheceu a plataforma de um sebo virtual de obras antigas não parou mais de comprar.

Muitos dos vendedores colocam obras raras à disposição porque não tem espaço ou não necessitam mais aquele tipo de leitura. Não é difícil encontrar livros esgotados nas editoras à venda em livraria virtual que já não são mais de apreciação dos seus donos.

Sebo online é uma forma de negócio também

Quem possui livros em casa sem uso e deseja ganhar dinheiro com eles, pode anunciar em um sebo online. Há muitos bons sites prestando serviços deste tipo que permitem fechar negócio apenas utilizando a Internet. O Livreiro Online é um deles.

O site é uma grande loja de compras com ponto de encontro entre compradores e vendedores de livros usados. Ao realizar o cadastro qualquer cliente pode anunciar um livro e esperar o aviso no seu e-mail de um interessado. A negociação é feita através da plataforma, mas é de inteira responsabilidade do vendedor fazer a entrega, que pode anunciar o preço do frete ou dispensar o valor da taxa de entrega se achar necessário de acordo com o endereço do cliente.

E existe mercado para todo tipo de cliente. De literatura brasileira a livros de ficção científica, todos os dias surgem interessados na plataforma virtual buscando algum produto. No Livreiro Online é só anunciar e esperar a procura para fechar a venda.
Outros pontos fortes para entrar no mercado do sebo virtual é a possibilidade de renovar a biblioteca. Se a obra não vai ser mais lida, por que acumular? Pode dar a oportunidade a um novo leitor e ainda arrecadar uma verba para novas compras.
Terra



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

‘Dorotéia’, de Nelson Rodrigues, inicia nova temporada no Sesc Copacabana


Letícia Spiller e Rosa Maria Murtinho no palco em 'Dorotéia'  (Foto: Divulgação/João Dionísio)Letícia Spiller e Rosamaria Murtinho durante apresentação de 'Dorotéia' (Foto: Divulgação/João Dionísio)


















Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro e em outras cidades do Brasil, 'Dorotéia', de Nelson Rodrigues, está de volta aos palcos cariocas. Em cena, Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller interpretam a Fera e a Bela. Rosamaria é a protagonista Dona Flávia, uma mulher feia, frustrada e infeliz, que faz de tudo para destruir a beleza da prima Dorotéia, uma ex-prostituta e pecadora incorrigível, mas arrependida, vivida por Letícia.

Saiba dias e horários do espetáculo
A história, que entra em cartaz nesta sexta-feira (13), é uma composição poética à beleza da mulher onde a heroína, que dá título à obra, segue em busca da destruição de sua própria beleza para se igualar à feiúra de suas primas. Numa casa só de mulheres, sem quartos e onde há mais de 20 anos não aparece um homem, chega Dorotéia, uma ex-prostituta arrependida que quer se redimir de seus pecados.

O elenco conta ainda com a participação de Alexia Deschamps, Dida Camero, Anna Machado e Jaqueline Farias. Letícia Spiller, que também está no ar na novela Sol Nascente, revela que a paixão por esse texto vem de muito tempo:
— Logo que comecei a estudar teatro, o meu desejo era fazer essa peça — lembra.

Rosamaria também comemora a chance de interpretar uma personagem diferente de tudo que já fez.

— Sempre interpreto mulheres ricas e sofisticadas. Queria uma personagem que me desconstruísse completamente, e pedi isso ao Farjalla — revela, citando Jorge Farjalla, diretor do espetáculo. Juntos, eles idealizaram o projeto para fazer parte das comemorações dos 60 anos de carreira da atriz.

Além de sucesso de público, a montagem também coleciona prêmios: Rosamaria levou para casa um Cenym e um Nelson Rodrigues, como melhor atriz. Neste último, Letícia Spiller e Jorge Farjalla também foram destaque.

— Sou um privilegiado por trabalhar com duas gerações de grandes atrizes, com personagens de peso e no texto de Nelson. A energia que a Letícia tem é exatamente o que eu queria para a Dorotéia e Rosinha traz a visceralidade peculiar à Dona Flávia — comemora o diretor.

Globo teatro

domingo, 15 de janeiro de 2017

Em novo espetáculo, Josie Pessoa fala do cotidiano em tom de comédia

Josie Pessoa já participou de outros quatro projetos, que rodaram os palcos do país (Foto: Divulgação)
A palavra 'neurose' nunca esteve tão em voga. E é brincando com ela que a divertida comédia ‘Neura’ aborda diversas questões do cotidiano. Na peça, Josie Pessoa interpreta três personagens. É sua quinta incursão nos palcos, ela já esteve presente em outras quatro produções. Em 2014, ganhou destaque na TV ao interpretar Du na novela Império. A atuação lhe rendeu o prêmio de atriz revelação nos Melhores do Ano 2014, do Domingão do Faustão.
A montagem é escrita e dirigida por Regiana Antonini, que já comandou diversas produções, como ‘Doidas e Santas’, ‘Amadas’, Tô Grávida’ e ‘Chá Das Cinco’. ‘Neura’, que estreia nesta sexta-feira (13) em São Paulo, conta com oito esquetes com uma linguagem simples e leve. Nele, os artistas se desdobram em vários personagens, surpreendendo o público que vai se identificar, rir de si mesmo ou lembrar-se de alguém muito parecido.

Nesta entrevista, Josie Pessoa conta detalhes dos três personagens que interpreta e explica o motivo do público se identificar tanto com eles. Na conversa, a atriz fala ainda sobre sua carreira e de projetos para este ano.

1. Você foi destaque na novela Império, pela qual você conquistou o prêmio de atriz revelação no ano de 2014. Qual a diferença entre atuar na televisão e nos palcos?
Josie Pessoa:
 Comecei atuando no teatro, com seis anos, minha grande paixão. A TV surgiu por conta do teatro, Mauricio Shermann me viu numa peça e me chamou pro Zorra, que é quase um teatro na TV. Hoje em dia, por conta das redes sociais, sinto muita proximidade do público, pois o retorno acaba sendo imediato, tanto no teatro quanto na TV. Teatro, TV, cinema: tenho o mesmo prazer em fazer todos. Pelo teatro, eu tenho um carinho muito grande porque foi meu começo desde criança, mas adoro fazer novela e cinema.

2. Na sua opinião, a peça ‘Neura’ retrata o momento que estamos vivendo?
J.P.:
 Eu acho que o publico vai se identificar bastante, eu me identifiquei muito. Hoje em dia, o tempo é outro, muito mais rápido, o que exige muito mais da gente. Temos muitos neuróticos espalhados por aí, cada um tem a sua neura, é até hipocrisia dizer que não temos. Eu me identifico muito com as três personagens que faço na peça.

3. Além deste espetáculo, quais são os seus projetos para este ano?
J.P.:
 Além desse espetáculo, vou fazer mais dois: outro que a Regiana escreveu e dirige, ‘O Vento Vai Levando Tudo Embora’, que estreia em março em turnê; e outra comédia que vai ficar em cartaz durante a semana no Rio. Vou me dividir entre as três peças e tem um filme para o meio do ano também. O ano está arrumadinho do jeito que gosto, trabalhando. Só me dá prazer!

Globoteatro

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ABL disponibiliza na internet manuscritos de três obras de Machado de Assis


Os manuscritos originais de dois romances e de um poema de Machado de Assis (1839-1908), um dos mais importantes escritores brasileiros, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), já podem ser consultados na internet, no site www.academia.org.br. Até agora, os originais só podiam ser acessados nos computadores instalados na sede do Arquivo Múcio Leão, da ABL, no centro do Rio de Janeiro.
Os romances são Esaú e Jacó e Memorial de Aires, os dois últimos publicados por Machado, e o poema heroico cômico O Almada. Os manuscritos mostram o processo criativo do autor, inclusive as correções nos textos, assim como as mudanças dos nomes de determinados personagens.
De acordo com a chefe do Arquivo da ABL, Maria Oliveira, a ideia é disponibilizar todos os manuscritos disponíveis de Machado de Assis. “A equipe de arquivistas do Múcio Leão vem desenvolvendo a alimentação da base de dados, com a inclusão das informações e imagens digitais para o novo sistema. O trabalho está sendo realizado pela Coordenadora dos Arquivos dos Acadêmicos, Juliana Amorim”, disse.
O acervo documental do Arquivo Machado de Assis está dividido em um fundo arquivístico e uma coleção de documentos, segundo Maria Oliveira.
“O fundo arquivístico é o conjunto de documentos produzidos e/ou recebidos pelo titular no exercício de suas atividades e no decorrer de sua vida, naturalmente acumulados pelo próprio. Já a coleção de documentos é o resultado daqueles reunidos pela ABL, por intermédio de parentes do autor, amigos, estudiosos e correlatos, cujo conteúdo trata de temas, assuntos, impressões e aspectos relativos ao acadêmico e que complementam as informações do fundo arquivístico”, explicou.
Para o presidente da ABL, Domício Proença Filho, o novo serviço é uma etapa importante do projeto de preservação e difusão da totalidade dos arquivos de acadêmicos e acadêmicas desenvolvido pelo Arquivo Múcio Leão, dirigido pelo historiador José Murilo de Carvalho, também membro da Academia.
“A antecipação do presente processo de migração para sua base de dados deve-se à solicitação de um grande número de interessados de todas as partes do mundo, de conhecer os manuscritos do escritor [Machado de Assis]. Com isso, a Academia dá sequência ao cumprimento de seus objetivos primeiros, vinculados ao culto da língua e da literatura nacional”, disse.
Por Paulo Virgílio, da Agência Brasil


____________



Coleção estórias maravilhosas para aprender se divertindo

São 10 peças teatrais completas, direcionadas ao público infanto-juvenil:
•Livro 1 – A onça e a capivara ou Não é melhor saber dividir?
•Livro 2 – Eu compro, tu compras, ele compra
•Livro 3 – A cigarra e as formiguinhas
•Livro 4 – A lebre e a tartaruga
•Livro 5 – O galo e a raposa
•Livro 6 – Todas as cores são legais
•Livro 7 – Verde que te quero verde
•Livro 8 – Como é bom ser diferente
•Livro 9 – O bruxo Esculfield do Castelo de Chamberleim
•Livro 10 – Quem vai querer a nova escola.
O teatro e a dramaturgia - ao contrário das demais ramificações da literatura – transcendem o mero prazer, regalo e deleite da leitura bem como os aspectos educativos e pedagógicos intrínsecos às letras.
É isto que o leitor perceberá tão logo adentre as páginas dos livros que compõem a coleção infanto-juvenil.
A leitura dos livros e a reflexão sobre os seus conteúdos poderão remeter o leitor a um universo só possibilitado pelo teatro.
Não por acaso, esta arte milenar tem sido cultuada por todos os povos, do ocidente e do oriente, desde muitos séculos antes de Cristo. De tão importante, os antigos egípcios e gregos chegaram a vincular o teatro aos rituais destinados a homenagear suas divindades e entes sagrados.
A dramaturgia e o teatro continuam mantendo as características que os tornaram imprescindíveis na antiguidade clássica:
- o auxilio para vencer a timidez e desenvolver a autoestima;
- o aprimoramento da oratória e da dicção;
- a aprendizagem quanto à impostação de voz, a postura, a presença cênica;
- os predicados da argumentação lógica e da reflexão crítica;
insumos que, sem dúvidas, qualificam a participação, o que – convenhamos – não é pouca coisa num ambiente social obliterado pela mediocridade. 

Preferencialmente destinada às crianças e à juventude, os livros atendem a todas as faixas etárias, dos pequenos que ainda engatinham na pré-escola e no ensino fundamental, aos jovens de ideias e propósitos que já romperam a terceira idade.
Para saber mais, clique aqui.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

No limite da barbárie


Enquanto o mundo acompanha estarrecido a sequência de chacinas nos presídios do Amazonas e Roraima, com 99 assassinatos, de onde saem imagens indescritíveis de corpos carbonizados, decapitados, esquartejados e corações arrancados, dentro do Brasil as autoridades voltam a debater tardiamente a situação, propondo as mesmas fórmulas já experimentadas em outros motins sangrentos, que nunca deram certo: investir em construção de prédios, mesmo sabendo que nunca haverá prisões suficientes para atendar à expansiva demanda de crimes dentro e fora das cadeias.
Fala-se em investir em um sistema de “ inteligência” integrado entre estados e o governo federal, num claro reconhecimento de que a bandidagem anda a distâncias estelares, comparadas com a lerdeza e omissão do Estado Brasileiro. Vale indagar: até quando o aparato estatal continuará incapaz de impedir* o domínio das penitenciárias pelas facções criminosas? Há quanto tempo se discute meios tecnológicos de bloquear ligações de celulares de dentro dos presídios? E por que as penitenciárias servem de paiol de annamentos e ferramentas da bandidagem?
Existe esse universo indecifrável da criminalidade dentro e fora das prisões, onde faltam espaço, dignidade e cumprimento da lei, e outro espantoso dentro do próprio Judiciário, com suas incontroláveis regalias e privilégios. Mesmo na crise, a farra da gastança não tem limite. Reportagem da Folha de S. Paulo de ontem revela que os magistrados brasileiros não economizam na hora de viajar ao exterior. De 2013 a 2015, os custos dos tribunais superiores com voos internacionais foram de R$ 3 milhões por ano, em média, destacando-se o caso de uma só viagem, com desembolso de R$ 55 mil no bilhete de classe executiva para Walton Alencar, do TCU.
O TCU não é Judiciário, mas acompanha em salários, privilégios e regalias o que ocorre no Poder da Justiça, que consumiu, só em 2015, R$ 4 milhões em diárias de magistrados. Talvez coibindo esses disparates e não apenas discutindo as tragédias, o Judiciário teria muito mais a contribuir com medidas que pacifiquem o caótico sistema carcerário, onde até juizes criminais temem vistoriar e conhecer de fato o que se passa lá dentro. O que nada resolve é o jogo de empurrar de um poder para o outr o e cada esfera de governo tentando culpar a outra pelas tragédias anunciadas, que escancaram as entranhas do país já tão desacreditado.

O Imperial (MA)
_____________
Quais as semelhanças entre a corrupção no império russo de 1.800 e a verificada no Brasil atual? Como Nicolai Gogol, o maior escritor russo, tratou a questão? Para saber mais, clique aqui
Para comprar o livro, clique aqui.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Empresas aéreas chegam a cobrar 55 mil reais para passagens ao exterior vendidas aos tribunais em Brasília


Um levantamento mostra que, de 2013 a 2015, os custos dos tribunais superiores com voos internacionais foram de 3 milhões de reais por ano, em média – sendo que, em uma só viagem, foram desembolsados 55 mil reais no bilhete de classe executiva de um ministro. Os gastos se referem a viagens oficiais. Algumas passagens de magistrados, por exemplo, tiveram valor 12 vezes superior ao trecho na poltrona econômica comprado para outros servidores.
Os dados, em valores da época, foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Além das passagens, os ministros e servidores desses órgãos receberam diárias – algumas chegaram a 65 mil reais. Só em 2015, o custo com elas foi de 4 milhões de reais.
O bilhete de 55 mil reais foi para o ministro Walton Alencar, do TCU (Tribunal de Contas da União), que viajou em março de 2015 para Tbilisi, capital da Geórgia. O órgão informou os valores em dólar. Além da passagem, ele recebeu extra de 11 mil reais por sete dias. Dois anos antes, Alencar havia gasto 32,2 mil reais em um voo para a China, daquela vez em primeira classe.
Foram considerados dados dos seguintes tribunais: STM (Superior Tribunal Militar), TSE (Tribunal Superior Eleitoral), TST (Tribunal Superior do Trabalho), STJ (Superior Tribunal de Justiça), TCU (Tribunal de Contas da União), além do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão de controle do Judiciário.
Embora não integre o Judiciário, o TCU tem prerrogativas similares às dos tribunais. O STF, que gastou 236 mil reais com passagens em 2015, foi o único que se recusou a informar dados em detalhes.
Com exceção do STJ, que passou a proibir voos de primeira classe a partir de 2014, não havia regra nos demais tribunais que impedisse viagens nessa categoria. Só a partir de 2016 a Lei orçamentária Anual proibiu a compra de passagens desse tipo para todos os servidores públicos federais, exceto para os chefes de Poder. Ainda assim, foi mantido para ministros, comandantes militares, procuradores e subprocuradores, desembargadores e parlamentares o privilégio de passagens na poltrona executiva, mais cara que a econômica.
Outro lado.
O STJ informou que as despesas com voos de ministros obedeceram 'rigorosamente' as regras previstas e que todas as viagens foram para missões oficiais, sendo que nenhuma no período foi em primeira classe, o que foi definitivamente proibido em setembro de 2014 pelo tribunal.
Em nota, o STM explicou que as aquisições das passagens listadas pela reportagem são justificadas por ato normativo de 2008 que não impedia a compra de bilhetes de primeira classe e que a diária dos ministros é, desde 2015, de 727 dólares.
De acordo com o TST, foram emitidas passagens de primeira classe para seus ministros entre 2013 e 2015, dentro das normas previstas pelo tribunal e pelo CNJ e que, 'a partir do exercício de 2016, […] as passagens aéreas para ministros e magistrados de segundo grau estão limitadas à classe executiva'.
O TCU informou que até novembro de 2014 a compra de passagem em primeira classe era permitida para ministros por portaria interna. Em 2015, segundo o órgão, foram compradas passagens em primeira classe por 'falta de disponibilidade em outras classes'. O órgão informou ainda que os valores de diárias são disciplinados por norma interna, variando de 325 a 691 dólares.
O CNJ informou que está consolidando as suas normas, entre elas a de aquisição de passagens. E o TSE não se manifestou sobre o assunto. (Folhapress)

Por Juliana Arias Martins, em O Sul/RS
_____________
Você não pode deixar de ler a comédia que disseca o judiciário brasileiro. Para saber mais, clique aqui.
Para comprar o livro, clique aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O homem condenado a morrer na fogueira por defender que o universo é infinito



"Não existe deleite sem um misto de tristeza (...) "Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos."

Para saber sobre o livro, clique aqui.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A peça teatral "O negrinho do pastoreiro" numa coleção de 10 livros abordando 19 lendas do folclore brasileiro

Para saber mais, clique na capa do livro.



A Coleção Educação, Teatro e Folclore. 

São 10 livros abordando 19 lendas do folclore brasileiro.

Para adquirir um ou mais livros da Coleção, basta clicar aqui.

Logo abaixo um sucinto resumo dos conteúdos da Coleção.


A coleção Educação, Teatro e Folclore

A maior coleção interagindo educaçãoteatro e folclorejá lançada no país.

São dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro:
    
Dez comédias para o público infanto-juvenil, onde a cultura popular do país é retratada através de uma dramaturgia densa, mas, ao mesmo tempo, hilariante, alegre e divertida.

Volume 1 – O coronel e o juízo final



Nesta comédia teatral infantil são abordadas cinco das mais destacadas lendas do folclore brasileiro:

•           Pai do Mato
•           Negro D’água
•           Diabinho da Garrafa
•           Arranca Língua e
•           Onça da Mão Torta.

Explorando o imaginário popular resultante da história e formação do povo brasileiro, o autor discorre sobre a trajetória de um prefeito que se alia ao império das trevas para obter fortuna e infernizar a vida da população.
Interesses populares, alianças políticas, corrupção e gestão catastrófica são discutidos de forma aberta e aguda, estimulando a reflexão crítica à luz de muito humor e diversão.

Volume 2 - A noite do terror



Objetivando despertar em seus alunos um maior interesse pela disciplina que leciona, a professora Júlia Maria decide propor uma aula especial em um acampamento ao ar livre.

Os alunos, como tarefa de casa, devem pesquisar as lendas do folclore brasileiro para subsidiar as discussões, debates e apresentações no acampamento.

E qual não é a surpresa quando, já no acampamento, apresentando as suas tarefas escolares, os alunos se deparam com as lendas vivas do imaginário popular, os mitos – em carne e osso - manifestando toda a carga de mistério e temor que as caracterizam.

Acompanhe as travessuras de seis das mais expressivas lendas do folclore brasileiro: Besta Fera, Papo Figo, Cabra Cabriola, Boi Tatá, Matinta-Perêra e Mulher da Meia Noite.

Volume 3 - Lobisomem – O lobo que era homem



Ao ver o filho, com 17 anos, sendo transformado em Lobisomem, toda a família se une para orquestrar uma mirabolante e bem planejada estratégia para impedir a caça e o confinamento do pirralho.

Descubra como uma família de lobisomens conseguiu se transformar na maior e mais popular banda de rock do planeta.

Volume 4 – Cobra Honorato



Neste que é o quarto volume da Coleção Educação, Teatro & Folclore, o autor explora a lenda do Cobra Honorato, também conhecida como Buiuna. 

Adentre no universo popular, entranhe-se nas tradições culturais que deram origem e caráter à nacionalidade brasileira. 

Descubra como um grupo de estudantes consegue elucidar um dos maiores e mais excitantes mistérios do imaginário popular brasileiro. 

Volume 5 – A mula sem cabeça



O quinto volume da Coleção Educação, Teatro & Folclore traz toda a carga dramática de uma das mais belas lendas do folclore brasileiro, a Mula sem cabeça.

O padre de uma pequena cidade do interior, ignorando os mandamentos eclesiásticos, apaixona-se por uma linda donzela local, cenário perfeito para a aparição desta que é uma das maiores inventividades do imaginário popular.

Leia e mergulhe neste pujante universo da cultura brasileira. E entenda como uma mula, expelindo fogo e fumaça pelos olhos e narinas, consegue aterrorizar os pacatos cidadãos do interior do país.

Volume 6 - Iara, a mãe d’água



Uma irresistível e arrebatadora mulher, de longos e sedosos cabelos negros, seduz os pescadores e ribeirinhos, fazendo-os cometer loucuras e desvarios fatais.

Mulher maravilhosa da cintura para cima, e sereia da cintura para baixo, Iara, a mãe d’água é a principal personagem do Volume 6 da coleção Educação, Teatro & Folclore.

Conheça, reflita e se divirta com esta que é uma das mais geniais criações da cultura popular brasileira. Uma lenda que representa a grandeza do folclore nacional.

Volume 7 – Caipora



Jamais uma tradição brasileira, um mito do imaginário popular, guardou tanta consonância com realidade como a lenda do Caipora. 

Caipora - essa típica figura gestada nos primórdios da formação da cultura nacional - expressa problemas graves e atuais como a questão agrária, o desmatamento, a biopirataria, a extinção da flora e da fauna brasileiras, a questão da sustentabilidade ambiental, da corrupção desenfreada e muitas outras, fonte das preocupações dos cidadãos contemporâneos. 

Adentre este lúdico universo e descubra como Caipora enfrenta e derrota, de uma só vez, caçadores e madeireiros, mineradores e latifundiários, biopiratas e autoridades governamentais corruptas. Leia e divirta-se. Caipora é tradição. Caipora é inconformismo. Caipora é manifestação. Caipora é ação transformadora. 

Volume 8 – O Negrinho Pastoreiro



Do conjunto de 10 livros da Coleção, Negrinho do Pastoreiro é a única peça teatral não tipificada como uma comédia. E as razões são fáceis de explicar: esta lenda folclórica lida com uma das mais perversas nódoas da formação econômica, social e cultural do país, o escravagismo.

É neste cenário, de muitos conflitos e contradições, que se desenvolve a trama. A lenda do Negrinho do Pastoreiro, ao expressar a tortura e a humilhação que foi a escravidão no país, não deixa de descortinar o horizonte de luzes e esperanças que, mesmo nas noites mais longas e escuras, mantêm-se ao largo dos lobos do homem.

Volume 9 – Romãozinho, o fogo fátuo



O moleque Romãozinho vagueia pelas estradas do mundo, fazendo tudo o que é errado e que não presta. Quebra telhas, tira choco de galinhas, amarra lata no rabo de gato, bombinha no rabo de cachorro, coloca estrume de porco nas tetas da vaca prá fazer perder o leite, suspende saia de freira e de mulher moça, e inferniza a vida de quem lhe cruza o caminho. Para fazer suas maldades, assustar as pessoas e aprontar suas artimanhas, Romãozinho aprendeu a se transformar numa bola de fogo e sair por aí, emergindo de sepulturas e de pântanos sombrios. Por isso, em muitos lugares, Romãozinho é conhecido como Fogo Fátuo. E como não tem alma boa, muitos o conhecem como Corpo-seco.

Divirta-se com esta lenda do folclore nacional, e se deixe encantar pela bela estória criada pelo autor, como que prestando homenagens à onírica criatividade do povo brasileiro.

Volume 10 - Saci Pererê



Travesso, o negrinho de uma perna só, cachimbo e gorro vermelho é a mais conhecida e admirada lenda do folclore brasileiro.
Conforme a mitologia, o saci, além das algazarras e brincadeiras, integra-se à luta pela sustentabilidade ambiental.
Nesta peça teatral, misturam-se ação e aventura, com uma espécie particular de Saci, os Saçurás - cruéis e impiedosos - intervindo na vida política e infernizando a vida dos cidadãos de uma pequena cidade do interior.
Caminhe com o autor e descubra o quão importante é a lenda do Saci para a consolidação da cultura popular brasileira. Tamanha é sua importância que até mesmo um dia especial foi instituído em sua homenagem: 31 de outubro.

__________________




Para saber mais, clique na capa do livro

____________________



Para saber mais, clique na capa do livro




AS OBRAS DO AUTOR QUE O LEITOR ENCONTRA NAS LIVRARIAS amazon.com.br: 

A – LIVROS INFANTO-JUVENIS: 

I – Coleção Educação, Teatro e Folclore (peças teatrais infanto-juvenis): 

II – Coleção Infantil (peças teatrais infanto-juvenis): 
Livro 8. Como é bom ser diferente 

III – Coleção Educação, Teatro e Democracia (peças teatrais infanto-juvenis): 

IV – Coleção Educação, Teatro e História (peças teatrais juvenis): 

V – Coleção Teatro Greco-romano (peças teatrais infanto-juvenis): 

B - TEORIA TEATRAL, DRAMATURGIA E OUTROS
VI – ThM-Theater Movement: