segunda-feira, 24 de julho de 2017

Projetos culturais terão apoio de R$ 12 milhões do BNDES de agosto a dezembro


Vinte e um projetos de todas as regiões do país, com início entre agosto e dezembro deste ano, vão receber até R$ 12 milhões de patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), incentivados pela Lei Rouanet. Do total, 43% dos projetos são referentes à área da música, 38% ao audiovisual e 19% à literatura. O anúncio foi feito pela instituição nesta semana.
Uma das novidades este ano é a exigência de que todos os eventos realizem ações inclusivas voltadas para o público infantojuvenil de comunidades carentes. No mesmo período do ano passado, foram apoiados pelo banco 20 projetos, também com recursos no valor de R$ 12 milhões.
O setor de cultura continua sendo prioridade na instituição, que apoia festivais e mostras de cinema que tenham foco na produção audiovisual brasileira, eventos de música instrumental e erudita e festas e feiras literárias que fomentem o acesso às bibliotecas públicas brasileiras.
Dos 21 projetos selecionados neste segundo semestre de 2017, alguns dos quais com realização em mais de um estado, três ocorrem no próximo mês de agosto, quatro em setembro e quatro em outubro, sete em novembro e três em dezembro. As regiões Nordeste e Sudeste receberão o maior número de eventos: 10, cada, enquanto o Norte e o Centro-Oeste terão três projetos cada e a Região Sul, dois projetos.
Oito projetos receberão apoio do banco pela primeira vez. Entre eles, destacam-se a 7ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2017), na Bahia; e o 5° Festival de Música Erudita do Espírito Santo.
Seleção
Os projetos selecionados para agosto são o 45º Festival de Cinema de Gramado (RS), o 8º Circuito Música Brasilis Instituto Musica Brasilis (RJ/DF/PE), e o 27º Festival Ibero-Americano de Cinema (Cine Ceará 2017). Para setembro, estão programados os eventos Lê pra mim? (SP/MA/AL), o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (DF), o 15º Festival Internacional de Cinema Infantil -Fici 2017 (BA/SE/RN) e Mimo Festival 2017 (RJ/PE).
Para outubro, a programação inclui a 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (SP), o 7º Festival Música na Estrada (AM/PA/RR), a 7ª Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2017 (BA) e o Festival do Rio 2017 (RJ). Em novembro, ocorrerão a 63ª Feira do Livro de Porto Alegre (RS), o 55° Festival Villa-Lobos (RJ), o 5º Festival Interacional de Música Clássica de João Pessoa (P B) , o Circuito Penedo de Cinema (AL), a 4ª Mostra de Cinema de Gostoso (RN), a Periferia Brasileira de Letras (RJ/DF/BA) e o 5° Festival de Música Erudita do Espírito Santo.
Fechando o ano, estão previstos, em dezembro, o 3º Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina (MG), Festival Afroreggae de Música Clássica (RJ) e 22º Festival de Música Instrumental da Bahia.
Recursos próprios
A curadora da Festa Literária de Santa Teresa (FLIST), Ninfa Parreiras, disse que, em função da crise financeira do estado, a edição deste ano do evento, que ocorreu nos dias 20 e 21 de maio, não teve nenhum patrocínio. “Foi com recursos próprios”, disse Ninfa hoje (21) à Agência Brasil.
Segundo Ninfa, a prefeitura não liberou verba de fomento de 2016. Da mesma forma, a Flist não teve este ano apoio da Secretaria Municipal de Cultura nem do Instituto C&A, ao contrário do ocorrido em anos anteriores. “É um problema nacional”. A organização do evento não procurou obter apoio do BNDES.
Realizado no bairro de Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, a Flist 2017 homenageou o protagonismo feminino, representado pela escritora Conceição Evaristo e pela ilustradora Graça Lima. O evento, totalmente gratuito, prestou tributo também pelos 100 anos da compositora chilena Violeta Parra, pelos 90 anos do maestro Tom Jobim e pelos 55 anos da cantora e compositora Cássia Eller.
Por Alana Gandra, da Agência Brasil



Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

domingo, 23 de julho de 2017

ABL comemora 120 anos e entrega Prêmio Machado de Assis


Fundada em 20 de julho de 1897 por um grupo de escritores, tendo à frente o mais importante deles na época, Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras (ABL) comemorou 120 anos, com uma solenidade no salão nobre do Petit Trianon, sede histórica da instituição, no centro do Rio. A secretária-geral da ABL, Nélida Piñon, oradora oficial do evento, destacou a história da Casa, fazendo referência aos objetos que contam sua trajetória desde 1897.
“Os objetos espalham-se pelas bibliotecas e pelas salas. Ao vê-los, inertes na aparência, compunjo-me, procuro saber que arrebato se escondeu em cada um deles. Entre eles, observo o pince-nez com o qual Machado escrevia. Este pince-nez arfa na Academia Brasileira de Letras. Felizmente, alguém o retirou do seu rosto salvando-o de seguir com Machado de Assis para a eternidade”, disse a escritora.
Antes de Nélida, cumprindo a tradição da ABL nas comemorações de seus aniversários, o atual presidente, Domício Proença Filho, leu o discurso pronunciado por Machado de Assis na sessão inaugural da Casa.
Na mesma solenidade, a ABL fêz a entrega do Prêmio Machado de Assis 2017 ao historiador baiano João José Reis, considerado uma referência mundial para o estudo da história e da escravidão no século 19 no Brasil.

Reis, de 65 anos, tem diversos livros publicados, entre eles Liberdade por um Fio: História dos Quilombos no Brasil; Rebelião Escrava no BrasilA História do Levante dos Malês e A Morte é uma Festa, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Literatura.
A comemoração dos 120 anos da ABL foi encerrada com uma apresentação do Quarteto de Cordas Rio de Janeiro, formado pelos músicos Ricardo Amado, violino; Andrea Moniz, violino; Dhyan Toffolo, viola; e Ricardo Santoro, violoncelo, seguida de um coquetel.
Atualmente com uma de suas 40 cadeiras vaga, a Academia já tem data marada para a próxima eleição: 10 de agosto. O favorito para a Cadeira 27, vaga desde a morte do professor, crítico literário e ex-ministro Eduardo Portella, em 2 de maio deste ano, é o poeta Antonio Cícero. No dia seguinte (11) tomará posse o historiador Arno Wehling, que em março venceu Cicero por 18 votos a 15 na disputa pela Cadeira 37, vaga com o falecimento do poeta Ferreira Gullar, em dezembro do ano passado.
Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil




Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

sábado, 22 de julho de 2017

Coleção de gravuras de Goya será exposta na Caixa Cultural em São Paulo

Obras do artista espanhol Francisco de Goya (1746-182 8) estarão na mostra Loucuras Anunciadas, na Caixa Cultural São Paulo Divulgação/Caixa Cultural 

Obras do artista espanhol Francisco de Goya (1746-182 8) estarão na mostra Loucuras Anunciadas na Caixa Cultural São Paulo, no centro da capital paulista, de 29 de julho até 24 de setembro. O público poderá apreciar uma coleção de gravuras que revela o período artístico considerado o mais obscuro e complexo de Goya, segundo a curadoria do evento.
A coleção, também chamada de Disparates, reúne 20 obras de Goya, que corresponde a uma edição póstuma, adquirida em 1864 pela Academia de Belas Artes de Madri. O período em que as gravuras foram feitas não é muito preciso. De acordo com especialistas, elas devem ser do período entre 1815 a 1820. Goya tinha decidido não publicá-las por causa da perseguição aos iluministas na época.
As gravuras são as últimas obras gráficas do artista e formam a uma série que revela visões, violência, sexo, deboche das instituições relacionadas com o regime absolutista, crítica aos costumes e ao clero.
A curadora Mariza Bertoli disse que a exposição terá como característica a interatividade. “Pensei em um espaço que gerasse inquietações e curiosidade. Os participantes estarão vivenciando, de fato, o exercício estético. O estético na arte é o que comove, e a sua finalidade é colocar-nos na obra que está nos nossos olhos, promover um conhecimento sensível”, disse.
Haverá duas grandes gravuras impressas para que as pessoas possam tirar fotografoas diante das imagens. Uma delas contará com sacos, tal como na gravura original “Os ensacados (Los Ensacados)”, que estará na exposição. Essa gravura remete à opressão, ao desespero e à própria sensação da surdez, explicou a curadora. Goya perdeu a audição aos 46 anos.
Acessórios e vestuários também estarão à disposição do público, para que possam se caracterizar e fazer suas próprias produções para fotografia. Além disso, haverá diversas máscaras e dois espelhos, um côncavo e outro convexo. O objetivo é que os visitantes se vejam os trabalhos do artista por outras perspectivas.
“Será uma experiência forte fotografar-se nestes cenários, que são as gravuras aumentadas. Ver-se entre os loucos é inusitado. Valorizar a liberdade de não estar ‘ensacado’. Afinal, no início da mostra, nos perguntamos: pode-se anunciar loucuras?”, acrescentou Mariza Bertoli.
A exposição Loucuras Anunciadas – Francisco de Goya estreia em 29 de julho e fica em cartaz até 24 de setembro na Caixa Cultural São Paulo, localizada na Praça da Sé, 111, centro da capital paulista. A entrada é gratuita e há acesso para pessoas com deficiência.
Por Camila Boehm, da Agência Brasil



Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Pré-lançamento: "A comédia do mundo perfeito"


A sátira política; a crítica social; o cotidiano e o dia a dia; a ironia e o sarcasmo; o decoro, a decência e a obscenidade; as intrigas sentimentais; as reflexões filosóficas e morais; as personagens inspiradas na gente simples do povo e em seus algozes; o humor irreverente levado às últimas consequências... Misture tudo às mazelas que caracterizam os países em desenvolvimento - estejam na África, estejam na América Latina - e estará criado o denso caldo de onde Antônio Carlos dos Santos  extraiu o surpreendente enredo “A comédia do homem perfeito”.
Uma pequena cidade do interior de um país qualquer é tomada por uma rede de corrupção que corrói as instituições e as organizações da sociedade civil, tornando a população refém de um sistema cruel e desumano, uma complexa estrutura que reduz os moradores à condição de rebanho, manada a ter a carne retalhada no abatedouro, mera provisora de sangue para os vampiros e parasitas de plantão.
Através de quadros hilários que exploram a alegria farta e generosa, a jocosidade crítica e prazerosa, o texto convida o leitor a, navegando dentre as cenas, refletir sobre a absurdidade do mundo político.
O prefeito e os políticos que deveriam zelar pela gestão eficaz, pelo atendimento à legítimas demandas populares; as lideranças religiosas que deveriam servir aos enfermos espirituais, conduzir pelos caminhos do desconhecido; os movimentos sociais que deveriam ecoar o clamor popular por justiça e sustentabilidade, representar, defender o bem comum; toda a superestrutura econômica, cultural e ideológica organiza-se em quadrilhas para aparelhar o estado, consolidando a maior rede planetária de corrupção.
Para atingir os seus infames objetivos, as personagens centrais da trama teatral aliciam, subornam seduzem, degradam, emboscam, sequestram, extorquem, assassinam, utilizando o povo tão somente como escada, massa de manobra, bucha de canhão, instrumento para o deleite e a plena satisfação dos grupos de interesses.
Navegar por temas tão densos e complexos, e, ainda, de forma divertida, levar os leitores a refletir sobre a condição humana e os processos de desumanização, fez o autor mergulhar na comédia, o gênero mais aberto e democrático do mundo teatral, corroborando, assim, a máxima de que “ridendo castigat mores’ – sorrindo corriges os costumes.

Para adquirir seu exemplar, clique aqui.




Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Exército de Israel envia toneladas de comida e combustível à Síria


O Exército de Israel anunciou hoje (19) que há um ano e meio envia ajuda humanitária à população civil síria localizada próximo à borda do planalto ocupado de Golã. "A operação Boa Vizinha acontece à noite e as atividades principais são o envio de comida, combustível e qualquer item que ajude as pessoas do outro lado", explicou o comandante israelense Amijai, da Brigada Golani, em um comunicado divulgado hoje. A informação é da EFE.
Segundo a nota, a primeira atividade humanitária aconteceu em agosto de 2016 e até hoje foram realizadas 110 operações deste tipo. "Trabalhamos diariamente para distribuir toneladas de comida, óleo, açúcar e farinha, entre outros itens, como geradores de eletricidade e medicamentos", afirmou a um grupo de jornalistas um alto oficial militar nesta quarta-feira, nas Colinas de Golã.
Ele explicou, sem entrar em detalhes, que os alimentos e utensílios são transportados de caminhão até a zona fronteiriça. Em seguida, os portões que separam os territórios se abrem e as mercadorias são descarregadas, para que as ONGs que trabalham na Síria as distribuam para as famílias. "Confiamos na responsabilidade dos beneficiados", afirmou o militar, ao ser questionado sobre a possibilidade de os produtos caírem nas mãos de milícias ou organizações terroristas.
Até agora, os israelenses tinham informado apenas que já proporcionaram tratamento médico, em centros de saúde do norte do país, a cerca de três mil sírios, que eram imediatamente devolvidos à Síria quando recebiam alta. Segundo Israel, 20% da fronteira compartilhada com a Síria são controlados por forças leais ao governo do presidente Bashar Al Assad e grupos ligados à milícia xiita Hezbollah.
Outros 65% da região de fronteira estão nas mãos de grupos rebeldes, incluindo a Frente da Conquista do Levante (ex-Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria) e o resto, com cerca de mil milicianos, está sob o domínio do Estado Islâmico. Nessa parte da fronteira vivem cerca de 200 mil cidadãos da região de Huran, onde não houve uma crise humanitária, mas sim uma falta de recursos básicos, segundo dados do exército israelense.
O coronel israelense Shaul afirmou em um comunicado que há um batalhão de seu país encarregado de proteger as populações das casas de campo sírias vizinhas e enviar a ajuda humanitária que precisam as organizações que trabalham do outro lado da fronteira.
Da Agência EFE



quarta-feira, 19 de julho de 2017

Por que a comédia é o mais político e o mais democrático gênero teatral


A Comédia é o mais popular, além do mais político dos gêneros teatrais.
‘Popular’ porque tem suas origens vinculadas às parcelas mais humildes e desprovidas da população grega. E ‘política’ porque se vincula de maneira indissociável à democracia.
Diferentemente da farsa, que abusa das cenas caricatas e personagens burlescas em busca do riso fácil e despretensioso, a comédia adentra o universo da banalidade para - explorando a vida cotidiana -  extrair a crítica social, a análise reflexiva sobre os usos e costumes, uma eficaz estratégia para chocalhar e modificar o establishment.
A força motriz do gênero é a diversão obtida através do olhar agudo sobre a cena cotidiana, o comportamento humano, as relações sociais, as conexões estamentais, os hábitos e a moral, as organizações políticas, nada resiste ao exame demolidor da categoria que desnuda a realidade para destruir, condição necessária para a reconstrução, a troca da pele, a elevação do novo.
A origem de tudo remonta ao século VI a.C., às festividades alusivas a Dionísio, o Deus do vinho.

Para continuar a leitura, clique aqui e mergulhe na comédia que o deixará de cabelos em pé.

Festival de arte digital leva mais de 350 obras e atividades a São Paulo

Black Hole Horizont, obra do alemão Thom Kubli em exposição no File, forma grandes bolhas de sabão a partir do som emitido por três buzinasKris Qua / Divulgação File

A 18ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), um dos maiores encontros do país sobre arte e tecnologia, começou ontem (17) fica em cartaz até 3 de setembro no Centro Cultural da Federação das Indústrias do estado de São Paulo, na capital paulista, com mais de 350 obras, incluindo instalações interativas, obras de realidade virtual, animações, games e mostra de videoarte, além de oficinas gratuitas.
“Este é um festival que acontece há 18 anos e a gente vem, ao longo desse tempo, tentando estimular, promover e divulgar as produções estéticas que são feitas para essa área [arte digital]. O File é uma plataforma cultural que estimula o desenvolvimento desses projetos e anualmente tem a oportunidade de exibir e compartilhar com o público”, disse a curadora Paula Perissinotto durante abertura do evento na noite de ontem (17). Ela criou o festival junto com Ricardo Barreto.
Black Hole Horizont, do alemão Thom Kubli, é uma obra que chama a atenção dos visitantes, com a formação de grandes bolhas de sabão a partir do som emitido por três buzinas. Formada por aparelhos parecidos com buzina de navio,  a obra é uma máquina que transforma o som em objetos tridimensionais – as bolhas que se espalham pelo espaço da exposição.
A escultura interativa Perfect View, do canadense Daniel Jolliffe, representa o desejo das pessoas de mostrar sempre seu melhor lado. O público vai encontrar um vaso – de um lado em perfeito estado e de outro todo danificado – que gira quando alguém se aproxima, ajustando sua posição para que o visitante visualize sempre o lado perfeito do objeto, escondendo as imperfeições.
Durante o evento, oficinas com educadores da ciência da computação e artistas buscarão uma imersão experimental na essência da linguagem binária. O objetivo é a transferência de conhecimento e a pesquisa sobre o uso da computação para fins artísticos, difundindo a tecnologia como linguagem criativa e como processo de desenvolvimento artístico.
“A ideia das oficinas é oferecer para o público gratuitamente o acesso a um certo conhecimento que muitas vezes tem que se pagar muito caro para ter. Durante essa primeira semana do festival, a gente abre essas oficinas em que as pessoas podem ter contato com profissionais que já desenvolvem trabalhos nessa área e adquirir algum conhecimento”, destacou Paula.
O público poderá participar também de conversas com artistas que têm obras expostas no festival, sobre os conceitos e os processos utilizados por eles. Nesta edição, os bate-papos serão com Amy Karle e Faiyaz Jafri. A estadunidense Amy Karle é a criadora da Coleção Interna, conjunto de peças de roupa desenvolvidas por meio de recursos tecnológicos e inspiradas na anatomia humana. Co-fundadora da Conceptual Art Technologies, ela foi considerada uma das “mulheres mais influentes em impressão 3D”, segundo a organização do festival.
O festival acontece em vários espaços do Centro Cultural Fiesp, localizado na avenida Paulista, 1313, até 3 de setembro. Mais informações sobre o evento estão nos sites do File e da Fiesp.
Por Camila Boehm, da Agência Brasil



terça-feira, 18 de julho de 2017

OAS pretende delatar ministros do TCU


Na delação premiada que negocia com procuradores da Operação Lava Jato, a empreiteira OAS apresentou fatos ilícitos que, segundo ela, evolvem ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e conselheiros de Tribunais de Contas da maioria dos Estados em que a empresa tinha obras.
Segundo envolvidos nas investigações, executivos da empreiteira relataram que integrantes desses tribunais atuaram a favor da OAS, ajudando em trâmites que deram celeridade a obras e também na liberação de recursos.
Os tribunais de contas são vinculados ao Legislativo e têm como principal função a fiscalização da correta aplicação do dinheiro público.
A OAS já é investigada em Estados como o Rio Grande do Norte devido à construção da Arena das Dunas, em Natal, feita para a Copa de 2014.
Os investigadores apuraram a ação do exministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) junto ao TCU e ao TCE para liberar parcelas do financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o estádio.
O Ministério Público identificou pagamentos de propina da OAS e de mais três empreiteiras para Alves, que está preso desde junho.
Participantes da negociação do acordo da OAS relataram que os temas da delação já foram fechados com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e com a força-tarefa de Curitiba. O próximo passo ê negociar penas e multas a serem cumpridas.
A empresa também promete delatar personagens do Judiciário. O diretor jurídico da empreiteira, Bruno Brasil, e o sócio e expresidente da empresa, Léo Pinheiro, preso em Curitiba, abordam o tema.
Entre os personagens que aparecem no acordo estão os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins, atual vice-presidente da corte, e Benedito Gonçalves, conforme revelou a Folha. Os dois magistrados negam qualquer irregularidade.
Além dos acordos de delação negociados com os executivos do grupo, a OAS tenta firmar a sua leniência com a força-tarefa, espécie de delação premiada da pessoa jurídica que tem como objetivo fazer com que a empresa sobreviva.
Procuradores relataram à Folha que colocaram na mesa um pedido de multa de R$ 500 milhões para a empresa.
Os advogados do grupo, no entanto, alegaram que a empresa não tem condições de arcar com o valor e, por isso, estão tentando diminuir a cifra.
Um ano depois de ser um dos principais alvos da Lava Jato, em 2014 a OAS entrou em processo de recuperação judicial. O plano de recuperação foi aprovado em assembleia geral de credores em dezembro do ano seguinte.
A dívida total da empreiteira variava entre R$ 9 bilhões e R$ 11 bilhões, em cálculo de 2016.

Por BELA MEGALE, na Folha de S. Paulo
Para saber sobre o livro "O juiz, a comédia", clique aqui.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

EUA vão confiscar US$ 144 milhões em propriedades ligadas à corrupção nigeriana

Autoridades americanas querem confiscar o "Galactica Star", iate comprado com propinas de contratos nigerianos
Funcionários americanos afirmaram que planejam confiscar 144 milhões de dólares em propriedades envolvidas em atos de corrupção de executivos petroleiros nigerianos nos Estados Unidos, inclusive o iate "Galactica Star", avaliado em 80 milhões de dólares.
O iate e um apartamento de 50 milhões de dólares em frente ao Central Park, em Manhattan, estavam entre os bens ligados aos contratos adjudicados pela ex-ministra do Petróleo Diezani Alison-Madueke, entre 2011 e 2015, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em comunicado.
"Que os funcionários corruptos de outros países e executivos de empresas não se enganem: se os fundos ilícitos estão ao alcance dos Estados Unidos, vamos tentar confiscá-los e devolvê-los às vítimas que foram roubados", disse Kenneth Blanco, procurador-geral adjunto responsável. "Os Estados Unidos não são um porto seguro para produtos da corrupção".
Os procuradores afirmam que Alison-Madueke aceitou propinas dos executivos petroleiros Kolawole Akanni Aluko e Olajide Omokore. Ela adjudicou contratos lucrativos para as empresas, que venderam cerca de 1,5 bilhão de dólares em petróleo nigeriano.
O dinheiro do suborno foi lavado em empresas fantasmas e intermediários por meio de bancos americanos e compra de propriedades, que o Departamento de Justiça pretende confiscar.

AFP

domingo, 16 de julho de 2017

Teatro de bonecos: a transmutação cênica


É difícil precisar quando se originou o teatro, seja na modalidade convencional, seja na modalidade de bonecos.
Na antiguidade, quando os homens pré-históricos se reuniam ao redor da fogueira para narrar a aventura e vicissitudes das caçadas, com as crianças participando, imitando as presas, utilizando pedaços de pau e pedras, rústicos artefatos para representar animais, ambientes selvagens e caçadores, aí já se escutava o rugido embrionário deste fenômeno social que denominamos teatro.     

Todavia, a forma como o conhecemos hoje só foi se definir muito tempo depois, na antiguidade grega. Primeiramente, se dobrando às homenagens ritualísticas ao deus Dionísio e, posteriormente, incorporado ao patrimônio público, sendo estimulado, organizado e custeado pelo Estado – como os desfiles cívico-militares contemporâneos – o teatro foi se conformando às necessidades dos povos, e muito de sua longevidade e vigor histórico deve-se à esta orgânica flexibilidade. Para saber mais, clique aqui
Para adquirir o livro, clique aqui.



___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


___________________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

sábado, 15 de julho de 2017

Anima Mundi chega aos 25 anos e celebra os 100 anos da animação brasileira


O primeiro registro de filme de animação no Brasil é de 1917, O Kaiser, uma charge animada do cartunista fluminense Álvaro Martins. Infelizmente, a produção se perdeu no tempo, mas continua sendo lembrada e recebe este ano a homenagem de seu centenário no Festival Anima Mundi, que chega em 2017 na 25ª edição.
Convidados internacionais, oficinas, cursos, bate-papos e uma programação com 470 títulos, de 45 países, entre eles 70 brasileiros, recheiam o festival, que começa sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, e vai até o dia 23. Em São Paulo, será de 26 a 30 de julho. As atrações são para profissionais, amadores e amantes da animação.
Um dos fundadores do Anima Mundi Marcos Magalhães disse que foram selecionadas animações que marcaram o festival e filmes históricos, além da mostra competitiva, que reúne 182 produções.
“A gente tem os 25 anos do festival, pegamos filmes ou que foram premiados no festival ou que realmente ficaram muito marcados na memória das pessoas. A gente tem o centenário da animação brasileira, em que a gente pediu para as duas cinematecas das cidades sedes, a do MAM [Museu de Arte Moderna] no Rio de Janeiro e a Cinemateca Brasileira em São Paulo, para eles colherem no acervo de animação deles alguns tesouros”.
Magalhães disse que o Anima Mundi é a principal plataforma de fomento à animação do país, levando inclusive à formação da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), em 2003. Também é responsável pela formação de uma geração de realizadores e de público para filmes curtas e longas-metragens, para adultos e crianças, com diversos temas, técnicas e origens.
“Animação é uma coisa muito empática, né? A gente vê o Gato Félix, que foi um dos primeiros, ainda é reconhecido, a Betty Boop, Mickey Mouse, Branca de Neve, é um filme que é quase atual, você mostra para uma criança hoje em dia e ela não percebe a diferença para um filme moderno. Então é uma coisa que é muito da memória das pessoas, todo mundo gosta muito de animação e desde o primeiro festival a gente sentiu isso, que tinha tocado numa veia sensível mesmo, que as pessoas queriam ver animação e, mais do que isso, as pessoas queriam fazer animação”.
Pela mostra competitiva, o curta vencedor do Grande Prêmio Anima Mundi é selecionado para a disputa do Oscar. As mostras não-competitivas são Panorama, com curtas internacionais de diversas tendências; Animação em Curso, que apresenta trabalhos finais de escolas de animação pelo mundo; Olho Neles!, com destaques entre os curtas nacionais; e Futuro Animador, que traz filmes com linguagens da animação para experiências educativas.
Saiba Mais
Na edição 2017 também haverá as Sessões Petrobras, com os filmes que foram premiados nos 25 anos do festival; uma retrospectiva dos cem anos da animação brasileira; e o Foco Canadá, país onde os criadores do Anima Mundi se conheceram em cursos da área e que completa 150 anos de independência em 2017, que receberá uma mostra em parceria com o Consulado canadense.
Em 25 anos, o Anima Mundi recebeu público de 1,2 milhão de pessoas, exibiu mais de 9 mil filmes, de 70 países, e criou cerca de 120 mil animações nas oficinas.
No Rio de Janeiro, as exibições ocorrem no Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural da Justiça Federal, Espaço Cultural BNDES, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Cinemateca e pilotis do MAM. Em São Paulo, será na Caixa Belas Artes, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira e com sessões gratuitas pelo Circuito SP Cine e Centros Educacionais Unificados da Cidade de São Paulo (CEUs).
Também há sessões previstas para datas posteriores ao festival, até o dia 30 de julho no Rio de Janeiro; até 6 de agosto, em São Paulo; em Porto Alegre, na Cinemateca Capitólio Petrobras, de 10 a 13 de agosto; e no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília de 5 a 12 de outubro. A programação completa pode ser consultada no site www.animamundi.com.br
O Kaiser
A partir de uma única imagem de referência de O Kaiser, em 2013 o projeto Luz Anima Ação reuniu oito animadores para refazer o filme, que faz referência ao contexto geopolítico internacional da época, em plena Primeira Guerra Mundial. O resultado é Reanimando O Kaiser, que misturou diversas técnicas para recriar a história refletindo a atual diversidade da animação feita no Brasil.
Participaram do projeto Marcelo Marão, Zé Brandão, Pedro Iuá, Stil, Rosana Urbes, Diego Akel, Marcos Magalhães e Fabio Yamaji. O filme pode ser conferido em https://vimeo.com/117124801.
Por Akemi Nitahara, da Agência Brasil


 ____________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


____________


Para saber mais sobre o livro, clique aqui.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Exposição conta a trajetória do grupo de teatro de bonecos Giramundo


Fundado em 1970 pelos artistas plásticos mineiros Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu, o grupo de teatro de bonecos Giramundo produziu em quase meio século de existência 34 montagens teatrais e construiu um acervo próximo de 1,5 mil bonecos e objetos de cena, além de horas de vídeo sobre o seu trabalho. Uma parte expressiva dessa trajetória está contada na mostra Mundo Giramundo, aberta ao público hoje (12) na Caixa Cultural Rio de Janeiro, onde fica em cartaz até 27 de agosto.
Voltada tanto para o público infantil quanto para os adultos, a exposição possibilita ao visitante um mergulho no universo da companhia sediada em Belo Horizonte (MG). Na capital mineira, a sede própria do grupo, conquistada em 2000, serve de base para o Museu Giramundo, que preserva a maior coleção privada de marionetes das Américas, além de uma escola e de um estúdio de animação.
Nas montagens do grupo, a figura da marionete está presente em múltiplas formas: de bonecos manipulados por fios a mamulengos (fantoches de luva), passando por artefatos de vara, bunraku (bonecos manipulados por três atores e mochila) e adaptações próprias, uso de máscaras e teatro de sombras. Algumas dessas marionetes ficaram nacionalmente conhecidas por sua participação em programas de televisão.
Os fundadores do grupo eram professores da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e imprimiram um rigor metodológico e uma atenção estética no planejamento dos bonecos e dos espetáculos. Filha de Álvaro e Tereza, que morreram em 2003, Bia Apocalypse está hoje à frente do Giramundo, que nas últimas décadas se tornou um núcleo multimídia. Hoje o Giramundo experimenta a cena de animação, em que bonecos reais convivem com suas versões digitais. O grupo também iniciou a produção e comercialização de livros, vídeos e brinquedos.
“Quem vier à mostra vai percorrer a história do Giramundo ao longo dessas décadas, com vários tipos de bonecos e de materiais e técnicas”, disse Bia, responsável pela exposição. “O que a gente trouxe aqui para o Rio representa uns 10% do nosso acervo. Na seleção, nós priorizamos as informações por décadas, e dentro dessas décadas, os espetáculos mais expressivos, do ponto de vista da construção, do desenho e da forma plástica”, explicou.
Além de conhecer as marionetes, o público pode aprender sobre esse processo de criação e construção e descobrir como os personagens são feitos. “Os bonecos nascem a partir de um desenho, com base no estudo do personagem. Depois, a gente transforma esse desenho em um projeto técnico e parte para a confecção”, contou Bia Apocalypse, em entrevista ao programa Arte Clube, da Rádio MEC AM do Rio de Janeiro.
“Nós mostramos a anatomia dos bonecos, porque as pessoas são curiosas em saber como é o braço, como é a mão, do que é feito a perna. Escolhemos um boneco bem bacana e, numa mesa, dissecamos ele e colocamos ali, por exemplo, vários tipos de mão que usamos – de madeira, de couro, de luvas – os pés, as pernas, o mecanismo”, detalhou.
Atividades paralelas
Além da exposição, o grupo Giramundo vai oferecer no dia 21 de julho, das 15h às 20h um workshop sobre manipulação de bonecos. Voltada para jovens e adultos, a atividade é gratuita e pretende apresentar a metodologia de treinamento de marionetistas adotada pelo grupo, utilizando os bonecos profissionais da companhia. São 20 vagas e as inscrições podem ser feitas por meio do e-mail secretaria@giramundo.org.
Já nos dias 29 e 30 de julho, às 16h, o grupo apresentará o espetáculo Pedro e o Lobo, de Sergei Prokofiev, um clássico escrito em 1936 e encenado pelo Giramundo pela primeira vez em 1993. As apresentações serão realizadas no foyer da Caixa Cultural e abertas ao público.
A mostra Mundo Giramundo, com entrada franca, pode ser vista na Caixa Cultural de terça-feira a domingo, das 10h às 21h, até 27 de agosto.
Por Paulo Virgilio, da Agência Brasil



__________________


Coleção Quasar K+: 

Livro 1: Quasar K+ Planejamento Estratégico;
Livro 2: Shakespeare: Medida por medida. Ensaios sobre corrupção, administração pública e administração da justiça;
Livro 3: Nikolai Gogol: O inspetor geral. Accountability pública; Fiscalização e controle;
Livro 4: Liebe und Hass: nicht vergessen Aylan Kurdi. A visão de futuro, a missão, as políticas e as estratégias; os objetivos e as metas.


O que é a metodologia Quasar K+ de planejamento estratégico?

QUASAR K+ é uma metodologia que procura radicalizar os processos de participação cidadã através de três componentes básicos:
a.Planejamento;
b.Educação e Teatro;
c.Participação intensiva.

Para quem se destina a ferramenta?

A metodologia QUASAR K+ foi desenvolvida para se constituir em uma base referencial tanto para as pessoas, os indivíduos, como para as organizações. Portanto, sua utilização pode ensejar a modernização desde o simples comércio de esquina ao grande conglomerado corporativo. Mas, também, os projetos de crescimento e desenvolvimento individuais, a melhoria das relações familiares...

Fazendo uso da metodologia QUASAR K+ poderemos descortinar novos horizontes nos habilitando a fazer mais e melhor com menor dispêndio de recursos.

Qual a razão desta metodologia?

Nas democracias modernas as sociedades se mostram tanto mais evoluídas e sustentáveis quanto mais aprimoram a qualidade da participação na vida organizacional, política e social.

Para que a participação se revista de qualidade se faz necessário dominar um conjunto de técnicas e instrumentais capazes de impregnar o processo de maior eficácia.

É deste contexto que emerge a metodologia QUASAR K+: disponibilizar técnicas específicas ancoradas em valores e princípios da educação e do teatro, incorporando - como eixo estruturante - as ferramentas do planejamento.

Portanto, é uma metodologia que busca assegurar qualidade à consecução dos objetivos, estratégias e metas traçados.

Por conseguinte, a aplicação da tecnologia possibilitará que nossa inserção e participação nos ambientes de estudo, trabalho, entretenimento e moradia, se verifique de maneira progressivamente mais satisfatória. Ao mesmo tempo em que nos empodera:

- eleva a autoestima – na medida em que tomamos consciência da evolução de nossa capacidade produtiva, da habilidade adquirida para interagir e contribuir com a família, o grupo social, a organização, a sociedade;

- incorpora ganhos sociais para a família, a escola, a instituição em que trabalhamos e a comunidade onde moramos, considerando que os produtos e resultados de nossa intervenção direta passam a ostentar qualidade diferenciada, mais fina, apurada e consentânea com as aspirações por um mundo melhor e mais justo.

De maneira estruturada, o livro enfoca:



- Planejamento e Administração
- O setor público
- Empreendedorismo & iniciativa privada
- Participação intensiva & terceiro setor
- Cidadania
- Qualidade Total
- Educação & Teatro