sábado, 23 de setembro de 2017

Países lusófonos querem português como língua oficial da ONU


O primeiro-ministro português António Costa defendeu, na ONU, uma reforma do Conselho de Segurança, alargando-o a países como o Brasil e a Índia, e frisou que permanece o desejo entre os países lusófonos do português figurar entre as línguas oficiais das Nações Unidas. A informação é da Agência Lusa.
Costa começou por aludir à recente resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a cooperação entre a ONU e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), "que visa precisamente fortalecer as complementaridades entre as duas organizações".
"Aproveito para referir a importância da língua portuguesa, que se afirma hoje como um instrumento de comunicação com dimensão global. Em meados deste século, o português deverá contar com quase 400 milhões de falantes, o que tem justificado a sua elevação a língua oficial em diversos organismos internacionais. A adoção do português como língua oficial das Nações Unidas permanece um desígnio comum dos Estados Membros da CPLP", salientou o primeiro-ministro.
No plano político, Costa defendeu também a reforma do Conselho de Segurança, "para lhe assegurar uma representatividade acrescida do mundo atual".
"O continente africano não pode deixar de ter uma presença permanente, e o Brasil e a Índia são dois exemplos incontornáveis. Por outro lado, a complexidade dos problemas globais que hoje enfrentamos impõe a necessidade de cultivar as parcerias, envolvendo não apenas os Estados, mas também as sociedades civis, as instituições financeiras internacionais, as entidades públicas e privadas", advogou.
Lusa


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Para saber sobre o livro, clique aqui.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Com 40 milhões de escravos no mundo, OIT pede mais empenho dos países


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou uma pesquisa, desenvolvida com a Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que mostra que mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo foram vítimas da escravidão moderna em 2016. Destas, cerca de 25 milhões estavam em trabalho forçado e 15 milhões em casamentos forçados.
A organização alerta que, se não houver maior esforço por parte dos governos em todo o mundo, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que visa a erradicação da escravidão até 2025 não será alcançado.
As estimativas mostram que as mulheres e meninas são as mais afetadas pela escravidão moderna, representando quase 29 milhões (71% do total). As mulheres representam 99% das vítimas do trabalho forçado na indústria do sexo e 84% das vítimas de casamentos forçados.
Casamentos forçados
De acordo com o relatório Global estimates of modern slavery (Estimativas globais da escravidão moderna, em tradução livre), o casamento forçado refere-se a situações em que pessoas, independentemente da idade, são obrigadas a se casar sem consentimento.
“Em algumas partes do mundo, meninas jovens e mulheres são obrigadas a se casar em troca de pagamento às suas famílias, cancelamento de dívidas, ou para encerrar disputas familiares. Em países com níveis significativos de conflito, elas podem ser forçadas por grupos armados e obrigadas a casar, suportando abusos sexuais, físicos e emocionais”, revela o texto.
Cerca de 37% das vítimas de casamentos forçados eram crianças no momento em que o casamento ocorreu. Entre elas, 44% foram forçadas a se casar antes de completar 15 anos, sendo que houve casos em que as meninas tinham apenas 9 anos.
O problema também acontece em países desenvolvidos, com mulheres e meninas obrigadas a se casarem com homens estrangeiros por razões culturais, ou para garantir o acesso de outra pessoa no país. Uma vez forçadas a casar-se, muitas vítimas são expostas a outras formas de exploração, incluindo exploração sexual, servidão doméstica e trabalho forçado.
A cada mil pessoas em todo o mundo, 2,1 estavam vivendo em casamento forçado em 2016. Mais de 90% dos casos ocorreram na África, Ásia e Pacífico. A África registrou os piores índices, com 4,8 vítimas por cada mil pessoas. A região da Ásia e do Pacífico registrou 2,0 a cada mil habitantes; a Europa, Ásia Central e Estados árabes (1,1) e as Américas (0,7).
Trabalho infantil
Os dados mostram ainda que há cerca de 152 milhões de crianças sujeitas a trabalhoinfantil. A pesquisa revelou que 73 milhões de crianças no mundo estão em trabalho perigoso. Apesar dos avanços, que mostraram uma redução de 94 milhões no número de crianças exercendo trabalho infantil nos últimos 16 anos, a tendência mostra que, se os progressos continuarem no mesmo ritmo, o ODS não será alcançado.
O relatório Global estimates of child labour (Estimativas globais de trabalho infantil, em tradução livre), feito pela Alliance 8.7, traça um cenário futuro pouco promissor. De acordo com o documento, 121 milhões de crianças ainda estarão em trabalho infantil em 2025, dos quais 52 milhões estarão em trabalho perigoso.
O relatório mostrou que, entre 2008 e 2012, houve uma redução de 47 milhões de crianças em trabalho infantil. Entre 2012 e 2016, os avanços diminuíram muito, com uma redução de apenas 16 milhões de crianças.
Aliança 8.7 pelo ODS
As organizações envolvidas na pesquisa lançaram a Alliance 8.7 (Aliança 8.7), uma parceria estratégica global que reúne os governos, as organizações das Nações Unidas, o setor privado, organizações e sociedade civil que atuam em relação ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8.7.
O objetivo aponta o compromisso de “tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas”.
"A mensagem que a OIT está enviando, juntamente com os nossos parceiros da Aliança 8.7, é muito clara: o mundo não estará em posição de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a menos que dramaticamente aumentemos nossos esforços para combater esses flagelos. Essas novas estimativas globais podem ajudar a moldar e desenvolver intervenções para prevenir o trabalho forçado e o trabalho infantil ", afirmou Guy Ryder, Diretor-Geral da OIT.
Por Marieta Cazarré, da Agência Brasil



 O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Grupo de trabalho definirá destino de peças religiosas apreendidas no século 20


Grupos religiosos de matriz africana solicitaram, em audiência pública no Rio de Janeiro, a entrega de peças religiosas consideradas sagradas. Os objetos estão sob a posse da Polícia Civil, que confiscou os objetos no início do século 20. Na época, cultos afrobrasileiros eram classificados como crime pelo Código Penal vigente na época. As peças compõem uma coleção, atualmente fechada ao público denominada pejorativamente de “Magia Negra”, no Museu da Polícia Civil, queestá em reforma.
Em audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não houve consenso entre os grupos religiosos que reivindicam as peças e o governo do Rio. A Polícia Civil, órgão do estado, reivindicou o acervo e demonstrou a intenção de exibi-lo no futuro.
Para discutir uma solução, foi criado um grupo de trabalho, com participação de lideranças religiosas, da própria polícia, do Ministério Público Federal (MPF), parlamentares e de outros órgãos públicos. Em até quinze dias, de posse de documentos sobre as condições do acervo, de cerca de 200 peças segundo os religiosos, o grupo fará sua primeira reunião.
Paralelamente, a Comissão de Direitos Humanos da Alerj solicitará ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a mudança imediata do nome da coleção. O nome “Magia Negra” reforça o preconceito contra a umbanda e o candomblé, dizem os sacerdotes.
Restituição
A responsável pelo terreiro Ilê Omolu Oxum, na Baixada Fluminense, que desde a década de 1980 defende a restituição das peças, Mãe Meninazinha de Oxum, disse que a audiência voltou a tratar de um tema esquecido. Hoje, ela propõe a devolução como segunda opção.
“O certo seria, não vou falar em museu, mas em memorial para esse sagrado, não se fala em peças, [para que] possa receber visitação, para que as pessoas possam conhecer essa história”, disse a sacerdotisa de 79 anos, uma das lideranças da campanha Libertem Nosso Sagrado.
Nos cálculos de Mãe Meninazinha, a Polícia Civil tem a guarda de centenas de peças, entre assentamentos (objetos de representação), símbolos dos orixás, instrumentos musicais, além de roupas rituais. Ela chegou a ver as peças uma vez, há mais de uma década.
Com a mediação entre a sociedade e governo do estado, parlamentares pretendem suspender inquérito aberto pelo MPF pedindo a repatriação dos objetos. Os procuradores argumentam que os crimes que motivaram as apreensões não existem mais, caíram com as leis do Estado Laico, e querem que as peças sejam entregues aos religiosos. Segundo as autoridades, a guarda das peças no Museu da Polícia Civil, sem tratamento adequado, trata-se de racismo religioso.
Reparação
Segundo o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que convocou a audiência, o grupo de trabalho continuará a discussão sobre a reparação de um erro histórico e, caso não se chegue a uma conclusão, o MPF voltará a ser acionado para dar andamento à ação judicial. “As religiões poderão amadurecer a proposta da Secretaria de Cultura, de intermediar a relação, recebendo as peças por um tempo e formatar uma proposta para o futuro”, explicou.
A Polícia Civil reivindica o acervo como parte da história da corporação e lamentou não ter condições de exibi-la agora, por problemas de infraestrutura na sede. O diretor do Museu da Polícia Civil, Cyro Advínculo, defendeu, contudo, a manutenção das peças onde estão.“Um museu não apreende suas peças, um museu preserva, pesquisa e expõe”, disse, na audiência. “Todos os museus constituem seus acervos com os objetos mais variados, que pertenceram a outras pessoas, grupos ou nações, e que, por circunstancias históricos, foram abrigados nesses espaços”,
O representante da chefia de Polícia Civil, Gilbert Stivanello, acrescentou que a instituição terá “uma enorme felicidade” em abrir o acervo à população, quando possível. A intenção é evidenciar a mudança de atuação da polícia ao longo dos anos. “Queremos mostrar o que o tempo faz, a polícia lá atrás, que cooperou para a intolerância religiosa, está sendo substituída por uma polícia que quer firmemente combater a intolerância para que o passado de erros não se repita”.
Já o secretário estadual de Cultura, André Lazzaroni, está de acordo com a devolução, identificação e exibição do acervo em outras condições. Ele comparou a guarda das peças com o confisco de obras de artes por nazistas. “Se entendermos que o Estado é o verdadeiro dono desse acervo, concordaremos que a Alemanha e a Áustria são donas do acervo roubado dos judeus”.
Agência Brasil





Para aproveitar o tempo, selecionamos títulos para os mais variados públicos - de crianças a amantes de literatura.

No descanso, divirta-se a valer, descanse, recarregue as baterias. Não deixe de colocar a leitura em dia, cuide de manter atualizada a sua biblioteca e – jamais se esqueça, o bom presente é aquele que ensina uma lição e dura para sempre; por isso, habitue-se a adquirir livros também para presentear.

Veja a seguir as nossas sugestões de leitura. Basta clicar no título desejado e você será levado ao site com mais informações:

1) Coleção Educação, Teatro e Folclore
Dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.



2) Coleção infantil
Dez volumes abordando temas variados do universo infanto-juvenil.



3) Coleção Educação, Teatro e Democracia
Quatro volumes abordando temas como democracia, ética e cidadania.



4) Coleção Educação, Teatro e História
Quatro volumes abordando temas como independência e cultura indígena.



5) Coleção Teatro greco-romano
Quatro volumes abordando as mais belas lendas da mitologia greco-romana.



6) O maior dramaturgo russo de todos os tempos: Nicolai Gogol – O inspetor Geral



7) O maior dramaturgo da literatura universal: Shakespeare – Medida por medida



8) Amor de elefante



9) Santa Dica de Goiás



10) Gravata Vermelha



11) Prestes e Lampião



12) Estrela vermelha: à sombra de Maiakovski



13) Amor e ódio



14) O juiz, a comédia



15) Planejamento estratégico Quasar K+



16) Tiradentes, o mazombo – 20 contos dramáticos



17) As 100 mais belas fábulas da humanidade

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Olimpíada de Linguística será aberta pela 1ª vez a todos os interessados


Mais de 5 mil candidatos devem participar da primeira fase da 7ª edição da Olimpíada Brasileira de Linguística (OBL) que começa nesta quarta-feira (20), segundo a expectativa dos organizadores. Normalmente restrita a alunos com formação até o ensino médio, o torneio deste ano abre a chance de participação de todos os interessados.
A exemplo da edição anterior, a participação nessa primeira fase é online. Para isso, os interessados podem entrar na página daolimpíada na internet ou baixar o aplicativo no tablet ou em smartphones. 
Quem não se inscreveu ainda tem chance de se candidatar para o teste. O torneio prossegue até o próximo dia 24.
A primeira prova terá 24 questões a serem respondidas em três horas. Quem conseguir acertar dois terços estará, automaticamente, classificado para a segunda etapa que ocorrerá no dia 21 de outubro, quando o certame será presencial e em local próximo do candidato.
No segundo desafio, os concorrentes enfrentarão um teste que exigirá maior profundidade de raciocínio e textos mais longos para buscar, em quatro horas, as respostas à seis questões.
Sessenta classificados vão para a terceira etapa, prevista para abril de 2018, quando haverá a imersão de uma semana para a escolha de oito finalistas. Os finalistas poderão disputar a olimpíada internacional marcada para julho do próximo ano, em Praga, na República Tcheca.
Para o matemático Bruno L'Astorina, um dos organizadores da prova, essa é chance de o concorrente “atingir maior independência intelectual capacitando-se para habilidades que podem ser a busca de soluções de problemas enfrentados no mundo de hoje”.
Segundo ele, o teste envolve o raciocínio lógico, o conhecimento de ciências exatas, de humanas e passa por aspectos culturais e sociais que convergem entre si. Em sua avaliação, existe uma situação política e social no mundo, atualmente, que carece de pessoas com “abertura para observar e ouvir mais”.
Agência Brasil


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8) Amor de elefante



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10) Gravata Vermelha



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12) Estrela vermelha: à sombra de Maiakovski



13) Amor e ódio



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16) Tiradentes, o mazombo – 20 contos dramáticos



17) As 100 mais belas fábulas da humanidade

Dia do Teatro Acessível é celebrado pela 1ª vez no país


Visitas guiadas ao cenário, intérpretes de Libras, fones para audiodescrição e legendas eletrônicas - tudo junto e misturado - deixaram de ser apenas um sonho para virar lei após a atuação pioneira e sistemática da jornalista Claudia Werneck.
Mas a conquista do teatro acessível, que teve seu dia nacional comemorado (pela primeira vez no Brasil) na terça-feira (19), não encerrou a batalha. A ativista diz que agora luta para ver o conceito se expandir para além da legislação e conseguir vencer resistências culturais, inclusive das pessoas com deficiência.
Para ela, a ideia é que os espaços culturais possam ser ocupados e aproveitados plenamente por todas as pessoas. 'É um grande dia. São anos e anos de trabalho. É o pleno êxito de uma jornada de quase 15 anos. É uma construção cotidiana de trazer empresas para apoiar a criação do teatro acessível, que nem a gente sabia como fazia, articular governo, Ministério Público...'
O ativismo começou por meio da Escola de Gente - Comunicação em Inclusão, que realiza gratuitamente oficinas e espetáculos com todos os recursos de acessibilidade a pessoas com e sem deficiência. A iniciativa ganhou mais força depois que a filha de Claudia, a atriz Tata Werneck, mobilizou colegas do curso de artes cênicas e criou o grupo 'Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade'.
As esquetes, que já foram apresentadas a mais de cem mil pessoas no Brasil e no exterior, fizeram sucesso. As apresentações são sempre gratuitas.
Para celebrar a data e estender o debate sobre o tema, haverá uma apresentação do grupo 'Os Inclusos e os Sisos' no Rio de Janeiro, às 15h desta terça, e um ato público no Tribunal de Contas da União, em Brasília, às 19h desta quarta .
Claudia era chefe de reportagem da revista 'Pais e filhos' quando visitou o irmão recémnascido de um colega de escola do filo mais velho e se viu, pela primeira vez, de fato em contato com a Síndrome de Down. A mãe do bebê queria saber como seria o futuro da criança e, frente à própria ignorância no assunto, a jornalista decidiu pesquisar sobre o quadro.
As informações levantadas acabaram resultando em uma reportagem - que ganhou menção honrosa no I Prêmio Associação Médica Brasileira de Jornalismo sobre Saúde - e no livro 'Muito Prazer, Eu Existo'. Depois, ela recebeu mais de 3 mil cartas e centenas de telefonas.
'Já tinha feito várias matérias sobre deficiência, mas nunca nada tinha me tocado tanto quanto aquela reportagem sobre síndrome de Down. Meu despertar foi com a deficiência intelectual, que é a que as pessoas têm mais resistência a aceitar', declara. 'Foi um livro muito arrojado para a época.'
A jornalista afirma que, apesar do orgulho de ter dado luz a um tema ainda pouco explorado na época, não vende mais o livro. Segundo ela, a publicação trabalha com o conceito de integração. Atualmente, ela defende a ideia de inclusão.
'Na integração, é como se a pessoa tivesse que correr para ficar o mais 'normal' possível. Um bom exemplo disso é a noção de superação. É como se as pessoas só tivessem valor se conseguissem à superação. É como se a criança nascesse surda, mas precisasse aprender a se adequar ao 'normal'.'
'Isso é muito comum em classe média. Você toma todas as providências para aprender a falar, coloca implante etc. mas você não quer que aprenda Libras, por achar que aprender Libras, que é uma língua oficial no Brasil, é algo que deve ser evitado, até por vergonha', completa.
Já a ideia de inclusão, afirma, é a de que todo o sistema está inadequado e por isso é preciso 'reorganizá-lo' para que ele consiga se tornar útil a todas as pessoas, atendendo as suas necessidades.
O grupo foi criado em 2003. Na época, afirma Claudia, não havia recursos para o projeto. 'Essas pessoas que criaram o grupo de teatro são pessoas muito perseverantes e que estão com uma carreira muito bonita. Perseveraram sem recurso nenhum por muitos anos.'
Desde o início, as apresentações sempre contaram com um intérprete de Libras. Em 2006, o grupo conseguiu o primeiro patrocínio por meio da Lei Rouanet. Em 2007, ocorreu o primeiro espetáculo para adultos considerável totalmente acessível no país. Para crianças, o primeiro foi em 2011.
'Eu falei que nós tínhamos que ter crianças com mentalidade inclusiva. Elas têm que crescer com essa ideia, porque, quando elas forem a um que não for acessível elas, vão achar estranho.'
Claudia conta que o grupo sempre busca incluir profissionais locais - como intérpretes de Libras, por exemplo - nas apresentações que faz pelo país. O objetivo é, além de estender a temática da deficiência e oferecer cultura a quem normalmente não teria, aquecer a economia local.
'Um dos desdobramentos da nossa passagem pelas cidades do interior do Brasil é que a gente aumenta a geração de emprego e renda para os profissionais que já têm como atividade uma cultura de acessibilidade, mas que não são percebidos como profissionais contratáveis, ninguém sabe que existem, ninguém sabe para o que servem', diz.
Segundo ela, outra realidade é que sempre tem uma pessoa com deficiência na plateia que nunca teve acesso a um espetáculo cultural anteriormente.
'Quando ao pessoa daquela cidade vê que chegou um teatro - hoje em dia também, um teatro criado pela Tata Werneck - preocupado em oferecer acessibilidade, a cidade começa a olhar pelas pessoas com deficiência de outro modo. Eles pensam: 'se essa pessoas, esse grupo teatral, está aqui oferecendo tudo isso, valorizando essas pessoas como sujeitos de direito, então eu vou passar a olhar de outro modo também'.'
'Depois que a gente sai das cidades, as pessoas com deficiência percebem que a vida delas começa a mudar também. Elas também se empoderam. Depois, a pessoa sente um sentimento de pertencimento social pleno, é uma injeção de animo e cidadania. Ela fica mais forte para perceber e lutar pelo que ela quer.'
Uma exigência do grupo é que as apresentações só ocorram em locais de total acessibilidade. Os 'Inclusos' já chegaram a alugar um banheiro químico porque o banheiro acessível do teatro em que se apresentariam estava quebrado.
A jornalista afirma que uma das ideias que 'prejudica' o teatro acessível é a de que os custos afastariam patrocinadores. Claudia diz nunca ter esbarrado em problemas do tipo nem nunca ter sido questionada pelas empresas parcerias sobre a necessidade de oferecer os diversos recurso de inclusão.
Para ela, a questão é compreender que a cultura é um direito inquestionável e que todas as pessoas merecem acesso. 'O nosso custo é o custo de uma cultura que discrimina pessoas com deficiência.'
'Temos que cercar por todos os lados. Há também a resistência de achar que um intérprete no palco atrapalha, que um filme com três acessibilidades não é bacana, não é necessário. É preciso mudar esse pensamento secular de todas as pessoas, não só de quem faz cultura', explica. 'A gente faz acessibilidade em grandes teatros, em população ribeirinha, em cidades da Amazônia, em todas regiões do Brasil, em quadras de esporte. A gente mostra que é possível fazer acessibilidade em qualquer lugar.'
Claudia conta que foi discriminada ao tentar adentrar no universo da deficiência. Não ser deficiente nem ter um filho nessas condições a transformavam em objeto de crítica para muitas pessoas. 'Quando comecei a me especializar em síndrome de Down, depois deficiência, os próprios jornalistas, pessoas amigas, diziam 'que pena que você deixou de ser jornalista'. Quer dizer que pode ser jornalista especializada em comida doce, salgada, estragada, mas não sou jornalista se sou especializada em deficiência?', questiona.
Claudia afirma acreditar que justamente a experiência é que deu sentido à profissão. 'Eu respondia que era agora que eu estava entendendo o que era ser jornalista. Sempre achei que o jornalista tinha que ser um agente da história. O jornalista não é aquele que simplesmente documenta e conta para fazer história, ele é um agente da história. Eu estou testando os limites da minha profissão. 'Agora eu estou entendendo minha função social enquanto jornalista', eu falava.'
O preconceito, diz, também é percebido nos momentos em que tenta se inscrever para editais na área de cultura. As exigências são de que o projeto seja feito por uma pessoa deficiente ou especificamente para pessoas deficientes - o que foge à proposta dela, de reunir todos em um mesmo espaço.
Claudia diz constantemente ser abordada por mães que contam que criaram os filhos deficientes com base nos livros que ela escreveu. De acordo com ela, a "Escola de Gente" já atingiu 400 mil pessoas em cerca de 20 países da América, Europa, Oceania e África.
'Eu acho que meu grande mérito, que eu sinto, é pegar o tema deficiência e oferecer para os grandes debates nacionais. Depois, discuti-lo junto às outras questões, como inclusão e meios de comunicação, inclusão e juventude, inclusão e democracia. Fui oferecendo tudo o que eu sabia, sobre deficiência, para expandir a consciência dos outros temas.'
A organização já recebeu mais de 50 prêmios nacionais e internacionais. Já Claudia recebeu 28 comendas nacionais e internacionais - entre elas uma condecoração da Organização das Nações Unidas.

O Globo

Educação, teatro e folclore



A maior coleção interagindo educação, teatro e folclore já lançada no país. São dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.

Veja os livros que compõem a Coleção:
•Vol. 1 – O coronel e o juízo final
•Vol. 2 - A noite do terror
•Vol. 3 - Lobisomem – O lobo que era homem
•Vol. 4 - Cobra Honorato
•Vol. 5 - A Mula sem cabeça
•Vol. 6 - Iara, a mãe d’água
•Vol. 7 - Caipora
•Vol. 8 - O Negrinho Pastoreiro
•Vol. 9 - Romãozinho, o fogo fátuo
•Vol. 10 - Saci Pererê

São dez comédias para o público infanto-juvenil, onde a cultura popular do país é retratada através de uma dramaturgia densa mas, ao mesmo tempo, hilariante, alegre e divertida.
Para saber mais, clique aqui.