sábado, 21 de outubro de 2017

Brasil é vice-campeão em mundial de profissões técnicas com 7 medalhas de ouro


Quando o assunto é desempenho de profissões técnicas, é o Brasil quem ganha de diversos países por 7 a 1. Confirmando a qualidade do ensino e do trabalho desenvolvidos em diversos ramos, brasileiros conquistaram 7 medalhas de ouro, 5 de prata e 3 de bronze, além de 26 certificados de excelência, na WorldSkills 2017, maior competição de modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviço. As vitórias garantiram o segundo lugar no torneio finalizado nesta quinta-feira (19) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes
Os brasileiros ganharam ouro em Mecatrônica, Eletricidade Industrial, Manufatura Integrada, Tornearia CNC, Polimecânica e Automação, Escultura em Pedra e Tecnologia de Mídia Impressa. Competidores das modalidades Tecnologia da Moda, Joalheria, Construção de Estruturas Metálicas, Manutenção Industrial e Desenho Mecânico – CAD levaram a prata. Já as quatro medalhas de bronze foram obtidas nas seguintes modalidades: Marcenaria de Estruturas, Movelaria e Construção de Estruturas para Concreto.
Realizada entre os dias 15 e 18 deste mês, a WorldSkills reuniu 1.256 jovens de 68 países em 52 ocupações técnicas. A delegação brasileira contou com 56 pessoas, sendo 50 vinculadas ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e seis ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Os competidores são estudantes de cursos de educação profissional de até 23 anos de idade no ano em que se realiza o torneio. Em Abu Dhabi, eles formaram a equipe que ganhou o nome Top One, que concorreu em 50 modalidades.
No quadro geral, o Brasil, que havia sido campeão na última edição, realizada em São Paulo, em 2015, perdeu apenas para a Rússia. O feito inédito dos russos também contou com uma mãozinha brasileira: profissionais que competiram em sete ocupações foram treinados pelo Senai. A contratação objetivou ampliar a preparação e também a divulgação de carreiras técnicas naquele país, que sediará a próxima edição da WorldSkills, em 2019, na cidade de Kazan. O empenho também levou a Rússia a apresentar a maior delegação na edição deste 
Apesar de o Brasil ter perdido a liderança, o resultado, na opinião do diretor-geral do Senai e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, confirma o que resume como "excelência" da educação profissional do Brasil. “Estamos muito orgulhosos com o resultado, com a demonstração de excelência que o Brasil tem na competição mundial de profissões técnicas. Nós demonstramos o alto nível que temos no conjunto das profissões. Estamos ao lado de potências industriais como a China, potências tecnológicas, como a Coreia do Sul e a Suíça, países emergentes como a Rússia, mas com alta tecnologia. Estamos entre os cinco melhores”, afirmou Lucchesi, logo após a cerimônia de encerramento da competição.
Para o presidente da CNI, Robson de Andrade, o fato de o Brasil estar ao lado de China, Coreia do Sul, Suíça e Rússia, em termos de qualidade dessas profissões, “é importante para criar oportunidades para os jovens e competitividade para as empresas”. Como resultado disso, a confederação espera melhorias na economia do país. Segundo estudo do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.
Provas
Antes da competição, ao longo de meses, profissionais oriundos de todas as regiões brasileiras foram treinados pelo Senai em centrosde referência. Acompanhados por orientadores em cada uma de suas áreas, eles realizaram atividades para aprimorar técnicas e também enfrentaram uma disciplina diária de exercícios físicos, treinamento técnico e psicológico.
Nas provas, eles tiveram que completar desafios propostos pela organização da competição, dentro de padrões internacionais de qualidade. A pontuação levou em conta habilidades técnicas individuais e coletivas, bem como o tempo de execução das tarefas. Ao todo, o Brasil acumulou 34.901 pontos.
Desafios globais
Além das disputas, os profissionais também se reuniram para dialogar sobre temas que afetam o mundo do trabalho hoje, como a economia verde (preocupada com tecnologia de desenvolvimento sustentável, que reduz riscos ambientais e a escassez ecológica) e a indústria 4.0 (uma referência à quarta revolução industrial, baseada na internet das coisas e computação nas nuvens), no chamado Fórum da Juventude, evento integrante da WorldSkills.
Como fruto das discussões, uma carta foi formulada pelos participantes e entregue aos representantes de todos os países que marcaram presença na competição. Entre outras medidas, defendem que sejam adotadas políticas de estímulo ao empreendedorismo e também ações para tornar os cursos e, até mesmo, as profissões, mais inclusivas.
Da Agência Brasil


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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
Os desafios do dia a dia exigem intensa troca de mensagens, seja nas redes sociais, seja nas corporativas: relacionamentos pessoais, correio eletrônico, elaboração de projetos e relatórios, participação em concursos e processos seletivos, negociações empresariais, tratados corporativos, convenções políticas, projetos literários... Tarefas que se tornam triviais, textos que se tornam mais adequados e elegantes quando as técnicas para a elaboração da redação criativa se encontram sob inteiro domínio. E não é só. Escrever está umbilicalmente vinculado à qualidade de vida, à saúde, ao bem-estar.
É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
Este livro disponibiliza uma exclusiva metodologia para a elaboração do texto criativo. Destina-se aos que tenham interesse em aprimorar a expressão através da escrita: trabalhadores e servidores públicos, gestores que atuam nos setores privado e estatal, empresários e empreendedores, lideranças políticas e sociais, professores e estudantes, sem perder de vista as pessoas comuns, o público em geral, porque qualificar as formas de interagir com o outro deve ser um objetivo estratégico acolhido por todos.     
A utilização da técnica ‘Moving Letters’ possibilita que a atividade ‘escrever bem’ se coloque ao alcance de qualquer um. O método, ancorado nos princípios do planejamento estratégico – de maneira gradual e progressiva – conduz o leitor pelos universos que podem levá-lo à carreira de escritor.  Caso a opção seja escrever um livro, por exemplo, a metodologia auxilia na definição dos temas, na estruturação das tramas, na caracterização das personagens, na coesão do enredo, na consistência dos conflitos, na lapidação do texto, desenvolvendo as habilidades necessárias para a elaboração da adequada escritura.
Fluência à escrita e qualidade à redação são as molas propulsoras que impulsionam o livro, são os objetivos possibilitados pela aplicação da metodologia. Como fundamento, um tripé harmoniosamente organizado: a linguística, a estruturação e análise do discurso e as técnicas de elaboração de textos criativos. 
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Locais de prova do Enem poderão ser consultados a partir de hoje


A partir das 10h de hoje (20), os candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano poderão consultar o cartão de confirmação da inscrição, que contém informações como o local onde ele fará a prova. O acesso ao cartão pode ser feito na Página do Participante e também no aplicativo do Enem para celular.
Para acessar o cartão é preciso fornecer o número do CFP e a senha cadastrada durante a inscrição no Enem. Além do local de prova, o documento também informa o número de inscrição, a data e hora das provas, a opção de língua estrangeira escolhida e os atendimentos específicos ou especializados, caso tenham sido solicitados.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que, após conhecer o lugar onde fará a prova, os candidatos façam o trajeto antes do dia do Enem e verifiquem a distância, o tempo gasto e a melhor forma de chegar, para evitar atrasos no dia da aplicação. Apesar de não ser obrigatório, o Inep sugere que os candidatos levem o cartão de confirmação no dia da prova para para facilitar o acesso às informações de sua inscrição.
O Enem será realizado em dois domingos: em 5 de novembro, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos, redação e ciências humanas e, no dia 12 de novembro será a vez das provas de ciências da natureza e matemática. O exame será aplicado em 1.724 municípios, para 6.731.203 inscritos.
Da Agência Brasil


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A arte de escrever bem


Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
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Entra no ar novo site do Museu da Língua Portuguesa


Entrou no ar no dia 17 o novo site do Museu da Língua Portuguesa (MLP) em que estão disponibilizadas as informações sobre a reconstrução de sua sede, no prédio histórico da Estação da Luz, na região central da cidade. O prédio foi destruída por um incêndio em dezembro de 2015.
Na página do museu na internet, o navegador também pode resgatar dados sobre parte das principais exposições promovidas ao longo de sua história e ainda acessar a programação das atividades que passaram a ser itinerantes.
Segundo a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, responsável pelo MLP, as novidades estão agrupadas em três seções principais: reconstrução, memória e educativo. Em nota, a secretaria justificou que a intenção é “manter viva a conexão entre o museu e seu público durante o período de reconstrução, por meio da presença digital e também da realização de atividades off-line”.
Restauração
A previsão de reabertura do museu é junho de 2019. Neste mês estão sendo concluídos os trabalhos de restauração da fachada e das esquadrias e, ao longo dos próximos 10 meses, serão desenvolvidas obras na cobertura. Para seguir o projeto original da edificação, conforme determinação legal, foram recuperadas madeiras com mais de 70 anos, uma tarefa desempenhada por uma equipe de restauradores, auxiliares de restauro, mestres de carpintaria e mestres estucadores.
Nessa missão, os profissionais tomaram por base modelos registrados no início do século 20. Até uma marcenaria foi instalada no local para refazer ou restaurar mais de 300 esquadrias. Algumas peças de peroba do campo rosa e amarela, parcialmente carbonizada, puderam ser reaproveitadas.
De acordo com a administração do museu, a reconstrução segue as diretrizes de sustentabilidade necessárias para a obtenção do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design),com projeção de reduzir o consumo de energia; efetuar a coleta de água de chuva para irrigação, além de um sistema de controle dos resíduos durante a obra e o uso de madeira certificada. A reforma está orçada em R$ 65 milhões e parte dos gastos (R$ 36 milhões) vinda do setor privado.
Linha do tempo
O site traz ainda informações sobre as atividades que têm ocorrido, paralelamente, à essa reconstrução como a comemoração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na Estação da Luz; a participação na 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e na 18ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio.
Memória
Também estão na página informações sobre algumas das grandes mostras promovidas na sede do museu ao longo dos 10 anos de visitação pública (de 2006 a 2015). A instituição é a primeira no mundo a se dedicar a um idioma,o português, inovando no conceito de associar a tecnologia e educação, em um ambiente de museu.
Nesse período, quatro milhões de pessoas passaram pelo local e, no total, ocorreram 34 exposições temporárias.Entre elas estão O Francês no Brasil em Todos os Sentidos,que aborda a adoção de nomes e costumes no cotidiano dos brasileiros; Grande Sertão Veredas, em alusão à obra do médico e escritor, Guimarães Rosa e as que homenagearam Machado de Assis, Gilberto Freire e Clarice Lispector.
Educando
Na seção educativa, são encontradas três áreas, uma delas a biblioteca, com artigos sobre a língua portuguesa; educação em museus com textos sobre práticas educativas em museus brasileiros e cadernos educativos, abordando as exposições temporárias.
O site está adaptado para atender também pessoas com alguma deficiência como cegos, pessoas com baixa visão, deficiência auditiva, deficiência motora ou mobilidade reduzida, deficiência intelectual e pessoas com idade avançada.
Festival de Rua
De 19 a 21 deste mês, o Museu da Língua Portuguesa promove o 2º Festival de Rua Que Bom Retiro, com atividades culturais no saguão da Estação da Luz, de quinta-feira a sábado . Como parte das atividades, do dia 18 até o dia 21, em vários locais da região vão ser realizadas mais de 40 atividades, todas de acesso gratuito, incluindo jogos, cinema, oficinas e sarau.
No saguão da Estação da Luz, estão previstos jogos que vão mostrar a influência de imigrantes e dos povos indígenas na construção da língua portuguesa. Entre as atividades, está o quebra-cabeças “piquenique de palavras”.
Da Agência Brasil


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Escrever é uma necessidade vital, um fundamento sem o qual a comunicação perde em substância.
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É o que comprova estudo realizado pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que a prática da escrita atua na redução dos hormônios vinculados ao estresse, melhora o sistema imunológico, auxilia na recuperação do equilíbrio físico e emocional.  
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

No Dia da Inovação, entidades defendem mais investimentos em pesquisa


No Dia Nacional da Inovação, lembrado hoje (19), entidades de pesquisa e indústria e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) defendem mais investimentos no setor. A data foi criada para lembrar que a inovação contribui para o desenvolvimento do país e para a sua inserção em um cenário internacional marcado por novidades tecnológicas que vão da inteligência artificial à investigação de códigos genéticos, passando pela diversificação de fontes energéticas e pela exploração do espaço sideral.
O Brasil, que é a nona economia do mundo, ocupa atualmente a 69ª posição no Índice Global da Inovação, atrás de nações de dimensões menores, como Bahrein, Ilhas Maurício, Panamá, Sérvia, Lituânia e Armênia. A colocação do país permaneceu estável em relação a 2016, e subiu uma posição se comparada com 2015. A situação atual representa uma piora frente a anos anteriores. Em 2011, o Brasil chegou a ocupar o 47º lugar.
O levantamento existe desde 2007 e é produzido pela Universidade de Cornell, dos Estados Unidos, com apoio da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). São medidos indicadores como registro de patentes, bens e serviços criativos, investimento em educação, criação e difusão de conhecimento, força de trabalho e adoção de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
Entre os aspectos considerados para compor o índice do Brasil, os mais mal avaliados são o ambiente político e de negócios, a educação universitária, a infraestrutura geral (como rede elétrica e formação de capital bruto) e o impacto do conhecimento. Já as áreas com melhor situação são o tamanho do mercado, a sofisticação dos negócios e a absorção de conhecimento (incluindo pagamentos relativos a propriedade intelectual).
TICs
Parte importante da inovação atualmente está relacionada às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), base da economia digital. No relatório mundial sobre o tema, lançado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), o Brasil aparece em 7º na categoria de valor agregado de serviços de TICs, em uma lista das dez maiores economias. Os mais bem colocados são Estados Unidos, União Europeia, China, Japão e Índia. A soma brasileira representa 2% do volume de recursos adicionado pelas nações pesquisadas, que chegou em 2015 a US$ 2,657 trilhões.
No ranking de fabricantes de computador, constante no mesmo relatório, o Brasil cai para a última colocação (10ª). Os principais produtores são China, Estados Unidos, União Europeia, Coreia e Japão. Quando considerada a força de trabalho no setor de informação e comunicação, o país sobe para o 5º lugar. O país não aparece entre os 10 primeiros nas categorias de exportações de serviços de telecomunicações e de computadores e na lista de uso de robôs em fábricas.
Prioridades
Para o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, não há cultura de inovação tanto em empresas quanto no Estado. Esse quadro ocorre por uma dificuldade das companhias de arriscar em investimentos em pesquisa, pela debilidade das políticas públicas de incentivo, pelo ambiente regulatório muito burocrático e pelo descompasso entre a ciência produzida na universidade e o desenvolvimento no setor privado.
“A gente compra muito de fora produtos com tecnologia agregada, enquanto nossa lógica comercial é focada muito na venda e exportação de produtos de baixa tecnologia. A gente não vai dominar todos os ramos, mas temos de apostar em grandes desafios a partir da escolha de prioridades. O país tem gigantesco potencial de recursos naturais e isso pode ser um grande programa mobilizador para a ciência brasileira”, defende Castro.
Investimentos
A diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria, Gianna Sagazio, concorda que qualificar para qualificar o setor, são necessários mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Segundo a diretora, historicamente o índice desse tipo de aporte no Brasil tem sido de cerca de 1,2% do Produto Interno Bruto, enquanto esse percentual é de 4,4% em Israel, 3,2% na Suécia, 2,8% nos Estados Unidos e na Alemanha, 2,2% na França e 2% na China, por exemplo.
A ampliação de recursos voltados ao setor, acrescenta a representante da CNI, precisaria de mais estímulos, como melhor qualificação da força de trabalho pelas universidades, maior atuação de centros de pesquisa, qualificação do marco regulatório e a oferta de mais recursos.
“As empresas não inovam sozinhas, mas dentro de um ecossistema. A gente está na contramão do resto do mundo. Enquanto países desenvolvidos estão colocando mais recursos, a gente em uma situação inversa. Neste ano, tivemos corte de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), tivemos uma grande reserva e contingenciamento no Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Isso afeta em muito a inovação empresarial”, pontua Gianna.
Investimentos públicos
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Prata, reconhece que o momento é de “grandes dificuldades”, mas relata que o ministério vem se esforçando para recuperar o orçamento da área. “Nós gostaríamos que os recursos para a área estivessem sendo menos afetados. Mas estamos em uma perspectiva de recuperar um orçamento mínimo que permita alimentar o sistema de ciência e tecnologia”, afirma.
Entre as ações do MCTIC está a discussão no governo e com o Congresso de um modelo jurídico que impeça contingenciamentos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
No curto prazo, acrescenta o secretário, estão sendo preparadas ações como a regulamentação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), a melhoria da chamada Lei do Bem (Lei 11.196/2005) – que cria incentivos a empresas com pesquisas em inovação – e o estímulo ao empreendedorismo tecnológico.
No médio e longo prazos, um dos desafios é ampliar o investimento do setor privado. “A característica dos países referência para nós é que a maior parte dos investimentos vem do setor privado. O estímulo à pesquisa básica tem que ser apoiado pelo setor público. Mas queremos que o setor privado participe mais”, destaca.
Da Agência Brasil


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Nota do Enem é aceita para ingresso em 27 universidades de Portugal


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou recentemente um convênio com o Instituto Politécnico da Maia (Ipmai), de Portugal, para que estudantes brasileiros possam usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso na instituição. Com isso, já são 27 as instituições de ensino superior portuguesas que aceitam o Enem.
As instituições portuguesas que usam o exame podem definir qual será a nota de corte para o acesso dos estudantes brasileiros aos cursos ofertados. A revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos estudantes que cursarem o ensino superior em Portugal estão sujeitos à legislação brasileira aplicável à matéria.
O primeiro convênio interinstitucional foi firmado em 2014, com a Universidade de Coimbra. Os convênios não envolvem transferência de recursos e não preveem financiamento estudantil por parte do governo brasileiro.
O Inep já tem 27 convênios com as seguintes instituições portuguesas:
Universidade de Coimbra
Universidade de Algarve
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico de Beja
Instituto Politécnico do Porto
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
Instituto Politécnico de Coimbra
Universidade de Aveiro
Instituto Politécnico de Guarda
Universidade de Lisboa
Universidade do Porto
Universidade da Madeira
Instituto Politécnico de Viseu
Instituto Politécnico de Santarém
Universidade dos Açores
Universidade da Beira Interior
Universidade do Minho
Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Instituto Politécnico de Setúbal
Instituto Politécnico de Bragança
Instituto Politécnico de Castelo Branco
Universidade Lusófona do Porto
Universidade Portucalense
Instituto Universitário da Maia (Ismai)
Instituto Politécnico da Maia (Ipmai)
Da Agência Brasil


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