quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Encontro de Cinema Negro começa hoje com recorde de inscrição de filmes

O cineasta Zózimo Bulbul, que completaria 80 anos em 2017 e dá nome ao festival, é homenageado no Encontro de Cinema NegroFernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

O eletrizante Hear Me Move (Ouça-me dançar, em tradução livre), primeiro filme sul-africano de dança, do diretor Scottnes Smith, abre hoje (30), às 19h, a 10º edição do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe, no Rio de Janeiro.

longa-metragem, de 2015, conta a história do filho de um famoso dançarino de rua que tenta descobrir as razões por trás da morte do pai. O filme rodou importantes festivais, como os de Toronto, no Canadá, e Cannes, na França, com uma trilha sonora inebriante e é a aposta da primeira noite do festival.
 O Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul vai até 9 de setembro, trazendo em sua programação, que este ano homenageia o fundador do festival – Zózimo Bulbul, morto em 2013 – mais de 80 produções, sendo boa parte estrangeira, vindas do Senegal, Mali, Nigéria, Gana e de Cuba, por exemplo. Haverá produções consagradas e trabalhos de jovens revelações.
“Na última edição, tivemos 32 filmes brasileiros selecionados, de um total de 55 inscrições totais, esse ano, tivemos 66, em um universo de 98. É um salto de 100%”, diz o curador e diretor premiado, Joel Zito Araújo, salientando o caráter afirmativo do festival. Ele atribui o aumento de realizadores negros no Brasil a políticas de cotas raciais nas universidades e ao crescimento do movimento hip hop nas periferias “que aceleraram o processo”.
Outro destaque internacional da mostra vem da Inglaterra. O documentário Generation Revolution (Geração Revolução, em tradução livre, 2016) é sobre jovens ativistas negros e latinos que vivem em Londres e se posicionam contrariamente a políticas de austeridade, a pobreza e a violência policial. O filme chama a atenção para a capacidade de organização dos jovens, além do compromisso deles com a igualdade de gênero.
Referência no Brasil e no mundo, o Encontro de Cinema Negro pretende fortalecer a identidade negra de maneira não estereotipada, favorecer a troca de experiências, negócios e o diálogo com festivais pelo mundo. Para isso, estarão presentes os curadores do Festival de Ecrans Noir, de Camarões, e o secretário-geral da Federação de Cineastas Pan-africanos, Cheick Oumar Sissoko, um dos mais premiados e reconhecidos cineastas do Mali. O evento é também uma janela de exibição para produções de destaque que não chegam facilmente ao público.
Uma novidade desta edição é a mostra de filmes infantis que ocorre amanhã (31) e sábado (2). As salas do Cinema Odeon, centro, vão exibir o consagrado desenho animado Nana e Nilo e o Tempo de Brincar, de Sandro Lopes, além de Òrun ÀiyÉ. Este último, de Jamile Coelho e Cíntia Maria, dublado por Carlinhos Brown, apresenta o mito de criação do universo narrado pelos orixás. Ainda na programação para crianças, El Reflexo, da sergipana Everlane Moraes, que estudou na Escuela Internacional de Cinema y TV, de Cuba, é um dos filmes em espanhol.
 Estreias
Entre os destaques nacionais estão as estreias do primeiro episódio da série Fé Menina, do Coletivo Mulheres de Pedra, que será exibido hoje, na abertura, e o aguardado documentário Tia Ciata, de Mariana Campos e Raquel Beatriz, em exibição amanhã (31), às 21h. O filme sobre Tia Ciata traz uma perspectiva feminina sobre a baiana batizada Hilária Batista de Almeida, uma das figuras mais influentes para o surgimento do samba, no Rio, no século 19. Haverá uma sessão especial do longa na quarta-feira (6), às 14h, no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), no Maracanã.
Para destacar o protagonismo das mulheres negras no audiovisual, será exibido o curta Rainha(2016), de Sabrina Fidalgo, vencedor do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema, em novembro passado. Em preto e branco, o filme narra a jornada de uma jovem para se tornar rainha de bateria em sua comunidade. A realizadora estudou na Escola de TV e Cinema de Munique, na Alemanha, e dirige a própria produtora.
“O filme selecionado, Rainha, é meu sexto curta e é o quarto filme selecionado para o Encontro”, disse. Ela frisa o papel do festival como uma importante janela de exibição. “Moramos em um país onde mais da metade da população brasileira é negra, mas ela não é vista no audiovisual. As produções ignoram nossa presença seja atrás ou na frente das câmeras”, criticou.
Paralelamente, na mostra educativa, serão exibidos filmes de sucesso nacional, como os documentários Raça (2013) de Joel Zito Araújo, curador do Encontro de Cinema Negro, e Abolição (1988), de Zózimo Bulbul, o homenageado, sobre os 100 anos da Lei Áurea.
Os ingressos para as sessões no Cinema Odeon, no centro, custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) e estarão disponíveis a partir de hoje. A entrada é gratuita no Centro Cultural Justiça Federal, no centro, e no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá. Basta chegar uma hora antes e retirar os bilhetes. A programação completa você encontra aqui.
Por Isabela Vieira, da Agência Brasil


  O livro com a peça teatral Irena Sendler, minha Irena:


A história registra as ações de um grande herói, o espião e membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, Oskar Schindler, que salvou cerca de 1.200 judeus durante o genocídio perpetrado pelos nazistas. O industrial alemão empregava os judeus em suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas na Polónia e na, então, Tchecoslováquia.   

Irena Sendler, utilizando-se, tão somente, de sua posição profissional – assistente social do Departamento de Bem-estar Social de Varsóvia – e se valendo de muita coragem, criatividade e altruísmo, conseguiu salvar mais de 2.500 crianças judias.

"O Anjo do Gueto de Varsóvia", como ficou conhecida Irena Sendlerowa, conseguiu salvar milhares de vidas ao convencer famílias cristãs polonesas a esconder, abrigando em seus lares, os pequeninos cujo pecado capital – sob a ótica do führer – consistia em serem filhos de pais judeus.

Período: 2ª Guerra Mundial, Polônia ocupada pela Alemanha nazista. A ideologia de extrema-direita que sistematizou o racismo científico e levou o antissemitismo ao extremo com a Solução Final, implementava a eliminação dos judeus do continente europeu.

A guerra desencadeada pelos nazistas – a maior deflagração do planeta – mobilizou 100 milhões de militares, provocando a maior carnificina já experimentada pela humanidade, entre 50 e 70 milhões de mortes, incluindo a barbárie absoluta, o Holocausto, o genocídio, o assassinato em massa de 6 milhões de judeus.

Este é o contexto que inspirou o autor a escrever a peça teatral “Irena Sendler, minha Irena”.

Para dar sustentação à trama dramática, Antônio Carlos mergulhou fundo na pesquisa histórica, promovendo a vasta investigação que conferiu à peça um realismo que inquieta, suscitando reflexões sobre as razões que levam o homem a entranhar tão exageradamente no infesto, no sinistro, no maléfico. Por outro lado, como se desanuviando o anverso da mesma moeda, destaca personagens da vida real como Irena Sendler, seres que, mesmo diante das adversidades, da brutalidade mais atroz, invariavelmente optam pelo altruísmo, pela caridade, pela luz.

É quando o autor interage a realidade à ficção que desponta o rico e insólito universo com personagens intensos – de complexa construção psicológica - maquinações ardilosas, intrigas e conspirações maquiavélicas, complôs e subterfúgios delineados para brindar o leitor – não com a catarse, o êxtase, o enlevo – e sim com a reflexão crítica e a oxigenação do pensamento.
Dividida em oito atos, a peça traz à tona o processo de desumanização construído pelas diferentes correntes políticas. Sob o regime nazista, Irena Sandler foi presa e torturada – só não executada porque conseguiu fugir. O término da guerra, em 1945, que deveria levar à liberdade, lancinou o “Anjo do Gueto” com novas violências, novas intolerâncias, novas repressões. Um novo autoritarismo dominava a Polônia e o leste Europeu. Tão obscuro e cruel quanto o de Hitler, Heydrich, Goebbels, Hess e Menguele, surgia o sistema que prometia a sociedade igualitária, sem classes sociais, assentada na propriedade comum dos meios de produção. Como a fascista, a ditadura comunista, também, planejava erigir o novo homem, o novo mundo. Além de continuar perseguindo Irena, apagou-a dos livros e da historiografia oficial, situação que só cessaria com o debacle do império vermelho e a ascensão da democracia, na Polônia, em 1989.


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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Suspensa reintegração de terra indígena no sul da Bahia



Uma reintegração de posse em território indígena foi suspensa, no sul da Bahia, após decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, em Brasília. A Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguassu está localizada no município de Itaju de Colônia e a prefeitura havia solicitado a reintegração de posse por iniciativa dos proprietários de imóveis da área urbana Parque dos Rio, que fica dentro do território indígena.
Após o pedido da prefeitura de Itaju de Colônia, a Justiça Federal em Itabuna chegou a validar ação movida pelo Executivo municipal. A nova decisão do TRF1, no entanto, suspende a reintegração de posse.
Segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, a situação foi relatada a desembargadores e procuradores do TRF. Ente os argumentos foi citado o “risco de agravamento do quadro de violência” na região, já marcada por conflitos. A sentença da Justiça Federal alega, ainda, que foi comprovada a ocupação tradicional indígena na localidade, apesar de o processo de regularização ainda estar em andamento.
A secretaria estadual, que mediou em favor dos indígenas, cita que o Supremo Tribunal Federal já havia reconhecido a legitimidade das terras Caramuru-Catarina Paraguassu como reserva indígena, em 2012. Uma ação cível da Fundação Nacional do índio (Funai) chegou a ser julgada parcialmente procedente, porque anulava títulos de propriedade particular na região. Desde 1938, portanto, as terras estavam demarcadas como reserva, apesar de ainda não terem sido homologadas.
De acordo com Coordenação Regional da Funai no Sul da Bahia, a microrregião possui 12 territórios indígenas, incluindo a Caramuru-Catarina Paraguassu. As outras terras indígenas são Águas Belas, Aldeia Velha, Barra Velha, Cahy Pequi, Coroa Vermelha, Coroa Vermelha (Gleba C), Fazenda Bahiana, Imbiriba, Mata Medonha, Tupinambá de Belmonte e Tupinambá de Olivença.
Por Sayonara Moreno, da Agência Brasil

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Coleção Quasar K+: 

Livro 1: Quasar K+ Planejamento Estratégico;
Livro 2: Shakespeare: Medida por medida. Ensaios sobre corrupção, administração pública e administração da justiça;
Livro 3: Nikolai Gogol: O inspetor geral. Accountability pública; Fiscalização e controle;
Livro 4: Liebe und Hass: nicht vergessen Aylan Kurdi. A visão de futuro, a missão, as políticas e as estratégias; os objetivos e as metas.


O que é a metodologia Quasar K+ de planejamento estratégico?

QUASAR K+ é uma metodologia que procura radicalizar os processos de participação cidadã através de três componentes básicos:
a.Planejamento;
b.Educação e Teatro;
c.Participação intensiva.

Para quem se destina a ferramenta?

A metodologia QUASAR K+ foi desenvolvida para se constituir em uma base referencial tanto para as pessoas, os indivíduos, como para as organizações. Portanto, sua utilização pode ensejar a modernização desde o simples comércio de esquina ao grande conglomerado corporativo. Mas, também, os projetos de crescimento e desenvolvimento individuais, a melhoria das relações familiares...

Fazendo uso da metodologia QUASAR K+ poderemos descortinar novos horizontes nos habilitando a fazer mais e melhor com menor dispêndio de recursos.

Qual a razão desta metodologia?

Nas democracias modernas as sociedades se mostram tanto mais evoluídas e sustentáveis quanto mais aprimoram a qualidade da participação na vida organizacional, política e social.

Para que a participação se revista de qualidade se faz necessário dominar um conjunto de técnicas e instrumentais capazes de impregnar o processo de maior eficácia.

É deste contexto que emerge a metodologia QUASAR K+: disponibilizar técnicas específicas ancoradas em valores e princípios da educação e do teatro, incorporando - como eixo estruturante - as ferramentas do planejamento.

Portanto, é uma metodologia que busca assegurar qualidade à consecução dos objetivos, estratégias e metas traçados.

Por conseguinte, a aplicação da tecnologia possibilitará que nossa inserção e participação nos ambientes de estudo, trabalho, entretenimento e moradia, se verifique de maneira progressivamente mais satisfatória. Ao mesmo tempo em que nos empodera:

- eleva a autoestima – na medida em que tomamos consciência da evolução de nossa capacidade produtiva, da habilidade adquirida para interagir e contribuir com a família, o grupo social, a organização, a sociedade;

- incorpora ganhos sociais para a família, a escola, a instituição em que trabalhamos e a comunidade onde moramos, considerando que os produtos e resultados de nossa intervenção direta passam a ostentar qualidade diferenciada, mais fina, apurada e consentânea com as aspirações por um mundo melhor e mais justo.

De maneira estruturada, o livro enfoca:



- Planejamento e Administração
- O setor público
- Empreendedorismo & iniciativa privada
- Participação intensiva & terceiro setor
- Cidadania
- Qualidade Total
- Educação & Teatro




terça-feira, 29 de agosto de 2017

O mês do folclore



A maior coleção interagindo educação, teatro e folclore já lançada no país. São dez volumes abordando 19 lendas do folclore brasileiro.

Veja os livros que compõem a Coleção:
•Vol. 1 – O coronel e o juízo final
•Vol. 2 - A noite do terror
•Vol. 3 - Lobisomem – O lobo que era homem
•Vol. 4 - Cobra Honorato
•Vol. 5 - A Mula sem cabeça
•Vol. 6 - Iara, a mãe d’água
•Vol. 7 - Caipora
•Vol. 8 - O Negrinho Pastoreiro
•Vol. 9 - Romãozinho, o fogo fátuo
•Vol. 10 - Saci Pererê

São dez comédias para o público infanto-juvenil, onde a cultura popular do país é retratada através de uma dramaturgia densa mas, ao mesmo tempo, hilariante, alegre e divertida.
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Morgan Freeman receberá prêmio honorário do Sindicato de Atores

EFE/Mario Guzmán

O americano Morgan Freeman receberá o prêmio honorário do Sindicato de Atores de Hollywood (SAG Awards) como reconhecimento à carreira no mundo cinematográfico.
A entidade informou nesta terça-feira que homenagem especial para Freeman fará parte da 24ª edição dos prêmios do Sindicato de Atores, que serão entregues no dia 21 de janeiro do próximo ano.
"Alguns atores passam toda a carreira esperando o papel perfeito. Morgan nos mostrou que a verdadeira perfeição é o que um ator contribui para o papel", disse a presidente do SAG, Gabrielle Carteris.
De acordo com Carteris, seja como chofer (em "Conduzindo Miss Daisy", 1989), assassino convicto (em "Um Sonho de Liberdade", 1994) ou assistente em um ginásio de boxe (em "Menina de Ouro", 2004), Freeman descobriu as "almas" e a "personalidade" de todos seus personagens.
Vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por "Menina de Ouro" e indicado outras quatro vezes aos prêmios da Academia de Hollywood, Freeman é um dos atores mais respeitados e admirados de sua geração.
Morgan Freeman se juntará à lista de atores premiados pelo Sindicato de Atores como reconhecimento às suas brilhantes carreiras, entre os quais estão Lily Tomlin, Debbie Reynolds, Rita Moreno, Dick Van Dyke, Betty White, Julie Andrews, Clint Eastwood ou Sidney Poitier.

EFE


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domingo, 27 de agosto de 2017

Cartas de Einstein sobre nazismo e Grande Depressão serão leiloadas nos EUA


Uma casa de leilões de Los Angeles receberá até a próxima quinta-feira, 24 de agosto, lances por uma série de cartas de Albert Einstein nas quais, entre outros temas, o físico critica a Inglaterra por sua inércia perante a ascensão do nazismo e aborda os problemas econômicos da Grande Depressão.
Um comunicado da casa de leilões Nate D Sanders divulgado nesta segunda-feira detalhou o conteúdo destes escritos de Einstein, entre os quais está uma carta de 1938 dirigida ao seu amigo Michele Besso, na qual critica o então primeiro-ministro inglês, Neville Chamberlain, por assinar os acordos de Munique que permitiram à Alemanha nazista incorporar aos seus domínios o território tcheco dos Sudetos.
"Você confia nos britânicos ou até mesmo em Chamberlain? Oh, bendita inocência! Esperando que Hitler talvez se compense atacando a Rússia, (Chamberlain) sacrifica a Europa do Leste", escreveu Einstein.
Além disso, assegurou que o premiê britânico encurralou a esquerda francesa ao apoiar àqueles que defendiam a ideia de que "melhor Hitler que os vermelhos".
"A política de extermínio contra a Espanha já mostrou isto claramente. Agora salvou Hitler, enquanto se coroa com a coroa do amor e da paz e induz a França a trair aos tchecos. Fez tudo isto de uma maneira tão inteligente que enganou a maioria das pessoas, inclusive a você, infelizmente", acrescentou.
"Não me resta nenhuma esperança no futuro da Europa", arrematou Einstein em um texto muito amargo e pessimista.
Em outra carta, desta vez assinada em 1932, o autor da Teoria da Relatividade abordava a Grande Depressão e a crise econômica mundial dos anos 30.
"Acredito que a nossa economia tem um defeito fundamental: adoece de um excesso de mão-de-obra não qualificada. Sempre foi assim, mas agora é mais verdadeiro que nunca", opinou.
"Não sou um socialista ou um comunista. Tenho as minhas dúvidas de que possa haver uma produtividade saudável dentro de uma economia planejada centralmente. No entanto, acredito que a comunidade teria que reduzir o excesso de mão-de-obra não qualificada com medidas restritivas que mantenham os salários suficientemente altos que permitam às massas comprar bens", opinou.
"Sem esse tipo de medidas, uma grande quantidade de pessoas, especialmente todo o trabalhador não qualificado, se verá reduzida a um nível de ignóbil subsistência e uma considerável porção deles será deslocada para fora do ciclo econômico e, deste modo, será esmagada", completou.
Por último, também será leiloada uma carta de 1918 na qual Einstein planeja o que faria com o dinheiro do prêmio Nobel três anos antes de que fosse reconhecido pela Academia Sueca.

 EFE
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sábado, 26 de agosto de 2017

Lampião e Prestes em busca do reino divino: o dia em que o bandido promovido a homem da lei guerreou contra o coronel tornado um fora da lei


O livro, a peça teatral
Luiz Carlos Prestes e Virgulino Lampião se enfrentaram em combate no sertão, no interior do Nordeste? É o que afirmam muitos pesquisadores.
A batalha teria acontecido entre as cidades de São Miguel e Alto de Areias, no Ceará.
Se ainda hoje o sertão brasileiro é um poço de miséria e iniquidades, nos anos de 1926 a realidade era ainda mais sombria. 
Dominado pelos coronéis da política, pelos aristocratas e latifundiários, no Brasil - de forma geral, e no Nordeste, em particular - vicejavam a injustiça mais cruel, o analfabetismo embrutecedor, o clientelismo político, a falta de oportunidades, a indigência e a miséria.
No agreste acorriam jagunços, pistoleiros e bandos de cangaceiros que - ora por conta própria, ora contratados pelos poderosos locais - irradiavam o terror, roubando, saqueando, extorquindo, sequestrando, assassinando impunemente.
É neste contexto que surge Lampião e seu bando, o mais famoso dentre todos porque o mais brutal, o mais longevo, o que adentrou o imaginário popular como um híbrido de vilão e herói. 
Lampião e seu bando torturaram, mutilaram, sequestraram, saquearam, assassinaram... Tinham como hábito marcar com ferro quente os rostos das mulheres que usavam saia ou cabelos curtos. Consta que, em 1923, na Paraíba, o senhor do sertão e 25 de seus cangaceiros estupraram coletivamente a mulher do delegado de Bonito de Santa Fé. 

Em 1926, temeroso da revolução propalada pelo movimento tenentista, o governo alicia lampião, entrega a ele a carta-patente de Capitão, e ao seu bando fardamento, armas e munição do exército nacional. Missão atribuída? Combater a Coluna Miguel Costa-Prestes. 

E Virgulino Lampião, de criminoso, cangaceiro e bandoleiro, é tornado uma autoridade pública, um homem da lei.

Luiz Carlos Prestes representa um movimento que se originou em 1922 com a Revolta do Forte de Copacabana e que se denominou Tenentismo. O movimento político-militar compunha-se de oficiais de baixa e média patente do Exército do Brasil: combatiam a velha República e suas oligarquias; exigiam reformas políticas e sociais – sobretudo as eleitoral e do ensino – e intentavam a derrubada do governo do presidente Artur Bernardes.

Fracassando em 1922, o movimento volta à carga em 1924: 6 mil militares tomam São Paulo e são derrotados pelo governo federal. Essas tropas iniciam fuga em direção ao sul onde encontram as guarnições de Prestes e dão origem à marcha histórica, a epopeia da Coluna Miguel Costa-Prestes. 

Quando partiu do Sul em direção ao Nordeste, a Coluna Prestes constituía-se de um batalhão com 1700 homens armados com artilharia pesada, fuzis, metralhadoras, canhões e bombas de alto impacto. O cólera, as perdas em combate, o cansaço devido aos poucos cavalos, as deserções... No confronto com Lampião, a Coluna mal chegava aos 600 soldados.

E Luiz Carlos Prestes, uma autoridade militar, um tenente-coronel do Exército brasileiro, é tornado um renegado, um desertor, um fora da lei. 

É este contexto histórico que sustenta a peça teatral “Lampião e Prestes em busca do reino divino: o dia em que o bandido promovido a homem da lei guerreou contra o coronel tornado um fora da lei”.

Como se deu este combate? Como foi o encontro entre Lampião e Prestes? De que trataram? Os cangaceiros tinham ideário político? Conseguiram, Lampião e Prestes, chegar a algum entendimento? Encontraram pontos convergentes em suas plataformas políticas e de ação? 

Delicie-se leitor com essa literatura ficcional ancorada em forte argumentação histórica. 
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Há 105 anos nascia Nelson Rodrigues; relembre a biografia do autor

Estátua em homenagem a Nelson Rodrigues na Praça Manoel Campos da Paz, em CopacabanaFernando Frazão/Agência Brasil

Se estivesse vivo, Nelson Rodrigues completaria 105 anos nesta quarta-feira, 23 de agosto. Dramaturgo, jornalista, cronista esportivo, autor de folhetins, romancista, foram muitas as denominações para o “anjo pornográfico”, que fez história ao lançar a peça Vestido de Noiva, em 1943, considerada um marco no teatro moderno brasileiro.
Pernambucano, que foi para o Rio de Janeiro ainda criança, Nelson Rodrigues era o quinto de uma família de catorze filhos.  Antes de dramaturgo, foi jornalista. Aos 13 anos, começou a trabalhar no jornal do pai, Mário Rodrigues, que havia fundado A Manhã. Em 1929, já trabalhando no segundo jornal do pai, chamado Crítica, Nelson Rodrigues viveu uma tragédia familiar que marcou toda a sua trajetória: a morte do irmão Roberto Rodrigues, que levou um tiro, na redação do jornal, dado por uma mulher da alta sociedade inconformada com a publicação de uma matéria sobre seu divórcio.
Em 1936, ele começou a atuar como comentarista esportivo no Jornal dos Sports, quando o irmão Mário Filho se tornou sócio da publicação. Nelson passou a fazer contribuições sobre futebol. Trabalhou em diversos veículos, como Correio da ManhãO JornalÚltima HoraManchete Esportiva e Jornal do Brasil, mas não se restringiu ao futebol. Foi repórter policial, escreveu crônicas, contos, folhetins – sob o pseudônimo de Suzana Flag -, artigos de opinião e a famosa coluna A Vida Como Ela É, depois encenada na televisão.
A primeira peça de Nelson Rodrigues, A Mulher Sem Pecado, estreou em 1942. Foi, no entanto, com a segunda peça, Vestido de Noiva, cuja primeira montagem ocorreu em 1943, no Teatro Municipal do Rio, que veio a consagração como dramaturgo. No teatro, foram 17 peças. Para o cinema, foram 23 adaptações.
Autor de frases famosas e conhecido pelas opiniões polêmicas, o dramaturgo nem sempre foi bem compreendido pela sociedade da época em que viveu. “Ele foi um escritor genial, não só introduziu o modernismo no teatro brasileiro, mas foi um intérprete do seu tempo, queria chocar, colocava o dedo na ferida falando da hipocrisia do mundo de forma bem-humorada”, afirma Adriana Armony, escritora carioca, professora do Colégio Pedro II e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a tese Nelson Rodrigues, leitor de Dostoiévski.
Confira aqui o especial sobre os 105 anos de Nelson Rodrigues 
Por Sueli de Freitas - Repórter da Agência Brasil





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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

11ª Mostra CineBH reúne 101 filmes e propõe debate sobre o cinema de urgência

Na abertura do CineBH, o tema "cinema de urgência" foi apresentado por meio de performances e de um vídeo Léo Rodrigues/Agência Brasil
A Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, ou simplesmente CineBH, fez na noite de 22 a abertura de sua 11ª edição. Na cerimônia, o tema "cinema de urgência" foi apresentado por meio de performances e de um vídeo. A proposta é oferecer um espaço para a discussão da produção de filmes em contextos de crise social e política.
O evento é produzido pela Universo Produções, que também organiza as mostras de cinema de Tiradentes e de Ouro Preto. Nesta edição, que vai até domingo (27), serão exibidos 101 filmes de seis estados brasileiros e de mais 15 países. São 41 longas-metragem, um média-metragem e 59 curtas.
A programação, disponível na página do evento, inclui ainda exposições, seminários, apresentações artísticas e shows. Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. As sessões cinematográficas estão sujeitas à lotação dos espaços e, por essa razão, senhas serão distribuídas com 30 minutos de antecedência.
Cinema de urgência
Raquel Hallak, diretora da Universo Produções e coordenadora-geral do CineBH, explica que a ideia de debater o cinema de urgência foi motivada pelo atual cenário social e político do Brasil e do mundo. "Estamos vivendo uma crise e, no calor dos acontecimentos, como o cinema está retratando isso, em um momento onde temos câmeras por todas as partes?", questiona.
De acordo com a locução do vídeo exibido na cerimônia de abertura, a crise é o momento onde a realidade convoca o cinema, exigindo o registro e uma reflexão sobre os acontecimentos. "Há urgência em nadar contra a corrente dos fluxos narrativos dominantes. Filmes que cada um a seu modo prometem produzir uma contranarrativa à avalanche midiática que acompanha essa profunda crise política. Mas, no cinema, a urgência é de outra ordem. Por mais emergencial que seja o conteúdo de um filme, ele demanda novamente tempo", diz o locutor.
As performances de artistas levantaram ainda reflexões ligadas ao racismo, ao machismo e à homofobia. "As mostras da Universo Produções estão atentas ao mundo atual. Nós, realizadores, precisamos colocar essas questões para o público e dialogar com a plateia. Afinal, esses eventos são instrumentos também de transformação social e o cinema deve se aproximar desses temas que estão aí espalhadas, nas redes, na ruas, nos movimentos, nos coletivos", diz Raquel Hallak.
Descentralização
A Mostra CineBH surgiu em 2007 com a proposta de criar para a capital do estado um evento representativo. O evento surgiu também da preocupação com o fato de que os filmes exibidos na Mostra de Cinema de Tiradentes não estavam tendo visibilidade em Belo Horizonte e no restante dos municípios mineiros.
Para ampliar o alcance do evento, que foi crescendo ano a ano, a mostra vem investindo cada vez mais em uma programação descentralizada. Neste ano, as atividades ocorrem em dez espaços distintos de Belo Horizonte, entre eles o Teatro Sesiminas, o Sesc Palladium, o Cine Theatro Brasil Vallourec, o Cine Santa Tereza e as praças da Estação e Duque de Caxias.
A CineBH tem ainda como objetivo potencializar o mercado audiovidual brasleiro, possibilitando o intercâmbio de profissionais e dando visibilidade a novos autores, atores e outros talentos. Também com essa preocupação, foi criada em 2009 o Brasil Cinemundi, um evento que chega a sua oitava edição e ocorre simultaneamente com a CineBH. Trata-se de um encontro internacional de coprodução, que reúne representantes da indústria mundial com interesse em coproduzir com o Brasil e conhecer pessoalmente projetos que muitas vezes não chegam até eles.
Outro evento que também está dialogando com a CineBH e compartilhando a programação é o MAX Minas Gerais Audiovisual Expo. Realizado pela primeira vez no ano passado por meio de parceria entre o governo de Minas Gerais e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ele busca oferecer oportunidades de negócios, fortalecer a cadeia produtiva do audivisual e aumentar a competitividade da indústria criativa no estado.
Homenagem
O principal homenageado da 11ª CineBH é o ator, crítico e cineasta francês Pierre León. Nesta noite, ele recebeu um troféu simbólico. Com uma vasta produção independente no currículo, sua obra é praticamente desconhecida do público brasileiro. Com o objetivo de divulgar este trabalho, foi incluído na programação uma retrospectiva com 14 filmes do cineasta, quase todos inéditos no Brasil.
"Foi a escolha de um autor com uma cinematografia diversificada que se aproxima do perfil da mostra. E é uma oportunidade de trazer um nome muito desconhecido no Brasil e pouco reconhecido na França. Eu acho que os festivais têm esse papel, de apontar talentos que ficam muitas vezes num casulo e que tem uma obra magnífica pra ser desvendada. E o Pierre León dialoga com a temática desse ano, que é o cinema de urgência", explica Raquel Hallak.
Por Léo Rodrigues, da Agência Brasil

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